Muitas são as aflições dos justos,mas o Senhor o livra de todas.Bem aventurados os puros de coração,porque eles verão a Deus.obrigada pela sua amizade,Deus te abençõe sempre.

Síndrome de Lúcifer

25-12-2010 22:09

 

 

 

Síndrome de Lúcifer

Caio Fábio

 

 

Digitalizado por Paulo André

 

[1] e também de sua ordenação como ministro da Assembléia de Deus, admitindo envolvimento em imoralidade sexual. Jerry Falwell, um dos mais conhecidos fundamentalistas, assumira o ministério PTL, ministério carismático dos maiores da América.

"Agora Bakker me ligava, pedindo-me que fosse ao seu auxílio, em Palm Springs, Califórnia.

"— Por quê? perguntei.

"— Eu preciso de alguém que me fale da Palavra de Deus, replicou.

"Eu não queria envolver-me. Tínhamos um problema em erupção na igreja da qual sou pastor, na Flórida, e isso já era o bastante. De fato, em muitas igrejas e ministérios, por todo o país, aconteciam muitos tremores, equivalentes espirituais aos que foram medidos pelos geólogos antes da erupção do monte Santa Helena, alguns anos atrás. Mas não tinha escolha. Quatro horas mais tarde, estava no avião em direção à Califórnia para passar três dias com um homem que me havia chamado para pedir ajuda.

"Eu não sabia — àquela altura — das terríveis revelações acerca do PTL que ainda viriam nas próximas semanas. O escândalo não se limitava a um caso sexual isolado, ocorrido há sete anos em Clearwater Beach, Flórida, em um quarto de hotel com a jovem secretária da igreja. A cada dia, artigos nos jornais revelavam novos aspectos do problema.

"Durante todo o mês de abril, conversei com líderes cristãos de todo o país. Cada um tinha uma perspectiva diferente do caso. Tive uma longa conversa com Frances Swaggart e mais tarde com seu esposo Jimmy Swaggart, um homem que respeito profundamente, embora não concorde, em absoluto, com o seu estilo de vida e com seus lancinantes ataques a praticamente tudo.

"Visitei o PTL e passei diversas horas com Richard Dortch, que havia sido o segundo em comando de Bakker e fora seu sucessor durante cinco semanas até que sua demissão também se efetivasse.

"Conversei com líderes cristãos e cada um tinha uma opinião diferente. Passei longas horas com o assistente de Falwell, Mark DeMoss, que herdara de seu pai, o falecido Art DeMoss, altos padrões de integridade e ética.

"A trama emaranhara-se ainda mais. A despeito do fato de não achar evidência para crer que Jimmy Swaggart tomaria posse do PTL (a opinião de muitos), havia discrepâncias evidentes nas histórias contadas por Jim Bakker, Richard Dortch e pelo pessoal de Jerry Falwell. Soube, por exemplo, que Bakker não contratara Falwell a fim de que tomasse posse do PTL, como havia sido noticiado, mas que este tomara a iniciativa, dizendo que Bakker não tinha escolha. Bakker insistira, diante de Dortch e de DeMoss, que Falwell devolvesse o ministério a ele assim que a fumaça desaparecesse. Dortch, DeMoss e Falwell, os três, afirmaram que não havia sido assim.

"Em quem acreditar? As histórias todas se contradiziam. Algo, porém, era claro: Deus estava usando a imprensa para expor as coisas — erradas — que seu povo estava tentando esconder. O vento, que estava soprando sobre a cidade de Charlotte (sede do PTL], poderia também soprar sobre Baton Rouge, Lynchburg, Ft. Worth, Garden Grove e, eventualmente, sacudir cada igreja do país — assim como estava sacudindo a minha, em Melbourne, Flórida.

"Lembrei-me da palavra que o Senhor me havia dado pouco tempo antes: ele estava soltando a imprensa sobre a Igreja, assim como havia soltado os gafanhotos sobre Israel. Em outras palavras, não poderíamos culpar a imprensa pelo que estava acontecendo. Tudo fazia parte de um plano de Deus para limpar os campos. "Não se pode curar desobediência com inseticida", disse Bob Mumford certa vez. Os gafanhotos se afastarão somente quando o povo de Deus se arrepender, quando ele estiver pronto a prestar contas e a começar a viver como Jesus viveu.

"À medida em que os dias passavam, comecei a ser pressionado com sobrecarga de informações. De cada pessoa que conversava obtinha uma versão do caso. Ninguém, ao meu conhecimento, tinha dito toda a verdade, embora muitos houvessem revelado tudo o que sabiam. Somente em Deus poderia acreditar.

