Muitas são as aflições dos justos,mas o Senhor o livra de todas.Bem aventurados os puros de coração,porque eles verão a Deus.obrigada pela sua amizade,Deus te abençõe sempre.

Marcos introdução e comentário.

25-12-2010 21:42

 

[1]

No século dezenove alguns estudiosos buscaram o "Jesus histórico" convencidos de que a igreja pri­mitiva havia criado o "divino Cristo da fé". Nos anos de 1920, os primeiros críticos da forma, liderados por R. Bultmann e M. Dibelius, rotularam Mateus e Marcos como "primariamente editores e colecionadores de tradições", e seus evangelhos como inquestionáveis "escritos de natureza não-literária".[2] Na opinião de ambos, o Evangelho consiste de coleções de histórias as quais têm sido contadas e recontadas por mestres e pregadores. Essas histórias são úteis para informar sobre a fé na comunidade cristã primitiva, mas não são consideradas base para a vida de Jesus. Como resultado, os críticos da forma centralizaram-se na formação das unidades individuais dos Evangelhos.

Por volta da metade do século XX, as investigações avançaram na direção da reintegração do texto. Críticos de redação, como W.Marxsen, enfatizaram a necessidade de se ver os escritores dos evangelhos como "artistas criativos guiados por conceitos teológicos e problemas comu­nitários".[3] Entretanto, ao investigarem o modo pelo qual as unidades indi­viduais, histórias e ditos dos evangelhos foram juntados, não viram como as essas unidades se relacionam umas com as outras, formando uma narrativa contínua, na qual cada episódio é compreendido em relação ao todo.

Parece, porém, que os esforços da crítica da forma e da crítica da redação redundaram em resultados pouco satisfatórios no que tange a descoberta dos processos pelos quais o texto do Evangelho de Marcos chegou a ser produzido. Após muitos anos estudando as questões da crítica da tradição e da crítica da redação no Evangelho de Marcos, Normam Perry conclui que essas questões têm valor insignificante na interpretação: "o que importa é a função do texto em relação ao Evangelho como um todo".[4]

Enquanto algumas pesquisas sobre forma e redação contribuíram para o estudo do Novo Testamento, a tentativa de se descobrir e analisar porções pré-literárias têm resultado na diluição do todo. Quando o texto é visto como algo parecido com a forma literária de uma "coleção de selos" o resultado é a desintegração dos Evangelhos. Quando, porém, Marcos é lido segundo os seus próprios méritos, os leitores reconhecem que ele não é nenhum escritor ingênuo ou simplório, mas habilidoso. O grego, eviden­temente, não era sua língua materna, mas sua simplicidade lingüística "não deve levar o intérprete a deduzir simplicidade nos padrões de pensa­mentos".[5]

A partir do início dos anos de 1970 houve uma intensificação no trabalho de crítica literária, o que fez com que muitos estudiosos passassem a considerar o Evangelho de Marcos como produto de um autor criativo. Eles vêem que o importante é uma abordagem sintética, que evite a pulve­rização da narrativa. Sem descartar percepções adquiridas de outras meto­dologias, agora analisam o todo como uma narrativa unificada. As partes são examinadas em relação ao todo e o todo em relação às partes, num processo contínuo.

Cada Evangelho tem seus traços distintivos, que refletem a riqueza de suas fontes sintonizadas com as necessidades de seus leitores originais. Por essa razão, os Evangelistas reportavam os mesmos ditos de Jesus de forma diferente (compare, por exemplo, Mc 10.18 com Mt 19.17). A partir do ma­terial que tinha em mãos, cada autor selecionou cuidadosamente os epi­sódios que mostravam quem Jesus era e os organizou de maneira a desafiar seus leitores a um discipulado radical. Marcos não descreve os fatos como um historiador moderno, nem relata o que Jesus ensinou, palavra por palavra, como um oficial de justiça na corte. Contudo, ele apresenta Jesus e seus ensinamentos de maneira precisa, de modo a traduzir o que havia de mais relevante para os seus leitores. Ele omitiu algumas coisas que dese­jaríamos saber. Mas isso não significa que ele não as conhecesse — elas talvez fossem irrelevantes para os seus propósitos, ou de conhecimento comum.

Quando um texto é entendido como uma composição na qual o teólogo deliberadamente seleciona seu material e cuidadosa e criativamente o compõe, segundo os seus propósitos, muitas das supostas contradições se tornam ilusórias.

Em seu plano global, o Evangelho de Marcos progride cronolo­gicamente, do batismo de Jesus por João até a sua Crucificação e ressur­reição. As linhas gerais das jornadas de Jesus podem ser traçadas a partir de suas caminhadas pela Galiléia, e de sua viagem à Jerusalém. Uma vez que a atividade salvadora de Deus se deu no contexto de eventos históricos, Marcos apresenta o seu Evangelho na forma de narrativa histórica. A riqueza de detalhes gráficos é evidência de sua confiabilidade histórica.

Entretanto, nem a cronologia nem a geografia governam todos os detalhes de sua narrativa. O autor sentiu-se livre para lançar mão de eventos ocorridos em outras épocas ou lugares quando esses esclareciam o tema proposto. Como exemplo, uma vez iniciada a oposição dos líderes reli­giosos (2.1-12) Marcos desenvolve o tema em cinco confrontações, as quais culminam com o plano para matar a Jesus (3.6). Ele compõe cuidado­samente essa unidade literária a fim de alcançar a sua intenção teológica. Apresentar a pessoa de Jesus e porquê ele morreu é mais importante do que a seqüência dos acontecimentos. Isso não significa que Marcos tivesse inventado incidentes ou ditos de Jesus. Não há qualquer indicação de que ele tenha feito isso. Sua criatividade aparece em sua habilidade de tornar o material significativo para os seus leitores, de acordo com o seu propósito.

O propósito supremo do autor está alinhado como propósito de Deus em revelar-se: ele deseja que cada leitor conheça a Deus. Isso significa mais do que pensar corretamente sobre Deus. Significa conhecê-lo pessoal­mente. Marcos procura alcançar esse alvo apresentando a pessoa de Jesus Cristo, por estar convencido de que é somente por meio do Filho de Deus que podemos conhecer o Pai.

Embora o próprio Marcos tenha citado o Antigo Testamento somente duas vezes (1.2-3 e 15.24), seu Evangelho inclui um número considerável de alusões e citações sintetizadas tiradas especificamente do Pentateuco, dos Salmos e dos Profetas (incluindo alguma coisa de cada capítulo de Dan­iel). As citações são combinadas, derivando significância vital a partir de suas sínteses (cf. 1.11; 13.24; 14.62).

Marcos emprega repetições, ciclos, inversões sintáticas e progressões duplas e triplas. Justapõe os pensamentos a fim de grifar comparações e contrastes. O uso dos diálogos e da ironia por Marcos traz o leitor para dentro dos acontecimentos como um participante. Ele geralmente insere histórias dentro de histórias para interpretar a narrativa para o leitor; utilizando algumas vezes paralelismo para comentar ou reforçar signi­ficados. Marcos constrói habilmente os significados de termos como "pão" e "caminho". No esforço de evitar falsas conotações, ele toma especial cuidado com títulos que se referem a Jesus (cf. "Cristo", em 8.29). Essas e outras características literárias serão consideradas à medida em que apare­cerem na narrativa.

Embora nunca use a palavra ekklesia (igreja), Marcos apresenta o crente como membro da família de Deus. Ele esclarece conscientemente a importância da vida e da morte de Jesus para as necessidades da igreja primitiva. Ele põe sobre ela a responsabilidade de chamar as pessoas ao arrependimento e a discipular cada um dos crentes. Marcos percebe quais são as necessidades dos cristãos lutando pela fé num mundo hostil. Sua preocupação se estende até mesmo aos líderes das comunidades, ao sina­lizar que eles podem cair nas mesmas armadilhas nas quais a liderança religiosa judaica caiu e, por isso, foi censurada por Jesus.

Pelo fato do Evangelho se constituir numa unidade, o leitor tem que ver o todo para poder entender adequadamente qualquer uma das partes. Infelizmente, nós normalmente lemos os Evangelhos em pequenas porções e as interpretamos sem levar em conta o contexto imediato ou o livro como um todo. O Evangelho de Marcos demanda uma abordagem "holística" (integrada), pois somente poderemos entender uma passagem em particular se considerarmos sua função dentro da narrativa como um todo. Este escritor procura abordar Marcos como um relato coerente, concentrando a atenção no texto como ele se apresenta, com suas sugestões para que se considere seriamente suas incontáveis referências, diretas e indiretas, ao Antigo Testamento.

III. Os principais temas do evangelho de Marcos

Marcos reuniu muitos episódios da vida e do ministério de Jesus entrelaçando-os criativamente numa nova e vivida unidade. O resultado é uma narrativa unificada e coesa, tendo Jesus Cristo como tema central entre outros que se repetem como uma grande sinfonia através do Evangelho. O multiforme esplendor do Filho de Deus, que é totalmente humano, se revela através da vida, morte e ressurreição de Jesus. Com muita amabilidade e preocupação pastoral, Marcos desenvolve o discipulado como um tema secundário. Esse é inseparável do tema dominante — Jesus —, pois por meio da singular identidade de Jesus, Deus chama homens e mulheres a um discipulado radical.

Numerosos outros temas estão presentes e são claramente detectáveis. Entre eles está o "reino de Deus", uma realidade presente entre os homens, porém ainda não consumada. Esse espalha-se entre as nações sem nenhum alarde: seu triunfo final e universal é aplaudido nos céus.

O tom pastoral aparece e desaparece numa alternância melodiosa. As dissonâncias ressoam à medida em que o reino de Deus entra em conflito com a humanidade centrada em si mesma, e com os poderes políticos e religiosos de expressão cósmica, mas humanos, e satânicos na origem. A harmonia parece rejeitada à medida em que os temas paradoxais do reve­lado e do oculto, da força e da fraqueza, do primeiro e do último, e da vitória pelo sofrimento são construídos na preparação de um clímax aparentemente impossível. O rei é coroado com espinhos. Rejeitado pelos seus, é aclamado por um dos que o crucificaram. E o pastor afligido ressurge para levar suas ovelhas desgarradas a tornarem-se pescadores de homens entre todas as nações.

Assim como aquele que ouve o coro "Aleluia", do "Messias" de Handel, jamais se esquece dele, assim também não poderá esquecer-se da sinfo­nia de paradoxos quem lê Marcos. Somente entrando na história podemos captar sua verdadeira beleza e significado. A medida em que vemos e ouvimos, tocamos, sentimos e inalamos o que está acontecendo com as pessoas retratadas, começamos a sentir o bater de seus corações e a expe­rimentar o verdadeiro sentido e a alegria de seguir a Jesus.

Encorajo o leitor estudar o texto de Marcos antes de ler os comentários que seguem abaixo. Faça da própria Bíblia o centro de seus estudos. Antes de mais nada, leia e releia o texto para descobrir o que ele diz. O segundo passo, é tentar descobrir o que ela significava para os leitores originais. Somente então o leitor estará apto a perguntar "o que Deus quer de mim à luz dessa passagem?". O leitor não deve negligenciar esse último passo, pois o estudo bíblico só termina quando é aplicado à vida. O Evangelho não foi escrito apenas para passar informação; foi escrito para transformar vidas.

IV. Um esboço do evangelho de Marcos

Ao estudar as Escrituras, devemos ignorar a tradicional divisão do texto em capítulos e versículos, pois ela é geralmente artificial, e algumas vezes até prejudicial. Nossa tarefa requer que descubramos a maneira pela qual o autor dispôs o seu texto original, pois ele se comunica por intermédio do relacionamento de suas unidades literárias tanto quanto pelas palavras. Marcos não representa a simples adição de componentes, mas uma unidade integrada. Desde o princípio o autor constrói sua narrativa em direção ao clímax, empregando habilmente as técnicas literárias já mencionadas.

Na página seguinte inserimos uma "Panorâmica" do que entendemos sejam as divisões básicas do Evangelho de Marcos. Este comentário é também estruturado de acordo com o nosso entendimento de como ele organizou seu material.


Este autor escreve o presente comentário como um seguidor de Jesus Cristo, com o desejo de que este estudo, ainda que imperfeito, encoraje o leitor a seguir a Jesus no seu discipulado radical.


 

COMENTÁRIO

PREPARAÇÃO -1.1-13

Com seis palavras muito bem escolhidas, o autor intitula o seu traba­lho como "Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus". Ele irá conferir a essas palavras uma significância vital e duradoura à medida em que retrata a vida de Jesus entre homens e mulheres na Palestina. Prenun­ciado pelos profetas, e dramaticamente anunciado por seu mensageiro João, Jesus é ungido pelo Espírito Santo e uma voz vinda do céu o chama de "meu Filho". Seu aparecimento desencadeia um conflito com Satanás. Esses fatos substanciam a declaração de que Jesus é o Filho de Deus.

Em sua breve introdução, o autor descreve a preparação das pessoas para a vinda de Jesus e a preparação de Jesus para o seu ministério. Os primeiros treze versículos de Marcos formam o "pano-de-fundo" de seu Evangelho. Todo o restante deve ser lido sob essa ótica. Ao dar informações privilegiadas aos seus leitores, o autor nos prepara para vivermos "o evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus".