"Tornou-se evidente que não era o que Bakker, Falwell ou Swaggart haviam falado o que importava. A questão era: o que Deus estava falando e o que Deus estava fazendo?

 "Houve épocas na história quando Deus desceu até os homens. Os carismáticos gostam de pensar do Pentecoste como uma dessas ocasiões quando a suave brisa do Espírito Santo soprou sobre a Igreja, enchendo-a de poder. Precisamos, porém, lembrar que o Espírito Santo não é apenas pneuma, que é o conceito do Novo Testamento de um espírito suave e que enleva. Ele é também ruach, a palavra do Velho Testamento para designar vento que ruge, aparentemente destrutivo. Talvez seja essa uma das razões por que Deus permitiu que Jerry Falwell, um fundamentalista, entrasse no campo carismático: para exercer justiça.

"O capítulo 11 de Gênesis relata uma das ocasiões em que Deus desceu e soprou o seu ruach sobre o seu povo. Ali encontramos a história de um grupo de pessoas que, em nome do Senhor, decidiu construir uma cidade — complementada por uma torre — que glorificaria a elas próprias. A história de como Deus procedeu para com essa cidade e seu povo ultrapassa a razão da multiplicidade lingüística da terra — está incluída na Bíblia para avisar-nos das armadilhas inerentes ao exagerado senso de poder humano.

"O plano arquitetado por aquele antigo povo demonstrou arrogante rebeldia contra a supremacia de Deus e uma deliberada atitude idolatra. A idolatria ocorre quando a ânsia de poder e a ambição de controle total tornam-se absolutas e alvos em si, em detrimento dos alvos mais elevados e corretos.

"Nesse caso, os homens conspiram e entram em rivalidade com Deus. Deus era chamado de "o Nome"; eles, porém, disseram: "... tornemos célebre o nosso nome..." A conspiração contra Deus consistiu em tomar o seu Nome. A conseqüência: Deus desceu até eles para defender a sua glória.

"A geração atual é caracterizada por um número sem conta de líderes cristãos que identifica o seu ministério com o seu próprio nome. Nada há de errado com a identificação em si. O problema reside na Síndrome de superstar que muitos contraem. Quando perguntei a um líder de um dos maiores ministérios a quem se submetia, rapidamente respondeu: "A Deus." Eventos recentes, no entanto, provam que essa não é mais uma resposta adequada.

"Submeter-se a Deus não é o suficiente. Jerry Falwell estava certo quando declarou que se um ministro recebe dinheiro do público deve prestar contas ao público. E não somente ao público, mas deve também prestar contas à igreja local. Está na hora de elevar os padrões de ética, contabilidade fiscal, comportamento e estilo de vida.

É difícil humilhar-se quando se é grande, rico e poderoso. Muitos de nós suspeitávamos que Deus iria, mais cedo ou mais tarde, pedir contas do PTL. O programa tornara-se uma hora comercial imobiliária, algo que constrangia a muitos cristãos sérios.

"Por outro lado, programas levados ao ar por John Ankerburg e Jerry Falwell negam a obra poderosa e milagrosa do Espírito Santo. No final, nem um nem outro sobreviverá.

"Na antiga Babel, o povo adorou a sua criatividade — uma criatividade que fora soprada neles como parte da imagem de Deus. Esqueceram-se de que Deus lhes havia dado limites, e desejava que operassem dentro de limitações.

"Através dos tempos, tenho sentido o espírito do tipo "nós podemos fazê-lo sem Deus" controlando os maiores ministérios da América.

"Naturalmente, ninguém ousaria revelar esse espírito na TV (os fundos financeiros imediatamente secariam), mas fora das câmeras e nos escritórios executivos é bastante comum.

"Estremeço quando ouço certos televangelistas dizerem: "Este ministério tem sido comissionado por Deus para anunciar a volta de Jesus Cristo." Um dos mais conhecidos televangelistas recentemente distribuiu um cartão mencionando que Deus lhe havia falado ser o seu ministério o único que tinha a sua bênção — porque ele era puro...

"Estremeço diante da arrogância pessoal e falta de prestação de contas entre líderes — uma das causas do estilo de vida culposo e gastos exagerados. Conheço apenas um único homem, dentre os líderes dos maiores ministérios da América, que submete sua vida pessoal a outros colegas que nem sequer são seus funcionários e nem mesmo ambicionam sua posição. As tentações ao orgulho e ao engano são grandes. O tremor atual está forçando líderes a se submeterem uns aos outros.