A. O TÍTULO DESTE EVANGELHO 1.1

O termo Grego euanggélion[6] ("evangelho") tinha um tom alegre, pois estava associado à proclamação de um comunicado político ou de uma vitória militar que resultara em benefícios para muitas pessoas. Sob essa perspectiva, o "evangelho" alerta os leitores ao anúncio de um evento histórico que trará resultados benéficos para a humanidade.

Além disso, a palavra tem um significado profético para aqueles familiarizados com o Antigo Testamento. Isso lembra a promessa de boas novas (Is 61.1 s), renovando a esperança de que, por meio do seu servo ungido, o Espírito do Soberano Deus proclamará a libertação dos oprimidos (cf. Lc 4.17ss). Ele traz a segurança de que Deus está presente (Is 40.9), e está no controle (Is 52.7).

O Novo Testamento nunca emprega o termo euanggélion para indicar um livro. Por volta de 150 d.C, Justino Mártir utilizou pela primeira vez o termo referindo-se a um livro que apresenta a pessoa de Jesus Cristo. Nesse sentido, a expressão "os quatro Evangelhos" refere-se, Comumente, aos primeiros livros do Novo Testamento.

A palavra "evangelho" adquiriu um significado adicional, também não encontrado no Novo Testamento. Refere-se a um estilo literário em par­ticular que não se encaixa em outras categorias de composições. O "gênero Evangelho" inclui elementos biográficos mas não se constitui numa bio­grafia de Jesus. Relata dados históricos e geográficos, contudo não pode­mos reconstruir uma cronologia exata da vida de Jesus com esses dados; nem mesmo mapear cada passo de seu itinerário. É uma narrativa com diferentes cenas entretecidas numa história unificada, coerente e completa. Todavia, o evangelho é mais do que uma narrativa, pois seus eventos são interpretados da perspectiva de Deus. É uma narrativa teológica.

As boas novas se referem a Jesus de duas maneiras: são as boas sobre Jesus e ao mesmo tempo são as boas novas que vêm dele. O evangelho apresenta Jesus e é ele mesmo quem proclama o evangelho. A essência da mensagem que prega é ele mesmo. A boa nova é a pessoa do próprio Jesus, a figura central em meio aos diversos cenários e personalidades apre­sentadas no livro.

O nome "Jesus" era utilizado em Israel desde a época de Josué (que é a forma hebraica do mesmo nome) e significa "o SENHOR é a salvação" (Mt 1.21). A designação "Cristo", significando "ungido", é a tradução grega do hebraico "Messias", a esperança de Israel.

 

No princípio de seu Evangelho, Marcos une os dois termos Jesus Cristo. Tendo declarado que Jesus é o Cristo, o Messias prometido por Deus por intermédio dos antigos profetas, o autor usa a palavra "Cristo" somente algumas vezes (8.29; 9.42; 12.35; 13.21; 14.61; 15.32), provavelmente para minimizar falsas expectativas ligadas ao Messias naquela época.

A última afirmação no título do Evangelho de Marcos fecha a porta à possibilidade de Jesus ser visto como apenas um homem entre outros. O evangelho origina-se em Deus (1.14); e da mesma forma Jesus Cristo. Ele é o Filho de Deus.[7] Isso é afirmado muitas vezes, de modo a sublinhar sua importância. Jesus é chamado o Filho de Deus pelo próprio Deus (no princípio 1.11, e perto do meio do livro, 9.7), e por um homem, o centurião encarregado da Crucificação (perto do final do livro, 15.39). A organização desse Evangelho gira em torno das referências a Jesus como o Filho de Deus.

Marcos não relata o nascimento de Jesus (como o fazem Mateus e Lucas), a fim de mostrar que Jesus é o Filho de Deus. Sua apresentação é diferente da dos outros evangelistas, embora todos insistam que na contem­plação do Filho, nós temos uma oportunidade única de conhecer a Deus, o Pai — sua natureza, suas ações e seus propósitos para conosco.

Além dessas afirmações no Evangelho de Marcos, a filiação divina de Jesus está implícita em muitas de suas próprias declarações (8.38; 12.6; 13.32; 14.36;62), e na pergunta do sumo sacerdote (14.61). Quando os espíritos maus fazem declarações semelhantes, Jesus exige que se calem (3.11; 5.7). Depois de destacar a frase "Filho de Deus", colocando-a estrategicamente no início de sua narrativa, Marcos vai adiante enfatizando a humanidade de Jesus como nenhum outro Evangelho. Ao acompanhar­mos o desenrolar da narrativa, entenderemos melhor as conotações, tanto humanas como divinas, da declaração "Jesus Cristo, o Filho de Deus".

A primeira frase do título "o princípio do evangelho" poderia ser uma referência às promessas do Antigo Testamento (1.2s), ao aparecimento de João Batista (1.4-8) ou ao Prólogo como um todo (1.12s), pois cada um desses pontos é, em certo sentido, um "princípio do evangelho". Marcos, entretanto, parece apresentar todo o livro como "o princípio do evangelho", pois essa é uma história que continua com a proclamação do evangelho pelos apóstolos, e continua hoje "onde quer que o evangelho seja pregado" (14.9). Este é o novo livro de Gênesis (ambos começam com "princípio"). O Evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus, tem um princípio no tempo e no espaço. Não há, no entanto, um ponto final, pois leva à vida eterna no porvir (10.30).

Em seu título, Marcos pressupõe o plano geral de seu Evangelho, dividido em duas etapas: Jesus o Cristo (capítulos 1 a 8), o Filho de Deus (8 a 16). O centro do livro (8.27-31) se constitui na transição da primeira para a segunda parte. Ao final da primeira etapa, Pedro confessa que Jesus é o Ungido; quase ao final da segunda parte, o centurião confessa que Jesus é o Filho de Deus. Na primeira, Jesus demonstra sua autoridade pelas suas palavras e seus feitos; na segunda, a ênfase recai no sofrimento de Jesus em obediência filial a Deus. Na primeira ele serve em poder; na segunda em fraqueza. Aqui, como através de todo Novo Testamento, a salvação que Deus oferece ao mundo está inseparavelmente mesclada com a pessoa de seu Filho, Jesus Cristo.

O autor desenrola a dramática história do "Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus", uma história que oferece um novo começo para aqueles que prestarem atenção ao convite de Jesus "Siga-me".

 

B. O PRÓLOGO, 1.2-13

Aqui o autor apresenta a preparação humana e sobrenatural do minis­tério de Jesus. De acordo com a mensagem profética, João aparece, prepa­rando as multidões para virem ao Senhor. Jesus se identifica com pecadores no seu batismo, em cuja oportunidade Deus declara que Jesus é o seu Filho amado, de quem se agrada. O Espírito Santo unge Jesus e o conduz ao deserto para ser tentado por Satanás.

Em contraste com o conhecimento público da missão de João, as pessoas não percebem a atividade especial de Deus aqui. O autor transmite essa informação privilegiada aos seus leitores a fim de que possam conhe­cer a Jesus como o Filho de Deus.

 

A PROCLAMAÇÃO DE JOÃO 1.2-8

Deus prometera redimir seu povo. Durante séculos, no entanto, ele não enviou profeta a Israel. Apesar disso, alguns ainda esperavam pelas boas novas. Essa esperança ressurge com a aparição de um profeta chamado João, e muitos arrependem-se abertamente em preparação para a chegada do Prometido.

Em meio à essa expectativa renovada, Jesus vem como cumprimento das profecias. Seu batismo no rio Jordão e sua tentação no deserto não são nada que se pudesse esperar, considerando-se a declaração prévia de que Je­sus era o Filho de Deus. Entretanto, esses eventos que circundam o batismo de Jesus são inigualáveis. Embora apresentados com grande simplicidade, são dramáticos e cheio de surpresas.

O prólogo é composto de três parágrafos, todos relacionados à pre­paração. O primeiro (vv. 2-8) mostra como João ensina o povo a se preparar para o Prometido. Com o aparecimento e o batismo de Jesus no segundo parágrafo (vv. 9-11), a missão de João se cumpre e ele desaparece de cena. Deus, o Pai, e o Espírito Santo preparam Jesus para seu ministério, confir­mando assim que é nele que as promessas serão cumpridas. No terceiro parágrafo (vv. 12s), Jesus, sob a direção do Espírito, é tentado e seu adversário identificado.

Jesus permanece "passivo", ao longo de toda essa seção, mesmo sendo o centro de tudo que está acontecendo. Por meio do ministério de outros ele está sendo preparado para o seu ministério que está prestes a começar (1.14).

1.2-3 - No passado Deus falou (Hb 1.2) alimentando a esperança entre o povo. As boas novas estão enraizadas nas promessa do Antigo Testa­mento e são compreendidas à luz das mesmas. Os eventos nas narrativas seguintes ocorrem em cumprimento ao plano estabelecido por Deus, con­forme anunciado pelos profetas. Referindo-se ao profeta Isaías (v.2), Marcos enfatiza que Deus (que falara no passado) está, agora, a ponto de completar a salvação prometida.

A esperança nasce especificamente em relação às profecias men­cionadas, pois elas foram cumpridas com o aparecimento de João e de Jesus. Identifiquemos as pessoas mencionadas: O Senhor Deus fala ao Messias: "Eu enviei meu mensageiro João à sua frente, para preparar seu caminho. No deserto, meu mensageiro chamará o povo de Israel para preparar o caminho do Senhor."

Nessa citação, Marcos segue a prática comum de seu tempo, de juntar duas ou três passagens do Antigo Testamento. Ele ligou Êxodo 23.20, conforme expresso em Malaquias 3.1, a Isaías 40.3. A promessa dada em Êxodo refere-se à ação de Deus na fuga de Israel do Egito, enquanto que Isaías olha para o futuro. Ambos despertam expectativas dormentes por muito tempo. Juntos eles dizem: "Deus está para agir". Conseqüentemente, aparece Jesus. (v.9).

1.4-6 - João, o mensageiro de Deus surge, pregando no deserto, exatamente como fora prometido. O deserto lembra a experiência de Israel quando, livres da escravidão do Egito, os israelitas foram disciplinados por Deus na preparação para a entrada na terra prometida. Agora Deus está começando um novo Êxodo. Separando-se da vida religiosa fácil e institu­cionalizada, multidões vão ao deserto para ouvir a João.

Embora nenhuma voz profética tivesse sido ouvida por séculos, os fiéis continuam esperando que Deus cumpra suas promessas. Eles crêem que um profeta surgirá nos últimos dias, preparando o dia do Senhor. Ele será um fiel emissário de Deus na mesma linha, e com a mesma mensagem, dos verdadeiros profetas da história de Israel. Essa esperança é alimentada pelas palavras de Deus por Malaquias (4.5s), "Eu lhes enviarei o profeta Elias antes que venha o grande e terrível dia do Senhor", um dia de julgamento e de salvação. Esse profeta anunciaria o cumprimento das antigas profecias.

Marcos não descreve a aparência de Jesus em nenhum lugar, embora ele seja a figura central do Evangelho. No entanto, descreve proposi­tadamente a comida que João comia e as roupas que vestia (v. 6), em termos que nos remetem à roupa de pelos e o cinto de couro de Elias (2 Rs 1.8; Zc 13.4). Desse modo, Marcos apresenta a primeira evidência do elo entre João Batista e Elias. João é o precursor prometido, um profeta de grande impor­tância escatológica que cumpriu sua missão proclamando: "Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas."

Essa mensagem é dirigida à toda a nação como preparação necessária para a vinda do Senhor. Há um mover em massa daqueles que moram na Judéia e em Jerusalém.(1.5, cf. 3.8), embora tivessem que percorrer o difícil caminho para ouvi-lo no deserto. A mensagem, recebida por muitos, apesar das dificuldades, vincula três aspectos inseparáveis: arrependimento (uma nova atitude de coração e mente), acompanhado da confissão (uma de­monstração audível do arrependimento), e batismo (uma representação visível do arrependimento). João não facilita as coisas para ninguém; ele exige muito de seus ouvintes (do mesmo modo como, mais tarde, Jesus chama homens e mulheres ao discipulado radical).

O chamado de João ao arrependimento pressupõe que a reconciliação com Deus é indispensável a fim de superar a separação causada pelo pecado. Arrependimento (metanoia) significa uma mudança deliberada de atitudes, que resultam numa mudança de comportamento. Pessoas arrepen­didas não fogem da realidade de sua condição de pecadores, nem procuram desculpas para seus pecados. Elas confessam abertamente seu pecado a Deus (cf. Lc 18.13) e afirmam que desejam viver de acordo com a vontade de Deus. A genuína tristeza pelo pecado leva à conversão, a qual envolve uma completa mudança de rumo. Embora a jornada comece com a tristeza de um espírito quebrantado, esta leva à alegria das boas novas de perdão, pois Deus não despreza o coração contrito (Sl 51.17).

Chamando os judeus, como indivíduos e como nação, para volta­rem-se a Deus, João prega imersão (baptizon) como uma expressão do arrependimento. Como acontecia aos gentios, que eram batizados ao con­verterem-se ao Judaísmo, os judeus que confessam estar alienados de Deus são batizados por João. Assim como a mensagem de João prepara o caminho para a salvação prometida, o perdão que ele prega prepara o caminho para o perdão completo, disponível exclusivamente por meio de Jesus Cristo. Ainda assim, não é o ritual do batismo que traz o perdão. O batismo é, na realidade, a expressão do arrependimento que resulta no perdão de pecados.

1.7-8 - O chamado de João para o arrependimento indica que alguma coisa extremamente importante está para acontecer. Nas únicas palavras suas mencionadas no Evangelho de Marcos, João declara que alguém mais poderoso que ele está para vir. Ele exalta a pessoa de Jesus, a figura central em seu ministério. Tanto João quanto Jesus são servos de Deus e ministros em seu plano de redenção; mas, como João mesmo aponta, Jesus é maior em poder, em dignidade e ministério. João é o maior dos profetas (Mt 11.11), mas Jesus é de uma ordem de grandeza diferente. Ele é o Filho de Deus, cheio e dirigido pelo Espírito Santo (1.10-12).

Apesar da importância de sua missão, João é humilde. Naqueles dias, os discípulos serviam seus mestres da mesma maneira que os escravos serviam seus senhores, exceto em desatar suas sandálias. Essa tarefa nem mesmo escravos hebreus realizavam. João, entretanto, é indigno de desatar as tiras das sandálias daquele que estava chegando, seu Senhor, cuja dignidade é insuperável.

O ministério de Jesus é também mais poderoso. Apesar de seu apelido, Batista, por causa de sua ênfase, João deixou claro que seu batismo é limitado. É preparatório para aquele que viria. A regeneração completa virá somente com o batismo com o Espírito Santo que Jesus ministrará. Como Hooker diz, João é "uma figura enigmática, que não pertence nem à ordem dos antigos profetas (pois ele os completa) nem à nova ordem do evangelho (pois ele é seu arauto). Seu papel é o de testemunha e precursor".[8]

A primeira menção do Espírito Santo neste Evangelho identifica totalmente Jesus com a salvação prometida, associando-o com o derramar do Espírito (Jl 2.28s; Ez 36.26s). Logo após ser ungido pelo Espírito (1.10), Jesus irá conceder o Espírito aos outros.

Nos versículos 2-8, Marcos estabelece que a vinda de João marca o primeiro e indispensável passo para cumprir as antigas promessas de salvação. João prepara o caminho para o Senhor. O povo, por meio de seu arrependimento e batismo prepara-se para receber o Messias. A cena está pronta para o Senhor. Então, conforme Marcos diz no versículo 9. "Jesus veio".

 

JESUS É BATIZADO 1.9-11

De acordo com os profetas (1.2s), o mensageiro é enviado para preparar o caminho do Senhor. Como João cumpriu sua missão, Jesus veio. Marcos nada relata sobre o nascimento de Jesus; ele já havia identificado Jesus como o Filho de Deus. Simplesmente diz que "Jesus veio de Nazaré na Galiléia," localizando o cumprimento da promessa de Deus dentro da história. Ele não está simplesmente relatando "verdades espirituais"; esses são eventos ocorridos em épocas e locais determinados. Jesus veio de Nazaré, uma pequena e insignificante cidade da Galiléia (Jo 1.46). Fe­chando seu Evangelho com a referência a "Jesus de Nazaré" (16.6), Marcos mostra a coesão de sua narrativa. Ao mesmo tempo ele identifica o Jesus ressurreto com o humilde servo de Deus da Galiléia.

Jesus faz a viagem, de cerca de 160 km, com o propósito específico de ser batizado por João no rio Jordão. Considerando os contrastes entre João e Jesus (vv. 2-8), parece estranho que Jesus, que batizará com o Espírito, busque o batismo para si.

Mais estranho ainda é o fato de Jesus submeter-se ao "batismo de arrependimento para remissão de pecados"(1.4). Deveriam os leitores con­cluir que Jesus, como os outros batizados por João, fosse um pecador arrependido? Impossível, pois lemos no prólogo que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus (v. 1), o Prometido (vs. 2, 3), o doador do Espírito (v. 8). Além dessas evidências, Deus mesmo e o seu Espírito celebram o batismo de Jesus, testemunhando sua singularidade. De acordo com essas evidên­cias, Jesus não é um pecador, mas o amado Filho com quem o Pai se alegra (v.11).

 

Jesus, o Único que batiza com o Espírito, é batizado nas águas. Exatamente como João está posicionado entre a velha e a nova aliança, Je­sus é o intermediário entre Deus e os homens, representando um diante do outro. Como homem, ele toma para si o julgamento de Deus em relação ao pecado — ou seja, julgamento sobre os pecados de outros, pois ele mesmo não tem pecado (cf. 2 Co 5.21). Pelo seu batismo, então, Jesus dá o primeiro passo para identificar-se com os pecadores. Ele irá mostrar sua solida­riedade com a humanidade de outras maneiras conforme a história relata.

Quando Jesus sai da água, ele vê o céu abrir-se, e percebe que Deus constrói uma ponte sobre o abismo que separa terra e céu. Essa deve ser a resposta ao desejo do profeta pela salvação de Israel, no qual apela a Deus para "se fendessem os céus e descesses" (Is 64.1; ver "rasgar-se."em Mc 15.38).

O princípio do Evangelho (1.1) remete-nos ao princípio da criação (Gn 1.1s), quando o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas. O Espírito vem sobre Jesus, no princípio da nova criação, como uma pomba que desce, paira e pousa. Ele não somente paira sobre Jesus, mas vem para pousar permanentemente nele (cf. Is 11.2; 61.1 e Lc 4.18; Jo 1.32-34).

Em contraste com as referências sobre o Espírito vindo sobre líderes do Antigo Testamento, Marcos diz que o Espírito entra (eis) em Jesus.

Como Filho de Deus, cheio do Espírito, e guiado pelo Espírito, Jesus age com a autoridade e o poder de Deus. Tudo o que se segue deve ser entendido no contexto de Jesus completamente guiado pelo e cheio do Espírito. Suas palavras e seus feitos apresentam exemplos concretos do que significa viver sob a direção do Espírito.

A simplicidade da narrativa de Marcos sobressai em marcante con­traste com os majestosos eventos descritos. Uma voz dos céus diz: "Tu és meu Filho amado, em ti me comprazo". Deus, cuja voz tinha estado calada por séculos, fala a Jesus, seu Filho, em tom de intimidade familiar, no qual expressa sua completa e irrestrita aprovação. Seu pronunciamento acena para várias passagens da Escritura de modo a enriquecer seu significado original. "Tu és meu Filho" nos lembra o Salmo 2.7, inicialmente falado aos reis de Israel. "Meu Filho amado" reflete as instruções de Deus a Abraão: "Tome seu filho, seu único filho Isaque, a quem você ama" (Gn 22.2; Mc 9.7; 12.6). No pensamento judaico, o sacrifício de Isaque era entendido como a base para o oferecimento de sacrifícios no templo em Jerusalém.

Além disso, as palavras de Deus a Jesus lembram Isaías 42.1. "Eis o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem se compraz a minha alma; pus o meu Espírito sobre ele; ele trará justiça às nações". A alusão a Jesus, Filho de Deus, como rei é coerente; mas os reis não são ser­vos nem servis. Esse paradoxo, entretanto, forma o âmago do evangelho, uma ironia que confunde aqueles que acompanham Jesus durante sua vida, e continua a ser um bloqueio ainda hoje. Por meio dessa combinação de textos (Sl 2.7 e Is 42.1), porém, aprendemos que "Jesus é designado como Messias-Rei cuja tarefa é radicalmente reinterpretada em termos da missão do Servo sofredor de Deus".[9]

A frase "Tu és meu Filho" descreve mais do que somente os feitos de Jesus; refere-se principalmente ao seu ser. O papel de Jesus como Servo Sofredor tem significado remidor por causa de quem Jesus é em relação a Deus. Ele é o Filho de Deus; seus feitos, suas palavras e autoridade vêm de sua unidade com o Pai. Nós conhecemos Deus, o Pai, por intermédio de seu Filho. Deus, que por séculos não se revelava, agora fala, expressando sua apreciação por Jesus, seu Filho.

 

A aprovação do batismo de Jesus, sinaliza que ele é o filho obediente que se identifica com os pecadores, cuja expressão maior será a cruz. Mas Jesus também está destinado a reinar. Ele é o Servo Sofredor, ungido pelo Espírito e escolhido pelo Pai, que gover­nará como Servo do Senhor.

Jesus experimenta as três coisas que, de acordo com a tradição judai­ca, poderiam sinalizar o surgimento do reino escatológico de Deus: os céus se abrem, o Espírito vem sobre ele, e uma voz do céu fala com ele. A ocorrência desses três eventos em seu batismo indica que o reino está pró­ximo (cf. 1.14s), com Jesus como seu inaugurador.

Embora Jesus tenha sido batizado na presença de muitas pessoas, Marcos sugere que somente Deus o Pai, o Filho, e o Espírito Santo eram conhecedores do que realmente ocorreu naquela ocasião. Para as pessoas presentes no seu batismo, a identidade de Jesus permanece um segredo a ser desvendado a partir do momento em que seu ministério se manifestar. Paradoxalmente, ele revelará que é o Filho de Deus por meio de sua fraqueza, que culminará com sua Crucificação. Nesse ínterim, Ele perma­nece incógnito como Filho de Deus.

Nesses primeiros versículos, o narrador nos dá informações valiosas, que nos capacitarão a entender aquilo que os primeiros discípulos só compreenderam com muita dificuldade.

 

JESUS É TENTADO POR SATANÁS 1.12-13

O leitor poderia esperar que o Espírito Santo imediatamente apre­sentasse Jesus publicamente como o Filho amado de Deus para que toda a humanidade aclamasse seu poder e o adorasse. Muito pelo contrário, o Espírito impele Jesus para o deserto, para empenhar-se num teste de força com Satanás o qual usurpara o controle sobre este mundo (cf. Ef 2.2; 6.12).

O Espírito inicia a batalha imediatamente após a unção de Jesus (1.9-11), pois ele deve ser testado antes de que possa proclamar que "o reino de Deus está próximo" (1.14s). Deus o testa com o desejo de aprovar; é parte da disciplina divina (cf. Hb 5.8; 12.6). Por outro lado, Satanás testa com hostilidade, com a intenção de vencer Jesus, desviando-0 de sua missão.

A tentação de Jesus não é uma mera formalidade. Como Hebreus 4.15 diz: "foi ele tentado em todas as cousas, à nossa semelhança" (cf. Hb 2.14-18). Essa é uma evidência de sua participação em nossa humanidade. Entretanto, sua tentação é distinta, pois traz conseqüências cósmicas. Nessa batalha com Satanás, o Filho do Homem inicia sua jornada solitária que o levaria a outros testes e à morte antes de sua ressurreição e glória (cf. 8.31).

O número quarenta lembra os quarenta anos de teste de Israel no deserto (Nm 32.13; Sl 95.10). Os israelitas também experimentaram a provisão divina no deserto. Agora Jesus não só passa pela tentação como também é servido por anjos em sua experiência no deserto. De acordo com Is 40.3 e Mc 1.2-3, o Messias vem no deserto.

Embora Marcos não anuncie a derrota de Satanás, ele pressupõe que Jesus quebrou o poder de Satanás e, assim, garante a sua completa vitória (como ele mesmo prevê em 8.38; 13.26; 14.62). Isso, entretanto, não implica que Satanás tenha deixado Jesus. A tentação constitui apenas o primeiro dos vários encontros de Jesus com o diabo. Espíritos malignos continuam a lutar contra ele durante toda sua vida. O "adversário" inten­sifica a batalha no Getsêmane e no Calvário (14.36; 15.34, 37). O conflito só terminará, entretanto, com a derrota final e a prisão do "adversário" para todo o sempre (Ap 20.10).

Assim como os seres celestiais adoram Jesus (Hb 1.6), os anjos o servem durante esses quarenta dias de tentação. Possivelmente, a referência à presença de Jesus entre os animais seja uma alusão à restauração do Éden (Is 11.6-8; 65.25; Os 2.18) com a reversão da inimizade que surgiu no universo como resultado da queda (Gn 3.15). Na vitória final sobre Satanás, toda a criação ficará livre de sua escravidão (Rm 8.19-23).

Em meio à fartura, e com os animais sujeitos ao seu domínio, Adão caiu em tentação. Cercado pela escassez e a hostilidade do deserto, Jesus prevalece. Ele, como Adão, foi levado por Deus à tentação imediatamente após o seu comissionamento; mas, ao contrário de Adão, Jesus resistiu à tentação e, portanto, restaurou o paraíso. Esse conflito com Satanás forma parte do pano de fundo do ministério de Jesus.

Nesses versículos iniciais, o autor relata a preparação de Jesus para o ministério que ele abraçaria em breve. Simultaneamente, ele nos dá uma valiosa "informação confidencial", a qual nos ajudará a entender o signi­ficado de toda a narrativa.