"Estremeço diante dos métodos de arrecadação de fundos usados pela maioria dos ministérios da América. A maioria das cartas que pedem contribuições nem sempre expõe toda a verdade. Como pode Deus abençoar uma carta feita por computador, com assinatura impressa e ainda por cima mencionando que o televangelista está orando pela pessoa naquele exato momento? Como pode Deus abençoar o televangelista que vai ao ar e fala ao povo que tem usado todo o dinheiro arrecadado e necessita desesperadamente de mais contribuições — enquanto ele e sua família estão dirigindo um carro de 50 mil dólares e vivendo em casas suntuosíssimas?

"Creio que há meios legítimos e cristãos para a arrecadação de dinheiro. Mas enquanto os líderes desses ministérios estão determinados a usar seus métodos suspeitos, o insistente ruach continuará a soprar sobre a Igreja.

"Em março, mais de 600 líderes cristãos — a maioria filiada a denominações evangélicas, universidades e ministérios paraeclesiásticos, reuniram-se em Kansas City a fim de procurar "um caminho mais excelente" e ético na arrecadação de fundos.

"A conferência encerrou-se com a oração do reitor do Seminário Teológico de Dallas (conhecida escola antipentecostal], que intercedeu por Oral Roberts, pedindo ao Senhor que "o trouxesse ao arrependimento se ele estivesse errado". Não muito depois, Oral, em sua torre de oração, chamava Jimmy Swaggart ao arrependimento. Swaggart, em Baton Rouge, exigia o arrependimento de Jim Bakker e Richard Dortch. Pode ser que, com todas essas orações por arrependimento, algum líder olhe para dentro de seu coração e coloque-se na posição do publicano ao orar no templo: "Senhor, sê misericordioso para comigo, pobre pecador."

"Os cidadãos de Babel atingiram seu senso de poder através de sua avançada tecnologia. Haviam inventado tijolos e argamassa. Então gabavam-se: não é somente Deus que pode fazer pedras, também nós o podemos. A tecnologia tornou-se o seu ídolo, e a adoraram.

"Em dezembro de 1985, participei de uma festa em Cabo Kennedy, na véspera do lançamento da nave Columbia. Ao encerramento da reunião, fui convidado a orar. Enquanto dirigia-me ao microfone, o diretor da NASA falou-me, em tom de piada: "Pregador, a NASA tem tudo sob controle, ore somente pelo tempo!" Aquele vôo foi adiado sete vezes antes de finalmente acontecer. O próximo vôo, três semanas mais tarde, foi o do ônibus espacial Challenger, que explodiu 72 segundos após seu lançamento, matando seus 7 tripulantes. Naturalmente, a NASA não tinha tudo sob controle...

"Por 15 anos tenho estado intimamente associado a televangelistas da América e seus ministérios. Tenho captado, portanto, algo do mesmo orgulho acerca da tecnologia, da prestação pessoal de contas, da habilidade na arrecadação de fundos — um orgulho que beira a arrogância.

"Por exemplo, um arrecadador de fundos profissional, que se tornou rico escrevendo cartas de apelo, contratado por dezenas de ministros, gabava-se em uma recente reunião evangélica de que levantar fundos era uma simples questão de demografia; como companhias de seguro, que, sabem quantas pessoas morrerão este ano, só não sabem quem.

"Da mesma forma, pessoas que arrecadam fundos sabem que enviando cartas de apelo a certos grupos demográficos conseguirão determinado montante de entradas. Esse profissional zombava de alguns de seus próprios clientes, ministros que acreditavam no milagre ao verem chegar o dinheiro dos doadores — assim como crer que é um milagre o aparecimento do sol a cada manhã.

"Lembro-me do dia em que certo homem influente de um dos maiores programas evangélicos de TV demitiu-se e veio a mim, chorando. Dizia-me que não tinha mais estômago para agüentar a hipocrisia e blasfêmia que há por detrás da arrecadação de dinheiro. Duas vezes por mês, acrescentou ele, sentavam-se no escritório do televangelista, rindo a respeito do próximo meio que usariam para levantar fundos. O último caso foi o de uma campanha pelo correio usando cartas-certificados mencionando que, enquanto o televangelista estava orando pela tal irmã (nome da destinatária), Deus havia falado a ele para escrever-lhe uma carta 'pessoal' dizendo que, dependendo da importância a ser doada: 25, 50, 100 ou 1000 dólares, o Senhor a agraciaria com bênçãos especiais.

"Isso não é nada mais nada menos do que uma cópia da prática da venda de indulgências usada na Era das Trevas. Deus extirpou aquela prática com o tremor poderoso da Reforma Protestante. Igualmente, na Torre de Babel confundiu as línguas (e doutrinas), de modo que mesmo hoje os cristãos têm problemas de comunicação.