O prólogo apresenta muitas das principais pessoas e temas de toda a história. Somos apresentados ao Deus triúno, os relacionamentos entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo e o envolvimento ativo deles com a huma­nidade. Somos alertados para o conflito com Satanás. Ouvimos os teste­munhos dos mensageiros de Deus, culminando com a declaração do próprio Deus de quem é Jesus. Temos oportunidade de ver Jesus do ponto de vista de Deus. A participação humana, entretanto, é limitada a João como mensageiro de Deus, e às pessoas que respondem à mensagem.

Esses treze versículos nos oferecem uma pista interna para entender o que os participantes, que ainda serão apresentados, aprendem indutivamente à medida em que, pouco a pouco, reúnem as evidências. Quando contemplamos Jesus pelo estudo do evangelho de Marcos, nossa com­preensão de quem ele é, e a relevância disso para nossas vidas, se torna progressivamente mais clara, assim como ocorreu com homens e mulheres naquela época, aqueles que tiveram ouvidos para ouvir e olhos para ver.

 

A AUTORIDADE DE JESUS
É CONFIRMADA E CONTESTADA - 1.14-3.6

Por intermédio da pessoa de Jesus, Deus convida homens e mulheres a viverem sob sua direção, como membros de seu reino. Em termos simples, diretos e pessoais, essa vida é descrita pela frase "seguindo a Jesus".

Vemos Jesus em meio às pessoas de seu tempo, acessível e sensível às suas necessidades. Ficamos impressionados e, algumas vezes, chocados com suas palavras. Observamos sua autoridade sobre as forças naturais e sobrenaturais. Enquanto isso, perguntamos: se ele é o Filho Ungido de Deus (como declarado em 1.1, 11), por que não declara a sua identidade aberta­mente e estabelece o reino de Deus imediatamente? Se os maus espíritos sabem quem ele é, por que Jesus os proíbe de declarar isso? Por que ele é rejeitado pelos líderes religiosos? Tais paradoxos nos confrontam com a questão básica: "Quem exatamente é Jesus?"

Cumprindo seu papel como protetores das tradições de Israel, os líderes religiosos misturam-se à multidão para investigar esse líder popular. Em cinco parágrafos, habilmente formados ao redor de cinco questões (2.1-3.6), Marcos traça a crescente reação negativa a Jesus. Eles avan

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Presidente de honra da ieaderp

Antonio Silva Santana nasceu em 1932 na cidade de Baixa da Palmeira (BA). Iniciou seus trabalhos na obra do Senhor Jesus ainda jovem, foi separado para o santo ministério em 1970 e auxiliou diversos pastores, até ser convocado a assumir a Assembléia de Deus na cidade de Franca (SP). Anos depois, foi convocado para presidir a IEADERP. Em 1994, iniciou o trabalho de construção de um grande templo, localizado na Via Norte. Em 2014 ele completará 30 anos de ministério. O evento de ação de graças aconteceu nos dias 11 e 12 de Janeiro de 2014 - no Grande Templo da IEADERP.

Para contato com o pastor presidente o email: comunicacoes.ieaderp@gmail.com ou pelo telefone 16 3636-9591 (Ribeirão Preto).

Pastor Antonio Silva Santana e irmã Lourdes Santana 

Pastor Presidente.Jairo Santana

Palavra do Pastor Presidente ESTAMOS NA HORA FINAL.

 

A hora do esforço maior!

O Apóstolo João adverte: “Filhinhos já é a ultima hora”( I João 2 : 18)

O gelo da incredulidade tem apagado a chama de muitos corações.

Para nós é a última hora, por isso inimigo de nossas almas tem aumentado a sua semeadura, obscurecendo a obra de Deus e arrancando os últimos grãos de mostarda dos corações fiéis. Através de sutilezas, ele desvia a atenção dos crentes para o materialismo e destrói o vinculo da perfeição que procede do verdadeiro temor de Deus – principio de toda a sabedoria (Pv. 9:10). Tomemos uma decisão agora, antes que seja tarde demais, não basta termos uma visão das necessidades espirituais do mundo e continuarmos de braços cruzados, apenas sentir-se superficialmente comovido, o que nada resolve. É necessário que nos levantar, entrar em ação e fazer alguma coisa.

Paulo, o grande missionário, quando teve a visão do moço da Macedônia, não se esquivou, nem apresentou desculpas, mas deixou tudo e imediatamente partiu. Que o mesmo aconteça conosco! Que os nossos olhos contemplem os milhões sentados em densas trevas, esperando por alguém, por uma mão estendida para conduzi-los a Cristo, pois se aproxima o grande dia da volta do Senhor Jesus e muita coisa ainda há para ser feita. Precisamos reconhecer que ainda há muito que se fazer em prol da evangelização. O Mundo é um campo vastíssimo, muitas igrejas estão perdendo o seu vigor espiritual se envolvendo no luxo, na política; num evangelho social. Oremos irmãos, para que um verdadeiro avivamento venha abrasar os corações, assim teremos certeza que haverá semeadores em número suficiente para esta hora final.

Resta-nos pouco tempo.

Cristo convoca a todos os crentes – fiéis soldados para a obra do esforço maior. Entremos em ação, pois uma responsabilidade sem limites recai sobre os ombros dos legítimos servos de Deus.

“Livra os que estão sendo levados para a morte e salva os que já estão cambaleantes” Prov. 24: 11.

Nós somos os legítimos responsáveis por esta geração. Qual será a nossa atitude? Permaneceremos surdos ao gemido de milhões ao nosso redor que clamam por salvação?

Façamos nossas as palavras do Apostolo Paulo: “Porque se anuncio o Evangelho não tenho de que me envergonhar, pois me é imposta essa obrigação e ai de mim se não pregar o Evangelho” (ICo. 9:16)Urge uma ação total e poderosa da Igreja do Senhor no Brasil para a evangelização de todos as gentes. Os trigais estão maduros.

Que assim Deus nos ajude! Amém.

Pastor.Jairo Santana 

Presidente da Igreja Evangelica Assembléia de Deus  Missão Ministerio de Ribeirão Preto s/p

IEADERP

Poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos

os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição

me encoraja a seguir em frente pela vida...mas é delicioso que eu saiba

e sinta que eu os adoro, embora não declare e os procure sempre...

 

Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu Seu filho unigênito,

para que todo aquele que nee crê não pereça, mas tenha a vida eterna.Jo 3.16,

Os Fundadores das Assembleia de Deus No Brasil os Misionário Suecos Daniel Berg e Gunnar vingren

ESTA ERA A PREGAÇÃO DOS MISSIONÁRIOS ,Jesus Salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará!

"Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém do Pará, em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da Humanidade e a atualidade do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais.


Em 18 de junho de 1911, os missionários suecos e mais dezenove irmãos, oriundos da Igreja Batista de Belém, fundaram a Missão de Fé Apostólica, que mais tarde, em 1918, ficou conhecida como Assembléia de Deus".

“No dia 5 de novembro de 1910, os missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren deixaram Nova Yorque abordo do navio "CleMent" com destino à Belém do Pará. No início do século XX, apesar da presença de imigrantes alemães e suíços de origem protestante e do valoroso trabalho de missionários de igrejas evangélicas tradicionais, nosso país era quase que totalmente católico [...] Disso tudo surgiu a necessidade de que o trabalho fosse organizado como igreja, o que se deu a 18 de junho de 1911, quando por deliberação unânime, foi fundada a Assembléia de Deus no Brasil, tendo em Daniel Berg e Gunnar Vingren os primeiros orientadores [...] Em 11 de Janeiro de 1918 a denominação foi registrada oficialmente como pessoa jurídica. Com o nome de Assembléia de Deus.”

 

em  6 de Março de 1946 nasce o primero circulo de oração na casa de irmã Albertina no Recife .

 

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

2 Coríntios 5:17

VOCÊ AINDA PODE ESCOLHER, CEU OU INFERNO?EXISTEM DUAS PORTAS,UMA DELAS ENTRAREMOS 

SEREMOS BEM RECEPCIONADOS,POREM A OUTRA SEREMOS EMPURRADOS E OBRIGADO A ENTRAR...

VEJA BEM,DUAS PORTAS E UMA SÓ ESCOLHA...E VC JÁ FEZ A SUA ???????

 

 A HISTÓRIA DE LÚCIFER

Conferência por Rodrigo Romo.
Hotel Sheraton, Lisboa, 25 de Fevereiro de 2005
(Os comentários entre parênteses, são de Vitorino de Sousa, que fez a transcrição e a adaptação do que foi dito)
Boa noite. Obrigado pela presença.
Bom, o tema para hoje é um tanto ou quanto crítico e problemático, pois aborda aspectos religiosos pesados:
como é que Lúcifer penetra na estrutura religiosa terrestre há mais de 450 000 anos? Como é que, ao
longo da história da Humanidade, vários semideuses (extraterrestres de várias civilizações galácticas) - os
chamados “anjos caídos” - foram confundidos com Lúcifer que, por sua vez, foi confundido com Satã ou a seita
de Baal, dos Sumerianos?... A Ordem do Dragão Negro surgiu na região central de Órion, na estela Rigel. Esta
estrela representa o berço das raças reptilianas, os Dracos, formatados a partir de um propósito essencial:
sobrevivência biológica, mental, e emocional nas piores condições geológicas e ambientas de existência.
Vejamos desde o início:
O Co-criador do nosso universo local, Nebadon, é Micah (Sananda/Jesus). A Astronomia afirma que a nossa
galáxia (Via Láctea) está localizada no chamado quadrante das 21 galáxias, que é considerado uma zona de
livre arbítrio pelo Comando Estelar. Neste quadrante existe uma proposta evolutiva multi-racial e multinacional
(há outras) onde todos os Filhos viventes têm o direito de aprender a ser co-criadores com Deus. Neste sentido,
as Mónadas Superiores de Escala Maior, que dão origem ao nosso Eu Superior, manifestam-se através de um
processo de encarnação, por via da alma. Daí surge a fragmentação de almas e o primeiro arquétipo da “alma
gémea”… que passamos a vida a procurar e nunca encontramos.1 Então, neste quadrante das 21 galáxias –
regido por Sananda/Jesus - todos os seres cósmicos das Hierarquias dos Arcanjos, Serafins, Querubins, Elohins,
etc., manifestaram o propósito de criar, não um, mas vários protótipos existenciais. O nome de Sananda começou
a tornar-se conhecido, substituindo a energia de Jesus, porque sempre que as pessoas se lembravam de
Jesus Cristo, lembravam-se de Jesus crucificado. Por isso, foi necessário mudar esse conceito para uma visão
de uma entidade alegre e carinhosa. Mas é o mesmo ser.
Segundo os escritos de recebidos por canalização, Nebadon tem cerca de 200 biliões de anos. Mas, como tal
é possível se a Astrofísica afirma que o nosso Universo tem somente cerca de 15 a 22 biliões de anos? Esse
valor está correcto mas diz respeito à manifestação física, palpável, que os cientistas registam através de
técnicas desse próprio plano físico, mas que não conseguem captar os outros cerca 90% da matéria do Universo.
Qual é o maior enigma actual da Astrofísica? É que os mais de 100 biliões de galáxias já detectadas pelo
telescópio espacial Houble representam apenas de 8 a 12% da massa total do Universo. Onde está o resto?
Trata-se de uma energia invisível, que está além do plano físico. É aqui que surge a Teoria Quântica das
realidades paralelas. Desta forma, passa a ser compreensível a informação, recebida por canalização, de que o
nosso Universo tem cerca de 200 biliões de anos, porque estamos a lidar com uma idade não relacionada com a
fisicalidade que nós percepcionamos, mas sim com os outros planos paralelos transdimensionais… que é,
precisamente, onde actua Shtareer, que me foi fornecendo essas datas.
Mas, afinal, como chegamos a Lúcifer?
Quando essas 21 galáxias foram estruturadas, cada uma delas recebeu uma Hierarquia Administrativa que
faria a gerência e a produtividade, ao nível da qualificação e da quantidade das almas a serem distribuídas pelo
Processo Evolutivo. Os famosos Arcanjos foram distribuídos para fazerem a vistoria geral de cada galáxia, trabalhando
com pequenas constelações onde iria ser colocado o Projecto de Vida. A responsabilidade pela zona
chamada “Braço de Órion” ou “Constelação de Órion” foi atribuída a Lúcifer, o 37º Arcanjo “abaixo” de Deus
(Micah). Diz-se, inclusive, que é o Arcanjo mais célebre da Criação. A sua função era, pois, administrar e reger
os processos evolutivos de todas as raças pertencentes ao braço espiral de Órion, ao qual nós pertencemos.
Anágora é uma galáxia vizinha da nossa Via Láctea, situada a cerca de 3255 milhões de anos-luz, mas tem
uma regência diferente. Quando surgiu a frase cósmica “Crescei e multiplicai-vos”, ela foi aplicada a todas as
partes do Universo, sem excepção. Então, todos os Seres das Ordens Espirituais começaram a procriar. O Ser
1 - Veja o texto de Shtareer “Complemento Divino” em www.velatropa.com, botão “Sirva-se”, ligação para ”Yasmin”.
que equivale a Jesus (Micah/Sananda) em Anágora chama-se Anhotak. É um ser da Ordem de Lanonadeck que
habita a 15ª dimensão de consciência.2 Também ele, evidentemente, respeitou a instrução do Pai: “Crescei e
multiplicai-vos”, e começou a multiplicar-se naquela galáxia, que escolhera como o seu Centro de Procriação.
Mas descobriu uma coisa fantástica, extremamente interessante e muito profunda: ele podia “alimentar-se” das
emoções e das percepções dos seus Filhos. Anhotak tinha descoberto uma fonte inesgotável de “alimento”,
êxtase e autocrescimento. Porta nto, esta era uma forma magnífica (e diferente!) de co-criar, crescer e evoluir.
E, no início, os seus filhos sempre acabavam por regressar a ele, com todo o conhecimento adquirido através
das experiências vividas ao longo do seu desenvolvimento, já que a frase real não é “Crescei e multiplicai-vos”,
mas “Crescei, multiplicai-vos e regressai a mim”. Mas o Arcanjo Anhotak passou a “esquecer-se” desta última
parte da frase e deixou de permitir que os seus Filhos voltassem para a Casa do Pai.
Esta é a grande diferença que separa Anhotak (galáxia Anágora) de Sananda (galáxia Via Láctea).
Porquê?... Micah foi bem claro quando deu este comando a todos os seus Arcanjos: “Crescei, multiplicai-vos
e regressai a mim para que, juntos, cheguemos ao Pai Maior. Por conseguinte, os Co-criadores que acatam a
Frequência Crística permitem que os seus Filhos cresçam, despertem a sua consciência, ascendam, se fundam à
Fonte do EU SOU e se somem na Consciência Crística/Mahatma/Búdica universal para que, juntos, façam a
transcendência cósmica para as Esferas Maiores.
Essa é a chave. Mas Anhotak descobriu que isso podia ficar para mais tarde! Então, começou a arrebanhar
raças e raças, limitando-as até à 7ª ou 8ª dimensão de consciência, impedindo-as de ascender. Com isto, criou
uma sociedade altamente racional, com baixa intuição para que as diversas raças não pudessem “chegar” à
espiritualidade, ficando assim presas na famosa Matriz de Controlo. Portanto, a Matriz de Controlo não é da
Terra, vem de fora, é cósmica e tem milhares de anos! Então, os Seres que estão ao serviço da proposta de
vida da Anhotak (não reintegração na Consciência Crística), acreditam e actuam com base naquilo que, para
eles, é real. Embora esses irmãozinhos actuem de uma forma que, para nós, é indevida, estão a
comportar-se de acordo com o que acreditam ser a verdade, e crendo que somos nós que estamos
errados. Quando nós conseguimos compreender essa forma evolutiva, torna-se mais fácil aceitar o
comportamento de um ser não Confederado (não filiado na Confederação Intergaláctica).
Então, aquela passagem bíblica em que o “diabo” tenta Jesus, não tem o objectivo de o tirar do caminho; é
uma tentativa de provar que a verdade do outro (Anhotak) é superior à de Jesus. É um confronto ideológico e
político intergaláctico! Portanto, a galáxia Anágora tornou-se o centro administrativo e jurídico existencial
dessas raças, em grande parte reptilianas e insectóides. Porquê?...
Quando um planeta qualquer passa pelo processo de adaptação geológica, quais são as primeiras formas de
vida que vão suportar as intempéries das alterações geológicas? Os insectos e depois os répteis! Por isso, essas
duas formas biológicas de vida foram escolhidas propositadamente para criarem os Impérios das super-raças e
das superpotências. Os reptilianos e os insectóides não têm sentimentos, pois isso não faz parte da sua
matriz genética original. Têm, contudo, um enorme poder intelectual, uma mentalidade racional 1000 vezes
superior a um Humano. O QI de um reptiliano de nível inferior anda pelos 600 ou 700. Não tem, por isso,
comparação com o nosso (que dificilmente chega aos 100!). Um reptiliano de nível superior chega a um QI de
2600! Mas eles não têm emoções. Então, qual é a grande dificuldade de um reptiliano?... Sentir! Eles são
regidos (geneticamente) por processos lógicos (equivalentes ao hemisfério esquerdo humano).
Notem: um reptiliano não é um assassino, não é um ser malvado; apenas é regido por um comportamento e
racionalização diferentes. Aí é que está o problema (do preconceito dos Humanos em relação aos “maus”). Os
valores éticos e morais de um reptiliano não são iguais aos nossos… e olha que nós não somos nenhum modelo
de ética e comportamento! Então, temos de ter cuidado, porque a nossa ética é muito questionável.
Certa vez, no Brasil, tive contacto com uma cidade intraterrena de Zetas e Grays. Quando me projectei para
conversar com eles e tentei questionar o seu comportamento, eles disseram: “Quem são vocês para questionarem
o nosso comportamento? Vocês matam por dinheiro. São capazes de matar a própria mãe por dinheiro;
por egocentrismo destroem o planeta que vos dá o alimento. Na nossa sociedade, nós não matamos;
respeitamos a vida. Para nós, vocês (Humanos) representam um vírus letal, que está a destruir o próprio planeta
que vos alimenta.” Se reflectirmos sobre o que eles disseram, verificamos ser verdade: a nossa sociedade
está a destruir a Mãe Terra. Matamo-nos por bens materiais, não respeitamos a vida de nada nem de ninguém.
Por isso, estamos nesta situação mundial, que continuará enquanto a nossa consciência não foi despertada e
realinhada. A posição deles é bem interessante, apesar de serem considerados “não confederados”. Mas é só
porque a sua ética é totalmente diferente do conceito crístico - o regresso à Luz.
2 - A Ordem de Lanonadek é uma Ordem de Co -criadores Cósmicos extraterrestres com o poder de co-criar a nível genético.
São os antigos deuses de que falam todas as Escrit uras, incluindo a Bíblia.
Então, há mais ou menos 16.7 biliões de anos, na nossa Via Láctea, Lúcifer, juntamente com uma regência
de seres da Ordem Lanonadek, dá início ao projecto de plantar vida num universo “astral”, de 4D a 6D, que,
com o tempo e a instabilidade magnética da Via Láctea, viria a cristalizar-se nos níveis mais densos de 1D a 3D.
Isto, é claro, não aconteceu de um dia para o outro, demorou alguns milhões de anos.
As primeiras formas de vida a cristalizarem-se no nosso “Braço de Órion” – o nome correcto é “Constelação
de Satânia”, donde derivou o nome de Satã, que entra na história mais tarde - foram as formas marinhas, os
insectos e os répteis. A forma reptiliana, surgida em Órion com cerca de 713 espécies distintas, começa a cristalizar-
se fisicamente – como nós entendemos este conceito – há cerca de 14.3 biliões de anos. O centro desta
manifesta ção ocorre nas estrelas Shaula, Gareb, Spica e em Antares, que é a estrela mais brilhante da
constelação de Escorpião. Também temos outras formações na constelação de Draco, em Rigel – que foi o ponto
mais importante onde se formou o grande império de Órion. Basicamente, o formato reptiliano e insectóide
existe em quase toda a Via Láctea, por uma questão natural de sobrevivência.
O arquétipo adâmico – como nós entendemos o Adão humano – começou a chegar ao nosso quadrante da
Via Láctea, a nível telúrico, há cerca de 9.8 biliões de anos. A sua cristalização física (3D) só viria a ocorrer há
7.4 biliões de anos numa estrela da constelação de Lira. Esse sistema estelar, muito próximo da estrela Vega, a
26 anos-luz da Terra, foi escolhido para manifestar a primeira experiência genética mista, entre Humanos e
Reptilianos, para formar o famoso Draco, com cerca de 50% do padrão genético reptiliano e 50% do padrão
genético adâmico, Humano.
Até aqui, o plano (coordenado pelo Arcanjo Lúcifer) correu muito bem. Só que, no decorrer do processo,
Lúcifer, solicitou ajuda para a administração do seu trabalho co-criativo nos vários sistemas estelares (do seu
“Braço de Órion” ou “Constelação de Satânia”). Um dos candidatos a essa tarefa foi aquele que conhecemos
como Satã, um Lanonadek de segunda ordem da galáxia de Anágora, filho directo de Anhotak. Lúcifer conhecia
Anhotak e sabia que esse Arcanjo tinha uma proposta de vida distinta. Mas, como havia um propósito
semelhante para o grupo das 21 galáxias, achou que não havia inconveniente em chamar Satã.
Quem esteve contra esta “requisição”? O Arcanjo Gabriel. Ele foi o primeiro a perceber que aquilo iria dar
alguns “probleminhas”! Mas ninguém lhe deu atenção porque o Plano Maior previa que, no futuro, por maiores
que fossem os problemas, tudo acabaria por se resolver. Desta forma, cosmicamente, foi permitido que Satã
viesse (da galáxia de Anágora para a Via Láctea), co-criar ao serviço de Lúcifer. Mas… quem “assinaria” tudo
o que fosse feito?... Lúcifer!... Qualquer “borrada” feita abaixo dele, seria da sua responsabilidade!
Então, o que é que fez Satã?
Ele vinha de uma experiência de co-criação na qual inseria geneticamente, nas suas criações, entre 30 a
50% de negatividade. Desta forma, Anhotak, que se alimentava do campo energético emocional dos
seus filhos, criava as condições para que, em Anágora, eles fossem altamente competitivos, se entregassem
ao confronto, à competição e à sobrevivência. Lúcifer não valorizou esse “pequeno” aspecto e deu carta branca
a Satã… que começou a inserir, nos Filhos de Vega (os Dracos, a mistura entre Humanos e Reptilianos) uma
composição genética de competição e de confronto, na ordem de quase 60% de negatividade, dando origem a
uma sociedade altamente competitiva e guerreira.
Assim foi colocada a primeira semente de guerra no nosso sector da galáxia.
Todavia, não é em Vega, mas em Rigel que surge o Grande Império de Órion, através da Ordem
Draconiana, com um índice de negatividade mais baixo, mas também pela mão de Satã. Quando Lúcifer se
apercebe do que estava a acontecer, reconhece um aspecto interessante nessa proposta evolutiva: qualquer
alma que encarnasse naquelas raças, iria experimentar, ao máximo possível, o seu potencial de
co-criação… para o bem ou para o mal (o “célebre” livre arbítrio!). Naquela época, Lúcifer criara, por
decreto, no quadrante de Órion, a reencarnação obrigatória dentro das diversas raças, o que significava que a
alma aprenderia pelo sofrimento ou não, conforme as suas escolhas. Perfeito! Este processo cármico iria
garantir a evolução de todos (sem perder de vista a reintegração crística).
Acontece, porém, que, com o passar do tempo, Satã aliciou para junto de si muitos Seres ligados à Luz, que
começaram a gostar da história de criar uma condição evolutiva onde ninguém mais ascencionasse (não
reintegração crística), ficando presos até à 7D, doando o ectoplasma produzido no medo, na raiva, no
confronto, no sofrimento e na ilusão (onde muitos dos actuais Humanos ainda se encontram!). Então, em
termos telúr icos, os famosos “vampiros” absorvem o ectoplasma gerado pelas nossas emoções
negativas. Foi em decorrência deste processo que começou a surgir um Império que era uma cópia fiel de
Anágora, regida pelo Arcanjo Anhotak.
Foi aí que a coisa saiu do controlo e que começou o grande problema de Lúcifer, pois fora condescendente e
conivente com uma situação que devia ter controlado. Mas ele apostara na ideia de que aquele projecto
permitiria uma via evolutiva muito mais refinada do que o padrão existente nas outras galáxias e
dos outros universos. O mais interessante é que esta situação era do conhecimento do Conselho (Superior)
Melchizedek e do Conselho Voronandek! Por conseguinte, quando as pessoas tentam “crucificar” Lúcifer, há
muito mais “gente” lá em cima que aceitou o desafio. Essa é a questão!
No nosso quadrante, começam então a formar-se raças com alto poder competitivo… como a nossa sociedade
terrestre ainda o demonstra. Assim, no decorrer dos processos evolutivos, surge a poderosa força astronáutica
desse Império, e começam os problemas. O que aconteceu com a colonização europeia nas Américas (e
noutras artes do mundo) é uma réplica do que aconteceu no cosmos: começaram os grandes confrontos
estelares… que foram descritos, por George Lucas, nos filmes da série Guerra das Estrelas. A Ordem de Jedi e a
Ordem dos Sith são, respectivamente, a Ordem dos Cavaleiros de Metraton – conhecidos como os Cavaleiros de
Maytreia – e os Cavaleiros da Ordem do Dragão Negro. Essas pessoas com poderes extrafísicos, que
dominavam o poder encarnacional, existiam e formavam esses impérios. Então, no decorrer de milhares e