"O mesmo tremor sacode a Igreja nestes dias. Precipitado pelo escândalo sexual do PTL, foi meramente o estopim que Deus usou para detonar a sua bomba. Uma vez que há envolvimento de ministérios altamente conhecidos, e que vivemos na era da comunicação instantânea, a atuação de Deus é revelada por meio do noticiário noturno da TV, ao invés de levar duas gerações até o povo tomar conhecimento.

"Há, também, o problema do exclusivismo. Em seu apelo financeiro por carta, Jimmy Swaggart escreve: 'Nós somos o único ministério envolvido com a evangelização mundial.' Na verdade, ele tem sido grandemente usado na evangelização do mundo, mas é seu o 'único ministério'? E a JOCUM, a Cruzada de Jovens Para Cristo, a Convenção Batista do Sul, e tantos outros ministérios que não nos bombardeiam com insistentes apelos financeiros?

"Meu livro Jesus World enfoca os perigos inerentes aos grandes ministérios. O livro não se tornou popular, pois apelou aos líderes no sentido de retornarem aos métodos e estilo de vida simples de Jesus, submetendo-se uns aos outros ao invés de viverem como reis e ditadores. Poucos desejam o estilo de vida de David Mainse, de Toronto. Mainse resolveu morar em um apartamento do centro da cidade, de modo que possa estar perto do povo a quem ministra. Há ocasiões em que usa a sua bicicleta para ir ao trabalho, a fim de testemunhar ao povo ao longo das calçadas. Que Deus nos dê mais homens iguais a ele, e menos que vivam como reis, recebendo enormes salários e operando com despesas sem limites, enquanto proclamam seus apelos tipo: 'Gastamos nosso último centavo em missões e precisamos de mais dinheiro.'

"O propósito da Torre de Babel era o de controlar o povo, separando os que permaneciam leais a uma ideologia e a uma exclusiva doutrina. Os homens estão constantemente dizendo: 'Somente eu estou fazendo a vontade de Deus.' Ao dizerem tal coisa, estão dando a entender que todos os outros estão fora da vontade divina. Paulo adverte-nos contra isso: '...ninguém se ensoberbeça a favor de um em detrimento de outro. Pois quem é que te faz sobressair?' (1 Co 4.6b-7a.]

"Devemos, no entanto, ser cuidadosos no julgamento. Oral Roberts, comentando o caso Jim Bakker, acrescentou que o perdoava, pois desejava ser perdoado também. Esta é a essência do que Jesus falou em Mateus 7.1: "Não julgueis para que não sejais julgados."

"Repito outra vez: Deus tem vindo e está andando entre nós. Ele não está satisfeito com a nossa omissão nas obrigações pessoais de evangelizar — ao invés disso, contribuímos para grandes ministérios. Damos contribuições a Jerry Falwell para construir seu lar para mães solteiras, ao PTL para seu lar de crianças defeituosas, a Jimmy Swaggart a fim de que possa sustentar missionários da Assembléia de Deus, à CNB Operation Blessing para alimentar os famintos. Todos são ministérios válidos. Mas Deus quer que cada um de nós se envolva. Deveríamos certas vezes trazer os necessitados à nossa casa, deveríamos estar evangelizando. e, não, simplesmente passando essa responsabilidade a um televangelista. Deus está-nos forçando a voltar às nossas igrejas locais, o único lugar onde o ministério real — o pessoal — pode ter lugar.

"O dia em que comecei a escrever este artigo, recebi um telefonema de um porta-voz de Jerry Falwell. 'Aguarde um outro escândalo a estourar nas próximas semanas', advertiu-me. As implicações seriam tanto sexuais como financeiras.

"Não levou duas semanas e alguém do novo conselho do PTL teria supostamente dado novas informações à imprensa. Os Bakker, sozinhos, angariaram 1.6 milhões de dólares em salários e bônus. Falwell, já ciente do que viria à tona, expressou estar chocado e prometeu pôr o PTL em ordem.

"Falwell novamente surgiu como o herói. Seu salário, revelou, era de apenas 100.000 dólares. Omitiu, porém, os benefícios extras, altos benefícios que todo televangelista recebe calado, mas que os Bakker ingenuamente revelaram.

"Novos destroços surgiram na torre. Em abril, Tammy Sue, a filha de 17 anos dos Bakker, fugiu para casar sem o conhecimento ou consentimento dos pais. Então, o estouro final: Bakker, desesperado, pedia para ser reintegrado em seu cargo, mas, ao invés disso, seu salário foi totalmente cortado.