milhares de anos, muitos impérios surgiram e decaíram, muitas guerras foram travadas, muitas destruições
planetárias de nível apocalíptico, ocorreram.
Entretanto, segundo o decreto de Lúcifer, as almas continuavam obrigadas a encarnar sistematicamente nas
diversas raças, para poderem evoluir.
Então, o Arcanjo Miguel, apoiado pelas Hierarquias das Fraternidades Cósmicas, começa a inserir o Projecto
Avatárico em cada uma dessas raças: Seres ascencionados da Hierarquia Superior, predispunham-se a encarnar
dentro de certas Raças com o objectivo de despertar a Consciência Crística. Lúcifer apoia o projecto de
Miguel e “convida” vários dos seus comandados para começarem a inserir, nessas raças, Avatares da Ordem
Lanonadek com o intuito de despertarem a consciência dos seres através da via da religião.
Lúcifer é uma entidade de nível vibracional de 16 a 18D, que nunca encarnou em nenhum planeta e sempre
orbitou como um Arcanjo. A questão é que cada planeta de Satânia, criado pela Ordem Reptiliana,
tinha um deus chamado Lúcifer ou Baal. É assim que o nome deste Arcanjo começa a surgir como cocriador
local, porque ele era a instância máxima do quadrante!
Um parêntese para dizer o seguinte:
1) A Hierarquia Arcangélica trabalha o aspecto espiritual da evolução.
2) A Hierarquia dos Elohins trabalha com a estabilidade atómico/molecular dos corpos, inclusive o físico.
3) A Ordem Lanonadek (Lúcifer) é a responsável pela fixação dos padrões de ADN, que cristalizarão a forma
de vida material. São os geneticistas, por assim dizer.
Então, como geneticista, o papel de Lúcifer era co-criar. Portanto, era ele que “assinava” a documentação
relacionada com esses projectos. É considerado o Deus Criador em muitos planetas do nosso quadrante,
porque, na consciência desses seres, Lúcifer era o autor dos seus moldes biológicos. Por isso, em muitas das
nossas religiões antigas - Atlântida, Lemúria, Suméria, etc. - se fala de Baal e Lúcifer. Para toda essa gente ele
era o co-criador racial, era a Regência Máxima.
Mas vejamos outros aspectos:
À medida que cada planeta foi evoluindo e envolve ndo-se com a proposta energética de Lúcifer, a população
começou a criar um holograma dessa entidade na sua consciência e na do planeta. Da mesma forma que nós
temos um holograma de Jesus crucificado, de St. Germain e tantos outros seres que conhecemos ou de quem
“ouvimos falar” - criado pelas nossas formas-pensamento, que projectam uma energia (capaz de formar uma
“imagem” na consciência) - também os povos desses planetas criaram um holograma de Lúcifer de acordo
com a suas crenças. Isto originou um holograma multidimensional da consciência de Lúcifer, fragmentada na
cultura religiosa de cada um desses povos.
É aqui que começa o grande problema. Porquê?
Porque, muito tempo depois, a guerra (como consequência do alto índice de negatividade dos padrões
genéticos) chegou ao ponto culminante de destruir 7 ou 8 estrelas, com seus respectivos planetas e populações
– uma chacina absurda. É então que, pela primeira vez na história conhecida das nossas civilizações estelares, a
Confederação Intergaláctica intervém, através de Shtareer, de Miguel e outras Hierarquias Superiores,
impedindo o confronto físico e pondo finalmente ordem na situação.
Neste contexto, o que é que foi determinado?
Todos os seres que tinham violado a primeira lei “Não matarás”, a segunda lei “Ama o próximo como a ti
mesmo”, e a terceira lei “Respeita o livre arbítrio do próximo”, foram encerrados numa grande Barreira de
Frequência (véu) e chamados às suas responsabilidades reiniciando o seu ciclo de reencarnações em 37 planetas
de exílio (entre eles a Terra). Trata-se de um exílio temporário para, partindo de um novo ADN
contendo a herança hereditária de todos os grandes impérios (que se guerreavam entre si), acabar de
vez com a competitividade. É assim que o ADN dos Humanos terrestres possui uma carga hereditária das 22
Raças Cósmicas que se odiavam entre si, por motivos religiosos, políticos, etc. Portanto, como a nossa alma,
durante muitas encarnações, encarnou na Raça Reptiliana - que não podia ver a Raça Humana - foi obrigada a
encarnar também como Humana. Ou seja, para acabar de vez com a percepção psicológica, vivida no passado,
da competitividade de uma Raça em relação a outra, a alma teve de encarnar aqui, guardando a herança
hereditária de todas as raças que achava serem suas inimigas.
Este foi o Grande Plano… que Lúcifer também apoiou.
A verdade é que, no princípio, não se sabia até que ponto uma alma, com o ADN manipulado negativamente,
poderia levar a sua maldade. Naquele momento da História Galáctica não se conhecia o limite da maldade.
Aliás, nem se sabia que a maldade era ilimitada. Por conseguinte, o problema existia porque Lúcifer apostou
num projecto sem estar precavido, sem estar devidamente apoiado, até juridicamente. Lúcifer não sabia o
que poderia acontecer. Era uma incógnita. Quando ele se dirigia ao Pai e lhe perguntava: “O que é que vai
acontecer?”… Micah não respondia! Não respondia porque nunca tinha estado aqui em baixo. Micah partia do
princípio que uma alma divina provinha de Deus. Por mais que descesse até aqui para brincar à “dualidade”,
sendo umas vezes boazinha e outras vezes mazinha, manter-se-ia num parâmetro de equilíbrio. Portanto, o
desequilíbrio criado artificialmente, por via genética, por Satã e seus Irmãos, jamais cabia na cabeça de Sananda.
Isso era algo impossível. Desta forma, Lúcifer nunca obtinha uma resposta do Comando Superior acerca do
que eles achavam do projecto. É essa falta de comunicação que Lúcifer expõe nos seus escritos.
O opositor do projecto foi Gabriel, pois, a longo prazo, apercebera-se de que a coisa não ir ser tão fácil
quanto se imaginava. Mas Lúcifer julgou que bastaria colocar uma Barreira de Frequência para limitar o
processo. Ninguém imaginava que a coisa chegasse onde chegou e que as nossas limitações genéticas criariam
uma “bomba atómica” emocional.
Imaginem todos nós, trancados aqui (nesta sala) a pão e água; não tardaria a atingirmos o desespero. Foi o
que aconteceu no cosmos!
É por isso que cada um de nós está a passar por esse processo, vivendo em sociedades altamente racionais
e evoluídas tecnologicamente (mas com baixo índice de espiritualidade). Desenvolvemos a percepção emocional
e racional, e aprendemos a respeitar aquilo que temos como certo. Portanto, tudo foi manipulado de uma
forma totalmente indevida pelas hostes intermediárias… cujos membros acabaram também por cair na dualidade
(tendo de passar a encarnar), por terem seguido projecto de Anhotak, totalmente desarmónico em relação
ao projecto original do Arcanjo Miguel.
Por conseguinte, havia uma segregação energética: as Hierarquias de Luz Crísticas orbitavam lá em cima e
as outras orbitavam aqui em baixo. Estas, porém, não eram más; não se tratava de seres malvados; apenas
tinham propostas diferentes. Cada Raça, do seu ponto de vista, achava-se na razão do que pregava.
Porém, muito frequentemente usavam a guerra como forma de comunicarem os seus valores.
Foi essa forma de agir que saiu do controlo.
Quando começou o exílio nos 37 planetas, quem é que pagou a conta?... Lúcifer, pois fora ele que assinara
o projecto!
Aqui na Terra, com a manipulação religiosa, consideramos Lúcifer como um grande Anjo Caído. Mas quem
era o seu colaborador directo?... Satã, que fora chamado para a Terra, que estava perto de Rigel (700 anos-luz
aproximadamente) onde tinham ocorrido os maiores confrontos bélicos. Aliás, Satã já tinha desenvolvido alguns
projectos, como Maldek3 e Niburú, que também não tinham dado um resultado muito harmónico. Então, devido
ao aprisionamento terrestre dos seres das 22 raças, as religiões por eles formadas são baseadas em Baal e em
Marduk, os nomes herméticos de Lúcifer.
É em face destas situações culturais e religiosas que começam a surgir os seres da Ordem Crística (como
Miguel postulara para acabar com a situação satânica). Sanat Kumara, por exemplo, vindo de Vénus há 18.6
milhões de anos, funda na Terra a famosa Fraternidade Azul de Vénus, que acabaria por se tornar na Fraternidade
Branca da Terra. Com a chegada dessa Entidade, a Terra inicia um processo de evolução através do Cristo,
confrontando a evolução pela dor e pela terminologia dos Filhos de Satã. Nasce assim uma nova etapa
evolutiva da Terra, onde começa surgir a imagem negativa de Lúcifer como um Anjo Caído. A Humanidade,
através de rituais de oferendas de magia negra, cria um arquétipo de um falso Lúcifer de 6D, porque
a maior parte dos seres espaciais, caídos ou renegados, eram de 5D e 6D. Surge então o holograma do
Lúcifer terrestre de 6D, porque na verdade, ele nunca esteve aqui (3D). Quem esteve aprisionado aqui foi
Satã. E nós confundimos os dois!
Desta forma, no plano astral e no Umbral, começa a surgir um holograma do “diabo”, formatado por nós
através da magia negra, ao qual, erradamente, demos o nome de Lúcifer e outros nomes, que se referem a
3 - Planeta que orbitava entre Marte e Júpiter. Foi destruído numa guerra nuclear. Actualmente é o conhecido “Cinturão de
Asteróides” do nosso sistema Solar.
antigos Comandantes Estelares extraterrestres aprisionados na Terra para passarem pelo processo evolutivo
encarnacional, mesmo no Umbral, a fim de corrigirem o desvio infligido sobre a Humanidade através da manipulação
genética. Assim se formatam os Tronos do Umbral – a que a tradição religiosa chama “inferno”. Foi
neste processo que separámos o Céu da Terra, à superfície ou no subsolo. Por isso, muitas pessoas se
assustam quando ouvem falar dos intraterrenos, porque acham que qualquer ser intraterreno é um ser negativo.
Mas isso não existe.4
Então, o que é que surge desta situação?
Há mais de 450.000 anos começam a formar-se Impérios Umbralinos, digamos assim. O Umbral da Terra e
dos outros 36 planetas, têm sete dimensões para baixo, cada uma delas subdividida em 7 frequências, o que
totaliza 49 níveis de Umbral ou 49 “infernos”, cada um deles com uma regência específica. Foi por estes diversos
níveis que estes seres negativados se subdividiram. Desta forma, os Tronos dos Potentados da Luz controlam
a nossa evolução e os Tronos Negativados do Umbral controlam a evolução umbralina. E nós estamos no
meio! Portanto, nós subimos ou descemos consoante as nossas escolhas e manifestações. Podemos assim
explicar as Religiões, o Ocultismo, o Espiritismo, tal como os Comandos Estelares e a verdadeira origem de
Lúcifer dentro de todo este contexto.
Como se disse, o Arcanjo Lúcifer nunca esteve na Terra, encarnado ou aprisionado; esteve supervisionando.
Num encontro que tivemos extrafisicamente, ele deu-me a entender que foi leviano, foi um Pai que não soube
colocar o Filho no seu verdadeiro lugar. Foi libertino ao passar a mão na cabeça do Filho (Satã) sem saber o
que esse Filho andava a congeminar. Portanto, a grande falha de Lúcifer foi ter sido totalmente conveniente
e não se ter preocupado detalhadamente com o processo. Essa foi a grande falha dele. Mas o
“diabo” – como lhe chamavam – já se retratou perante Sananda/Jesus e começou a trabalhar em prol no
grande Resgate Cósmico da Terra.5
Na verdade, o que é que aconteceu a nível do Grande Jogo Cósmico?
Quando ocorreu o clímax do Grande Confronto Cósmico e o Arcanjo Miguel interveio, com a sua frota, por
conta própria sem pedir ordem a ninguém, o Chefe (Micah/Sananda/Jesus) foi chamado, pois tinha acontecido
algo inédito: um Arcanjo tinha intervido no processo evolutivo da galáxia! É aí que o “Velho” resolve tirar os
óculos, largar a bengala e dizer: O que é que está a acontecer? (Risos). Foi naquele momento que Micah se
apercebeu da magnitude do que significava ter aberto um espaço chamado Universo de Livre Arbítrio.
Naquela época, Shtareer, que estava no seu Universo, chamado Shinkara, veio trazer a Micah o arquétipo
co-criacional de Shinkara, que também era um padrão de dualidade. Só que, para manter o projecto estruturado,
esse padrão de dualidade, sob o comando de Shtareer, fora controlado e permitira, no máximo, 15 a 22%
de negatividade e competitividade no ADN daqueles seres. Quando Shtareer soube que Satã e Lúcifer estavam
a trabalhar com taxas muito superiores, apercebeu-se que a coisa daria problemas. Veio então falar com Micah.
Na verdade, Micah nunca acreditou na maldade de ninguém. Ele não conseguia conceber que um Filho Cósmico
chegasse ao ponto de arquitectar uma destruição em massa. Do ponto de vista de um Ser Cósmico
daquela grandeza, tal coisa não tem nexo, não faz sentido, não pode existir. É como virem dizer a alguém que
o filho é assassino. “Não pode ser! Eu viu-o nascer! Como pode ser um assassino?”… Jesus, naquele plano, não
conseguia conceber que um Filho dele chegasse a tal ponto. Quando ocorre a Grande Intervenção de Miguel e
outros Seres, gera-se um grande problema porque Micah, não convencido da dualidade, disse: “Eu vou descer e
experimentar fisicamente cada um desses (37) mundos, para saber o que é essa dualidade de que vocês tanto
falam”. Aí, quem teve um ataque cardíaco – se assim se pode dizer – foi Gabriel e Metraton, porque, nunca na
História Cósmica, um co-criador desse gabarito tinha descido para um nível de 3D, usando um corpo biológico
humano! Não havia registos disso. Mas Micah disse que ia quebrar a regra porque, antes de criar qualquer
sentença, queria entender os seus Filhos. Então, foi criado um Projecto Avatárico em cada um desses mundos.
Foi assim que Sananda desceu em cada um dos 37 planetas; não só na Terra.
O factor inédito deste processo foi que os seres renegados, Anhotak, Satã e seus acólitos, jamais
acreditavam que o próprio Pai viesse ao nível físico. Naquela passagem bíblica em que Satã vai ao deserto
tentar Jesus, Satã não tinha ideia de quem era aquele ser. Ele supôs que era um Filho da Alta Hierarquia, mas
nunca imaginou que fosse o próprio Criador. Então, o encontro de Satã com Sananda, já com a Consciência
Crística acoplada (depois do baptismo), significou a quebra de todos os seus paradigmas.
Tal como nós, Jesus viveu na carne os grandes problemas da dualidade, dos quais reclamamos. Mas os
Seres Ascensionados têm dificuldade em entender os nossos problemas materiais, porque vibram em outra
4 - Veja no final deste texto o que diz Kryon sobre este mesmo assunto,
5 - Vejam-se, pelo menos, as suas canalizações no botão “Sirva-se” de www.velatropa.com, ligação para “Lúcifer”.
oitava de energia. Era o que acontecia com Micah até Jesus os experimentar, ao vivo. Como também esteve
nos outros 36 planetas, conseguiu entender o que se passava.
Foi aí que Micah criou o conceito da Operação Resgate: todas as almas passariam, a nível cósmico, pela
divisão do trigo do joio, sem excepção. A Operação Resgate não seria uma operação fís ica de resgate, mas
sim uma libertação energética através da consciência de cada um. Nós vamos elevarmo-nos através da
consciência porque Jesus verificou que eram típicos os ciclos de decadência consciencial (como ocorrera na
Atlântida e na Lemúria). E porquê?... Porque, quando os Comandos Estelares evacuavam o planeta, voltavam a
colocar as pessoas aqui, uns tempos depois… sem terem aprendido nada. Por isso, o projecto foi alterado e
vamos ter de despertar a consciência a partir dos próprios processos internos. Por essa razão, na Convergência
Harmónica, foi declarado que a Terra não seria aniquilada numa 3ª Guerra Mundial ou num cataclismo, como
nós acreditávamos que iria acontecer. Por isso, as profecias chegam até 1985 ou 86 e depois não se concretizaram.
Se considerarmos as profecias de Edgar Cayce, a Califórnia era para ter afundado em 1985. Mas não ocorreu.
Depois passou para 87, e também não afundou… Voltaram a adiar para 2002, mas ainda está lá, porque o
Projecto da Terra foi mudado através da interferência divina do Pai, no caso Micah/Sananda/Jesus. Assim,
todos os arquétipos cósmicos dos Arcanjos, Elohins, Serafins, etc., começaram a actuar na reconstrução da
malha electromagnética da Terra para recuperar a nossa verdadeira consciência.
Foi aí que eu me deparei com o holograma de Lúcifer de 6D que, até há um ano e meio atrás, não sabia que
existia. Eu conheço o Lúcifer original, mas não o do holograma de 6D formatado por nós, pois sempre me
projecto acima de 8D. Então, apercebi-me que somos nós que criamos os hologramas, através dos rituais
religiosos das nossas fés, no plano astral e telúrico. Foi assim que criámos o diabo, que nunca existiu! Criámos
um holograma com chifres, rabo e um tridente na mão… mas esquecemo-nos de que o tridente é um ceptro de
poder representa tivo da Trindade - o Pai/Mãe, o Filho e o Espírito Santo - e não uma ferramenta do diabo. É o
símbolo de Neptuno, o Senhor dos Mares. Mas, para nós, simboliza o quê?... O garfinho para espetar no nosso
traseiro! (risos). Então, foi através das crenças religiosas que criámos diversas correlações de Lúcifer e tantas
outras divindades que, para nós, representam o demónio.
Na verdade, originalmente, esses demónios eram o quê?... Seres do espaço que não respeitavam as três leis
máximas. Isso, porém, não significa que sejam demónios; significa que têm uma consciência e uma
conduta ética questionável. O problema não são eles, somos nós que, com o nosso fanatismo, criámos
aquelas frequências intermediárias negativas. Então, quando, depois de desencarnar, nos manifestamos através
do processo mediúnico, começamos a lutar, a ofender, a exigir sangue, a pedir bebida, fumo, etc. Ou seja,
criamos um holograma e, quando desencarnamos, encorporamo-lo e ficamos presos a ele. Então, enquanto a
nossa consciência não despertar, estamos presos e, consequentemente, vibramos naquela energia. Assim,
quando nos manifestamos mediunicamente, demonstramos aquilo que acreditamos ser real.
Esse é o grande problema das Escolas de Magia, da Umbanda e do Candomblé e suas correspondências no
mundo inteiro, porque não trabalham no conceito crístico da luz, mas no conceito do dinheiro. Cada um chega
lá e paga para que eles dêem um jeito na sua vida, usando, de forma indevida, as entidades ditas demoníacas,
para aprisionarem as pessoas nessa linha de trabalho. A questão é que, infelizmente, muitas dessas pessoas
alimentam conceitos religiosos e apreciam posturas de intercâmbio com esses “demónios” do outro plano.
E aqui voltamos a falar da energia de Lúcifer.
O que significa “Lúcifer”?... Luz, aquele que é feito de luz!... Então, Lúcifer jamais foi um Anjo Caído. Cometeu
os seus erros, concordo, mas não com a intenção destrutiva que as pessoas imaginam. Satã também cometeu
erros?... Cometeu. Mas porque foi ensinado no contexto de um padrão evolutivo distinto.
Querem ver um paralelo com os Humanos?... Imaginemos uma criança que, desde pequena, frequenta a
Academia Militar. Ela vai ser ensinada a obedecer e a seguir ordens; senão obedecer, castigo! Cresce sob este
parâmetro: “O superior mandou, eu cumpro.” Foi o que aconteceu com Satã, que foi criado num ambiente
ditatorial. Aquilo que fazia e divulgava era a realidade dele. A maldade primordial não partiu dele; partiu de
uma série de situações que Anhotak criou (em Anágora). As pessoas perguntam: “Então, Anhotak é o diabo?”…
Digamos que ele foi o pivot da situação, gerada há biliões de anos atrás. Talvez nem ele conhecesse a
envergadura do que estava a acontecer e do que daí resultaria. Então, quando foi criado o processo
reencarnacional, nós passámos, a nível cósmico, a experimentar várias raças, vários processos evolutivos para
entendermos o que fora feito em cada ciclo. Nós temos lembrança plena desse processo reencarnacional
extraterreno, das encarnações em várias raças.
Bom, então, quando é que eu conheci esse famoso Lúcifer de 6D (holograma)?
Certa vez, fui chamado para fazer um trabalho no deserto chileno, mais propriamente no Vale da Lua - a
cratera de um vulcão extinto, a 2100 metros de altitude - devido aos sacrifícios feitos ali no tempo anterior à
chegada dos Espanhóis. Quando as naves começam a aterrar (para colaborar no trabalho), defrontei-me com o
holograma 6D de Lúcifer. Como estava sintonizado com Shtareer foi possível fazer o que tinha de ser feito. De
facto, no passado, tinham usado o holograma de Lúcifer para os rituais de magia. Então, para poder libertar
essas almas, a nível umbralino, eu tinha de fazer a libertação e a reinversão de um dos 7 fractais de Lúcifer.
Esse fractal foi aprisionado e entregue a Shtareer e Miguel, tendo sido feita a sua despolarização e a libertação
do elemental que fora usado para o criar.
E o que era aquele holograma?... Era o que nós tínhamos usado no passado para os trabalhos de magia
negra! Cada oferenda, cada matança feita em nome de Lúcifer e de Satã, criava um holograma energético
maligno, aprisiona ndo todas as entidades que tinham morrido em nome daquilo. Então, para poder
libertar esses seres, eu tinha de fazer a despolarização daquele arquétipo. Apesar de ter utilizado o meu corpo
físico, quem fez o trabalho foi Shtareer, Miguel e o Shiva. Foi interessante porque verifiquei que aquele
arquétipo representava as energias de ódio, raiva e poder do holograma terrestre do “diabo”. Mas um holograma
só tem o poder que você lhe der, por ter medo. Quando você sai da frequência do medo,
aquilo não tem como interagir consigo, porque não passa de uma ilusão. É como se você olhasse para
uma grande caricatura do diabo e ficasse com medo. Mas, se souber que se trata de uma caricatura sem
qualquer realidade, a coisa não tem como interagir com a tua energia. As pessoas que lidam com essas
energias negativas interagem com um diabo aparente; é o seu “diabo interno” que entra naquela sintonia.
Nesse trabalho, apesar de todos os boicotes que tivemos de enfrentar para nos impedir de chegar ao local,
libertámos 15.700 almas que estavam dentro daquele vulcão extinto.
Resumindo: através das nossas crenças religiosas, nós fomentámos teluricamente hologramas que passaram
a alimentar-se dessas energias. É aí que entram quase todas as linhas ritualistas de magia negra. No passado,
fomos obrigados a passar por rituais satânicos. Não deve ter sido nada agradável; daí o nosso medo
subconsciente dos nomes de Satã e de Lúcifer. Ou seja, durante o processo histórico extraterrestre e terrestre,
nós vivemos etapas onde as ditaduras religiosas criaram impérios pelo medo e pelo poder. E nós, obviamente,
adquirimos experiências nada agradáveis. Daí as fobias e traumas em relação a várias divindades religiosas. É
aí que ainda existe o nosso diabo interno. Ou seja, as experiências mal sucedidas geraram um arquétipo do
diabo, ao qual a Igreja chama Lúcifer e Satã. E nós aceitámos esse dogma! Então, o problema não é Lúcifer
ou Satã; é a nossa informação acerca de quem é o diabo na nossa vida. O que é que isso representa
na nossa existência? O facto é que, no nosso processo encarnacional, todos nós já tivemos um pé no Umbral!
Como funciona o Umbral?... É bem simples, e é importante saber:
O Universo é regido por vibrações e frequências. Quando nós estamos para desencarnar, o nível de
frequência em que nos encontramos determina exactamente o lugar onde vamos parar depois da
passagem. Se desencarnamos com ódio, raiva e rancor, em relação a uma situação ou a uma pessoa, cria-se
um holograma que se cristaliza do outro lado. Ficamos presos aqui e do outro lado, e entramos para o reino
umbralino, que tem vários níveis distintos de energia. Ao contrário, quando, ao desencarnar, nos entregamos a
Deus e passamos de alma lavada, porque resolvemos tudo o que havia para rever durante a vida, ou seja,
estamos tranquilos, vamos para um padrão mais elevado. Então, quando a pessoa está altamente negativada e
numa situação pesada, passa para outro lado num nível muito baixo, e vai ser servido por entidades da mesma
frequência, que o vêem como “carne nova”. Essa pessoa passa a ser escravo do “bando” já existente nessa
frequência, que é regido por uma entidade negativada.
Então, esses seres umbralinos acreditam piamente que Lúcifer e Satã são o mesmo ser, que é o diabo! De
facto, o holograma de Lúcifer, de Satã ou de qualquer um desses seres, existe realmente mas é alimentado por
nós. Assim, quando alguém trabalha com o lado negro da Força, na magia negra, para prejudicar os outros,
está alimentando seres que vibram naquela energia, que querem alimento, aquele sangue, aquele cadáver para
fazerem o que lhes foi pedido.
Temos, portanto, os dois lados; o lado luminoso e o lado demoníaco, que, infelizmente, a maior parte de nós
usou nas religiões do passado. Lembrem-se de que chegámos a oferecer a vida de crianças para aplacar a ira
de Deus. Então, cultural e religiosamente, todos nós fizemos matanças, porque tal era permitido pelas estruturas
religiosas. Todos nós desenvolvemos esse lado obscuro devido à cultura religiosa. Também isso temos de
resgatar na nossa consciência planetária que, basicamente, é o respeito pela vida, o respeito pelo próximo.
Foi essa falta de respeito que desencadeou a grandes guerras estelares. (Apontando para cima) Isso
também é para vocês! Cada vez que desrespeitamos a vida, criamos um carma.
O nosso passado encontra-se com o nosso presente, e a Terra está passando por um salto quântico estelar.
Kryon diz que, através do Implante Neutralizador, temos de nos libertar do passado, da raiva, da culpa, do
medo. Só que, muitas vezes, o medo provém de experiências extrafísicas de confrontos passados, algo que
está armazenado na memória quântica celular. Assim, eu preciso de entender que, no meu passado, por exemplo,
devido a uma crença religiosa ou racial, eu achava que tinha de matar todos os Dracos porque eles não
prestavam. Ainda hoje, na nossa sociedade terrestre, estamos em guerra por causa de disputas religiosas,
sociais, económicas e militares. As pessoas ainda se agridem por cauda de equipas de futebol! Então, o despertar
de consciência diz que temos de perdoar. Mas perdoar a quem?... A nós mesmos! E o que é que eu tenho
de perdoar a mim mesmo?... Os meus medos, derivados das experiências mal sucedidas do passado.
Escrevi muito sobre Lúcifer para que pudéssemos entender a origem da mentira que foi formatada pelas
instituições religiosas sobre ele, sobre Satã e sobre a nossa própria participação nessas situações, quando
praticávamos magia negra porque a religião permitia. Libertar o passado é simplesmente entender que
vivemos um holograma instituciona lizado pelas religiões da época. Mas eu liberto-me quando percebo
que esse passado só tem força quando eu o potencializo.
Os Comandos Estelares, os Irmãos do Espaço - Sirianos, Pleiadianos, Canopeanos, Marcianos, Maldekianos,
Rigelianos, Veganianos, etc. – todos eles cometeram o mesmo erro: egocentrismo, disputas de poder!... E
todos eles estão cobrando o carma, aqui na Terra. Porque é que vocês acham que uma esquadra gigantesca de
Sirianos, Pleiadianos, Arcturianos, etc. está ajudando a Humanidade?... Será porque são bonzinhos?... Não!...
Eles estão aqui aguardando o nosso regresso, a aprendizagem que temos para lhes entregar, fruto das nossas
experiências na Terra. A maior parte dos Irmãos do Espaço, que trabalham connosco na Terra, estão aprendendo
através de nós. Como?... Por telemetria sensorial. Imaginemos uma pessoa que seja Pleiadiana. Essa
pessoa tem o Comando Pleiadiano acoplado a ela teluricamente, monitorando-a 24 horas por dia. Assim, tudo o
que ela experimenta, passa para eles a nível sensorial. Conclusão: todo o Grupo Pleiadiano vai compreender o
processo de vida da Terra. Então, eles esperam que essa pessoa saia da Terra e volte para as Plêiades com as
experiências que aqui viveu.
Quinto medo – O medo do lado obscuro
Excerto do capítulo 12 (OS Nove Medos) do Livro 9 de Kryon – O Novo Começo.
Agora, vamos abordar aquilo a que se chama «o medo do obscuro». Aqui têm uma informação que sabem
intuitivamente: essa coisa de «lado obscuro», pura e simplesmente não existe!
Através de toda a história da Humanidade, em todas as culturas, os Humanos relacionaram a energia da
escuridão com outra entidade, outro poder, que, por desejar ascender, tudo faz por agarrá-los e derrubá-los.
Ao longo da vossa infância, tiveram medo dos «monstros» e outras entidades que estavam ali para vos
«agarrar»6 Há quem vos tente impingir a ideia de que, quem não pensa de certa forma, será capturado por
entidades obscuras ou corre o sério risco de ser «possuído». Isto não é verdade, nem nunca foi! São os
Humanos que criam o seu lado obscuro, pois têm o poder da luz, tal como têm o poder da escur idão.
Permitam-me ser mais específico, pois alguns perguntaram: «Kryon, é possível que seres humanos tenham
uma vibração tão baixa que lhes permita criar obscuridade noutra pessoa?»
A resposta é. Claro que é possível! Um exemplo: o que é que acontece quando tentam encontrar o caminho
para um certo local de uma casa quase às escuras? De repente, a pequena luz que facilitava a deslocação...
desaparece.... e logo vocês ficam congelados! Agora, vejam: O que ocorre se o «caminho» que tentam encontrar
é a vossa linha de vida? Começam logo a sentir medo, ficam sem se poderem mexer! Sem luz, de repente,
começam a perguntar-se que «outra coisa» poderá estar ali... desatam a ouvir coisas... enfim, o medo começa
a possuí-los. Mas, afinal, o que é que aconteceu? Bom, a luz, simplesmente, apagou-se; vocês, porém, criaram
as condições para que o medo surgisse e fizesse o seu trabalho.
Há Humanos do «outro lado» capazes de vos enviar escuridão? Sim, há... e sempre houve quem estivesse em
condições de fazer isso.
Acaso não vos parece natural, meus caros, a capacidade de escolherem entre a escuridão e a luz? Acaso não
faz sentido que a consciência se veria limitada se só pudesse enviar luz? No entanto, eis aqui o que também
têm que saber – isso não vai continuar durante muito mais tempo! O exemplo que acabámos de dar pode ser
horripilante, a menos que quem está dentro na escuridão daquela casa, disponha de uma luz adicional.
Reparem, não há igualdade nos matizes de luz; cada um deles é uma energia em si mesmo. Podem manifestar
o matiz que desejarem, mas aquele que manifestarem tem a sua própria vibração.
Há muito tempo atrás, informámos que a luz é activa e que a escuridão é passiva. Os matizes possuem energias
vastamente diferentes Quando se encontram numa casa escura e abrem uma porta, não é a escuridão
que sai para o exterior; é a luz que entra! O que é que isto ensina em relação ao poder da luz?
Ensina que os matizes de nível vibratório mais elevado são mais activos e mais poderosos; ensina que é mais
6 - «Se não comes sopa toda vem aí o papão p’ra te levar, ouviste?», diz a mãe.
fácil e mais rápido gerar uma energia positiva. São precisos mais Humanos para criar uma baixa vibração
do que para criar uma outra mais elevada.
Considerem uma casa cheia de gente, totalmente às escuras. Se chegar um Trabalhador da Luz, toda a casa
se ilumina. Àqueles que têm medo do escuro, vou dizer o seguinte: têm medo, porque ainda não
compreenderam o vosso poder de se transformarem num Farol de Luz. Podem estar na situação mais obscura;
podem estar rodeados daqueles que – às dezenas e dezenas – tratam de vos envolver em escuridão, no
entanto, um só Ser Humano iluminado anulará toda a escuridão!
E vocês admiram-se por nós estarmos tão excitados? É que o matiz «normal» do planeta durante os últimos
anos, simplesmente, subiu de nível! Já que, na vossa forma de pensamento linear de 3D, adoram criar plataformas,
nós ajudaremos com o seguinte: colectivamente, este planeta decidiu elevar a energia cons iderada
«normal», para outro registo de vibração. É por isso que vocês se encontram aqui, presentemente
e a Rede está a ser ajustada.7 A diferença entre escuridão e luz, assim como o que está de permeio, recebeu
um incremento como nunca recebera. E, aqueles que continuam entretidos a criar obscuridade sentem cada
vez mais dificuldade em encontrar lugares sem luz. Compreendem isto? Qualquer entidade individual, que se
tenha manifestado através do véu, deu-vos esta informação: vocês, queridos Humanos, estão capacitados para
criarem qualquer tipo de vibração. Em tempos, quase tudo possuía um lado obscuro, tão escuro que os
segredos foram ocultados durante séculos. Acaso notaram, nos últimos tempos, alguma diferença no que toca a
conspirações e segredos? De facto, nada disso consegue manter-se escondido durante muito tempo! Pensam
que todas as revelações com que se deparam são apenas coincidências? Dado que os níveis mais elevados
estão a ser «abertos», segredos e conspirações deixaram de ter a «baixa vibração» para se agarrarem. Não
têm, porque vocês iluminam esses «terrenos» com a vossa luz! Isto ocorre na política, nos negócios... até ao
nível dos governantes dos países.8 Agora, o tema é: Responsabilidade. Acabou o tempo dos «escondidinhos
». O que isto vos diz sobre a luz e a escuridão? E sobre o equilíbrio no vossa planeta?
Este texto pode ser divulgado livremente
7 - Este ajuste terminou em Dezembro de 2002.
8 - Note-se o que está a acontecer em Portugal, de há uns meses para cá. A partir de 2002, houve, de facto, um aumento
extraordinário no que toca à emergência de toda a espécie de escândalos e situações obscuras - corrupção, pedofilia, redes
clandestinas de droga, prostituição, etc. Numa outra direcção – mas também inserida neste movimento do «trazer à luz», já
em Janeiro de 2003, a Loja Maçónica do Grande Oriente Lusitano abriu as suas portas completamente, imagine-se, e
apresentou-se ao povo português com um manifesto de «mobilização nacional» para ajudar na recuperação global do país.
De facto, espantoso. Ah!... lembrei-me agora! Senhores do Reiki e Karuna: Essa coisa de manter os símbolos secretos... tem
os dias contados!