"A bela cidade — Heritage USA [2] — construída sobre a areia como a antiga Babel, estava à beira do colapso. Diante de tudo isso, muitos ficaram imaginando se o PTL, incluindo a Heritage USA, sobreviveriam. Na verdade, muitos, inclusive eu, estão perguntando: 'E deveriam sobreviver?'

"O que aconteceu ao Logos Internacional, a maior companhia publicadora carismática, em 1981, provou que nenhuma instituição é sagrada. Poderia acontecer novamente, e em proporções ainda maiores. Afinal, Deus sempre impulsionou a sua obra, agindo — e muito bem — muito antes do aparecimento da televisão.

"Deus levanta inimigos para destruir coisas com as quais não concorda, e negocia com esses inimigos. Resumindo: Deus está purificando a sua Igreja.

"Minha opinião é que, a despeito do grande tremor, a Igreja está vivendo os seus grandes dias na História. Nunca, em tempo algum, o povo de Deus tem atraído tanta atenção! Por semanas intermináveis, jornais e revistas estão publicando algo a respeito dos cristãos. Repórteres não somente estão visitando igrejas no país, mas também têm sido designados por seus editores para fazê-lo.

"A despeito da tristeza que envolve o pecado — ainda mais quando homens cristãos expõem-se diante dos incrédulos — o povo está observando. Coisas escondidas estão vindo à tona e isto trará cura.

"A televisão tem sido o maior meio de difusão do evangelho desde a invenção da imprensa. Porém, com grandes oportunidades vêm grandes responsabilidades. Este é o tempo de prestação de contas! Deus está examinando os livros. Aqueles que gostam de aparecer em público estão sendo julgados em público. O Senhor tem entrado novamente no Templo e virado as mesas dos cambistas. Seu Espírito está soprando através de seu reino, limpando e purificando. Como sempre, o resultado final será: formar um povo à imagem de seu Filho e trazer glória a ele.

"Tudo o que está acontecendo tem uma razão: revelar a soberania de Deus. Afinal, ele é um 'fogo consumidor... removendo o que está abalado... para que as cousas que não são abaladas permaneçam' (Hb 12.27,29].

"'Deus está espremendo um furúnculo', disse-me Oral Roberts. 'Não tente detê-lo. Deixe todo o carnegão sair.' São palavras de sabedoria, pois, tão logo as impurezas se forem, a saúde virá."

 

Ora, o que Jamie Buckingham diz no seu artigo é apenas o que aparece aos olhos dos observadores. Mas o que será que há por "baixo do pano"? E como é que Deus vê tal situação?

No nosso país estamos vendo aparecerem as pontas dos primeiros icebergs. O mesmo comportamento-padrão verificado nos Estados Unidos vem-se manifestando. Pessoas com personalidade forte e capacidade de comunicação abrem "igrejas" e tornam-se os proprietários delas. Seus ministérios são um ótimo negócio. Elas têm liberdade total para fazerem o que desejam e quando desejam. Nada nem ninguém está acima delas no ministério. Não há vozes de advertência ao redor delas. E toda e qualquer palavra discordante é logo rejeitada e a pessoa que a falou é afastada.

Além disso a própria maneira como a filosofia de trabalho dessas pessoas se desenvolve já evidencia que falta sobriedade e saúde nos seus ministérios. Eu ouso afirmar que toda e qualquer pessoa que fala e pede dinheiro publicamente sem constrangimento tem um "quê" de enfermidade moral. Eu não vejo nos evangelhos nenhuma prática de Jesus que justifique reunir as multidões para pedir dinheiro ou qualquer coisa. Em Jesus o que vemos é as multidões se ajuntarem para receber (Mc 6.37). É contra a própria filosofia cristã que um ministério evangelístico sobreviva pedindo dinheiro do povo a que evangeliza. Mesmo no nível da igreja local, Paulo trata da questão financeira com muita discrição (2 Co 8.19-21). Inclusive, sobre este assunto, recomendo a leitura do meu livro Uma Graça que Poucos Desejam (Editora Vinde).

Sinto perplexidade quando vejo as pessoas acabarem de pregar na televisão e então passarem a pedir dinheiro ao mesmo público ao qual acabaram de evangelizar. É verdade que há o argumento de que muitos cristãos assistem também e podem ajudar. Mas há, sobretudo, um grande número de não-cristãos que assistem e ficam vacinados contra o evangelho.