 

 

 

 

Reflexição

Amigo é aquela pessoa com quem conversamos sem reservas,
independente da hora ele sabe oferecer o aconchego do seu coração sem pedir nada em troca, e quando ele precisa sabe que pode fazer o mesmo sem objeção, não importa o tempo que estejam distante fisicamente, amizade é irmã do amor e não tem cara, tem reciprocidade, afetividade, respeito, carinho, confiança e alegria.


Amigo é aquela pessoa que nos diz o que acha ser correto, mesmo não sendo o que gostaríamos de escutar, más sabe respeitar a decisão do outro sem censuras.

Amigo nos avisa do perigo quando não conseguimos enxergar, sem contrapor nas decisões tomadas.

Amigo sabe dar e receber o ombro amigo sem pré-requisitos, ele sabe ouvir, tanto quanto escutar...
Amigo naturalmente se comporta com aceitação mil e ameaça zero.


Não existe escola para formação de amigos,
eles por si já nascem aptos, por isto não impomos regras dentro de uma amizade,
elas se compatibilizam....

 

 

 

Portfolio

BANCO DE ORAÇÃO!

BANCO DE ORAÇÃO! Havia um certo homem na Bíblia que comoveu o coração do SENHOR.  Este homem foi Jabez e foi recompensado pelo  PODER DA ORAÇÃO. [Óh Senhor que me abenções] [Que alargues as minhas fronteiras] [Que seja comigo à tua mão] [E me preserves do mal] [De modo que não me...

CENTENÁRIO DAS ASSEMBLÉIA DEUS 1911 Á 2011

    TWITTER: www.twitter.com/adbrasil Jesus Salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará! "Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren, chegaram a Belém do Pará, em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar...

Deus está abrindo uma porta diante de você.

  Deus está abrindo uma porta diante de você. Porta aberta é sinal de boas-vindas, de cordialidade e de que você é aguardado. Jesus tem as chaves Assim diz o Senhor eu abro as portas conforme o Meu querer E as fecho também, Ninguém vai fechar o que Eu abrir, Ninguém vai abrir o que Eu...

Eu sei em quem tenho crido,

  Eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia. 2º Timóteo 1:12 'Eu, espero com alegria a volta de meu Jesus para me levar com ele ir morar no céu de Luz pois ele me prometeu lá no céu um galardão ali terei um novo nome e gozarei...

FOME NA ÁFRICA

???O QUE É MISSÕES??? MISSÕES É ARTE DE AMAR. AMAR como JESUS amou. ARTE de se ENTREGAR, SE ENTREGAR COMO JESUS SE ENTREGOU. MISSÕES É ENTRAR EM GUERRA pra FALAR DE PAZ. É CHORAR PRA TRAZER ALEGRIA, É MORRER PARA TRAZER A VIDA. É DEIXAR MARCAS POR ONDE PASSAR, É MUDAR A HISTÓRIA DO MUNDO... É...

Pois, misericórdia quero, e não sacrifício.” (Os 6.6).

  Pois, misericórdia quero, e não sacrifício.” (Os 6.6). Olhar para o outro e chorar com ele, entender seus valores, compreender sua dor, respeitar suas decisões por mais estranhas que pareçam...  Caminhar uma milha, carregar no colo quando necessário, ouvir seus lamentos, silenciar...

Estudo Bíblico

17-01-2016 15:13

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A Páscoa Cristã   Introdução Num contexto de mudanças tão rápidas e da banalização do cristianismo, eu particularmente creio que a celebração cristã que mais representa o significado do verdadeiro cristianismo é a páscoa cristã. Nela encontramos elementos que resumem o que verdadeiramente...
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A Oração Que Funciona

A Oração Que Funciona "Esforçai-vos, e Ele fortalecerá o vosso coração vós todos os que esperais no Senhor." Salmo 31:24 "Senhor, filho de Davi, tem misericórdia de mim. Senhor, socorre-me. Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores." Disse, uma mulher...
01-01-2016 14:56

A nossa fé é suficiente

A nossa fé é suficiente E aconteceu que, num daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galiléia, e da Judéia, e de Jerusalém. E a virtude do Senhor estava com ele para curar. (Lucas...
01-01-2016 14:55

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A Oferta Que Agrada ao Senhor        A Bíblia nos mostra que não podemos esconder nada diante dos olhos do Senhor e que nada fica oculto que não venha a ser revelado.   “Porque nada há encoberto que haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para...
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A Mente Carnal

A Mente Carnal "Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz" (Romanos 8:6). Uma das maiores ameaças ao bem-estar de qualquer igreja local é a mentalidade carnal que seus membros podem ter. A mente carnal é a "morte"; é...
01-01-2016 14:53

A Minha Graça Te Basta

A Minha Graça Te Basta "E disse-me (o Senhor): a minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas...

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A inspiração divina é a espontaneidade de um coração generoso, que tem um objetivo precípuo: Ser uma bençâo. Todavia, uma vida por si só, pode ser isto e muito mais. Pois, o silêncio pode ser uma grande revelação, Bem como uma imagem ser um grande discurso. Você é a melhor criação de Deus!