Na Associação Billy Graham informaram-me que eles pedem dinheiro três vezes por ano na TV, após a veiculação da gravação de uma cruzada, e que esse pedido dura um minuto e meio, sendo que, na maioria das vezes, nem se fala nada, apenas aparecem os dizeres na televisão. O resto do levantamento de fundos é feito por carta e dirigido a cristãos que manifestam o interesse de contribuir. Talvez seja essa uma das razões pelas quais o ministério de Billy Graham continua tendo crédito e honra. A maneira como ofertas são levantadas em muitos dos salões de cura e milagre no Brasil é simplesmente escandalosa. Não há controle. Os recursos vão diretamente para as mãos dos que levantaram as ofertas. Não é de estranhar que "pastores" assim auto-intitulados nesses grupos vivam um padrão de vida inexplicavelmente elevado.

Na revista Kerigma nº 8, preocupado com o que já tenho visto aparecer no Brasil como sintoma de uma crise semelhante à americana, escrevi um artigo intitulado "Síndrome de Bakker". Acho que no contexto deste livro vale a pena transcrevê-lo.

 

A SÍNDROME DE BAKKER

Nos últimos meses, mais do que em qualquer outro período deste século, o mundo tem estado boquiaberto com os chamados "escândalos evangélicos". Mesmo o apoio da igreja institucionalizada alemã ao nazismo de Hitler, chocou menos do que os desastres morais de Jim Bakker e Jimmy Swaggart. Quando a instituição religiosa apóia um regime iníquo, a iniqüidade se torna difusa, justamente porque é impessoal. Afinal, todos dizem foi a "Igreja" a responsável ou a omissa. E essa generalização enfraquece a acusação. A culpa de todos não é de ninguém. Freud explica. Mas, quando os escândalos são promovidos por pessoas que encarnavam um certo estereótipo moral e ideológico, então a energia liberada pela "bomba" é extremamente mais destruidora.

O pior é que certamente o desastre não parará aí. Tem boi na linha. E mais, no Brasil já há indícios bastante significativos de que a "Síndrome de Bakker e Swaggart" está presente em alguns "franco atiradores" ditos evangélicos.

 

Os Sintomas da Síndrome

É fácil diagnosticar a Síndrome. Os sintomas são basicamente os seguintes:

1) personalidade extravagante e indiscreta;

2) espírito de messianismo individualizado;

3) discurso vazio de reflexão intelectual, porém cheio de afirmações pragmáticas sobre o certo e o errado;

4) auto-oferecimento como referência de justiça cristã;

5) extrema autonomia na gestão dos "negócios" do ministério;

6) personalismo afirmado em todos os segmentos do ministério;

7) incapacidade de ouvir conselhos;

8) proprietário dos bens do ministério;

9) triunfalismo moralista promotor de esmagamento sobre os de comportamento débil;

10) nenhum constrangimento em levantar a toda hora coletas S.O.S. para "sustento da obra".

 

Os Elementos de Alimentação da Síndrome

Quando esses sintomas aparecem ao lado de outros, então é porque a coisa é séria.

Dentre os elementos que promovem o desencadeamento da "Síndrome de Bakker e de Swag-gart", há os seguintes:

1. Isolacionismo: sempre que você vir pessoas em posição de liderança cristã vivendo condicionadas pelos dez sintomas já mencionados, e que, ao mesmo tempo, são incapazes de fazer amizade, de conviver com os irmãos e de se submeter a eles, então saiba que aí há um candidato ao desastre.

2. Ativismo: toda personalidade propensa a liderar é também inclinada ao ativismo produtivista. E é aí que reside um dos mais sutis perigos. Como é que alguém pode renovar sua mente e emoções tendo que fazer programas diários de televisão, rádio, etc? Como é que tal pessoa encontrará tempo para ouvir seu próprio coração bater? Como é que encontrará oportunidades necessárias à reciclagem conceituai, teológica e relacional?

O ativismo vulnerabiliza ainda mais a nossa já vulnerável humanidade. Se uma mente desocupada é oficina de Satanás, uma mente extenuada é a usina do demônio.

3. Legalismo: o ditatorialismo comportamental tem sido a regra do discurso de muitos dos nossos "líderes de proa". Ainda não aprendemos que proibições legalistas do tipo "não pegue nisto, não toque naquilo, não prove aquiloutro" têm apenas a beleza da forma do moralismo, mas não têm nenhum valor na hora em que o seu pregador tem que enfrentar as paixões do corpo, a sensualidade. E mais:

 

"Assim que ninguém julgue vocês pelo que comem ou bebem, ou por causa dos dias santos, ou das festas de lua-nova, ou dos sábados. Tudo isto é apenas sombra daquilo que virá. A realidade é Cristo." (Cl 2.16,17.)

 

4. Superespiritualidade: toda espiritualidade que se autopromove já tem um "quê" de adoecida. Quando ouço pessoas começando a falar de si próprias como se fossem uma "outra pessoa", um personagem, já me aflijo. Muitos dos líderes investidos de carismas, e que tanto enfatizam e brigam contra as chamadas igrejas frias, precisavam começar a estudar o que Paulo diz sobre a interdependência dos membros do Corpo de Cristo, após afirmar a realidade dos dons espirituais:

 

"Porque o corpo não é feito de uma parte só, mas de muitas. Se o pé disser — Porque não sou mão, não sou do corpo — nem por isso deixa de ser do corpo. Se o ouvido disser — "Porque não sou olho, não sou do corpo. Se o corpo todo fosse olho, como poderíamos ouvir? E se o corpo todo fosse ouvido, como poderíamos sentir cheiro? Assim, Deus colocou cada parte diferente do corpo como ele quis. Se o corpo todo fosse uma parte só, não existiria corpo! Assim, há muitas partes, mas um só corpo." (1 Co 12.14-20 — BLH.)

 

Os virtuosos que autopropagam suas virtudes estarão sempre a um passo da ruína. Não há apelação! Quem se torna juiz de todos será sempre julgado pelo eco de sua própria voz.

Os escândalos atuais são duplamente escandalosos. Em primeiro lugar porque o patrimônio referencial por excelência que possui um pastor é a qualidade moral, emocional, psicológica e espiritual de sua vida. Jesus mesmo disse que quando o sal se mostra insípido "para nada mais presta senão para ser pisado pelos homens". Daí um pastor — sobretudo ele — não poder sair pedindo indulgência para seus atos. Quem se arroga a ser mestre da vida tem que viver com níveis mínimos de saúde moral e psicológica. Ou então não ensine, mas tenha o bom-senso de assentar-se para ser ministrado e receber cura.

Tiago mesmo diz:

 

"Meus irmãos, muitos de vocês não devem se tornar mestres na Igreja, porque sabem que nós, os que ensinamos, seremos julgados com maior rigor do que os outros." (Tg 3.1 — BLH.)

 

A segunda razão por que os escândalos do momento são mais escandalosos do que de costume, é que têm sido gerados por pessoas sem clemência com atos semelhantes quando praticados por outros. Aliás, foi isso que uma repórter do Jornal do Brasil colocou quando me entrevistou sobre o assunto: "Como é que você explica que pessoas tão intransigentes e reacionárias com coisas mínimas possam praticar atos dessa natureza?

Nossa oração e esperança é que as imagens desses desastres passem. É também nossa expectativa que os pregadores free lancer aprendam os riscos de se viver com "excessiva liberdade eclesiástica". E ainda, nosso anseio é que os legalistas aprendam que é somente a força de Deus que pode manter alguém "de pé".

 Que Deus nos ajude a vivermos sem o cinismo e a frouxidão dos liberais e sem estreitamentos neurotizantes dos legalistas.

 

"Assim, aquele que pensa que está de pé é melhor ter cuidado para não cair." (1 Co 10.12 — BLH.]

 

Com temor e tremor!

Pessoalmente peço a Deus todos os dias que tenha misericórdia da minha vida, que segure minha mão, que me dê senso crítico e autocrítico, que me ajude a viver com bom-senso, a fim de que eu não seja motivo de tropeço, tendo a vida dominada pela Síndrome de Lúcifer.

 

Capítulo 6

Como a Igreja Deve Enfrentar a Síndrome

Alguém disse que quem não aprende com a História, corre o risco de repetir os mesmos erros que outros cometeram no passado. Por isso Judas menciona a base histórica a fim de neles estribar bem seus arrazoados. Ele diz:

 

"Vós, porém, amados, lembrai-vos das palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos de vosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: No último tempo haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões.

"São estes os que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito." (Vv. 18 e 19.)

 

Michael Green nos lembra: "O esquecimento do ensino e das advertências de Deus na Escritura é uma das causas principais da deterioração espiritual."

De fato o que Judas estava dizendo aos seus leitores é que nada há de novo em qualquer apostasia que já não tenha sido previsto.

O apelo ao ensino apostólico era equivalente a se evocar, na atualidade, todo o ensino do Novo Testamento como autoridade para julgar o certo e o errado na existência e em matéria de filosofia de vida.

Quando Judas diz que os apóstolos já haviam falado daquela situação, certamente que ele se recordava de textos como Atos 20.29,30:

 

"Porque sei que depois que eu for, aparecerão lobos ferozes no meio de vocês, e eles não terão pena do rebanho. E chegará o tempo quando alguns de vocês contarão mentiras, procurando levar os irmãos para o seu lado." (BLH.)

 

Ou mesmo é provável que ele estivesse se lembrando das advertências de Paulo nas duas cartas a Timóteo:

 

"O Espírito de Deus diz claramente que, nos últimos tempos, alguns abandonarão a fé. Eles obedecerão espíritos enganadores e ensinos de demônios. "Esses ensinos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência morta como se ela tivesse sido queimada com ferro em brasa. Esses homens ensinam que é errado casar, e que é errado comer certos alimentos. Mas Deus criou esses alimentos para serem comidos pelos que crêem e conhecem a verdade. Porém, antes de comer, que façam oração de agradecimento." (1 Tm 4.1-3 — BLH.)

 

"Lembre-se disto: Nos últimos dias haverá tempos difíceis." (2 Tm 3.1 — BLH.)

 

De qualquer forma o que o "irmão de Tiago" tinha em mente era o fato de que aquela Síndrome não era nova. E ainda: que a síntese de todo o problema se resumia na realidade de que aqueles dissimuladores eram pessoas que viviam uma espécie de existencialismo religioso, buscando autenticarem-se mediante atos autônomos da vontade, realizando assim um projeto de vida "segundo as suas próprias paixões" (18). Esses, segundo Judas, são os sensuais que, animados pela sua própria carne, vivem para fazer seus próprios desejos. Por isso mesmo é que onde eles estão as divisões eclesiásticas acontecem, pois eles têm taras que se manifestam também na realização de todos os seus desejos egoístas, inclusive no que tange a não abrirem mão de nenhuma chance que tenham de fazer sua própria vontade, mesmo que seja às custas da unidade do Corpo de Cristo.

Além do mais, esses dissimuladores são também escarnecedores. A idéia é a de que eles riam-se daqueles que julgavam errada a teologia deles; e que a atitude deles frente a esses cristãos sérios era a da zombaria. Em outras palavras, eles diziam que aqueles cristãos metidos a santos eram muito "escrupulosos", "antiquados" e "puritanos". Mas eles, ao contrário, já eram cristãos emancipados, superiores e progressistas. Gente do tipo que só enfatiza a boa motivação e que não leva a sério aquilo que se possa fazer com o próprio corpo. Esses são aqueles que em nome da liberdade cristã entregam-se à libertinagem e à sensualidade.

Nos nossos dias o problema nada tem de relação com aquele que, do ponto de vista imediato, afligia a Judas. Ele lidava com o dualismo do gnosticismo cristão insipiente, que alegava que a salvação da alma é o que importa, e que aquilo que o homem faz com o seu corpo não vem ao caso, pois forçosamente a matéria há de perecer. "Para eles aqueles que se preocupavam com a pureza sexual pareciam excessivamente ingênuos", diz o Dr. Green.

Entre nós o enfraquecimento das noções de pureza pessoal passam pela excessiva ênfase que alguns grupos estão dando à questão social. Sem dúvida que essa exagerada preocupação com o social é resultado de séculos de alienação evangélica em relação ao problema da dor e da carência concreta do ser humano. No entanto, no presente, muitos estão concentrando toda a sua atenção na questão da visão e do compromisso social. Assim é que para tais pessoas todo e qualquer discurso que fale do indivíduo, da pessoa, da alma e do comportamento sexual, é encarado como individualista e ideologicamente vinculado à estrutura dos valores capitalistas, sendo, portanto, afirmadores dos padrões de comportamento individual da burguesia.

Pessoalmente conheço pouquíssimas pessoas que têm sabido equilibrar em sua vida a tensão entre a santidade individual e a busca pela justiça social. Não estou sugerindo que sejam coisas incompatíveis em si mesmas, mas que as pessoas é que são imaturas e extremadas. Normalmente vejo que aqueles que se entregam radical e polarizadamente à busca da justiça social acabam minimizando as implicações e o valor do comportamento moral individual, como se fossem ninharias subjetivas dispensáveis. Conheço mesmo alguns que passaram da afirmação de que a santidade individual era tolice, para a ridicularização daqueles que a praticavam, até que, eles mesmos, tornaram-se impuros e "entregues às suas ímpias paixões".

Todavia, não é porque existe o risco da centralização numa só questão que vamos deixar de tentar viver todas as dimensões do conselho de Deus. O importante é que saibamos nos dedicar à dimensão social da fé sem detrimento da sua dimensão individual e comportamental.

Uma vez lembrada a base histórica do compromisso da Igreja com as doutrinas apostólicas, Judas passa adiante mostrando aos seus leitores imediatos quais eram as atitudes que neles deveriam existir, a fim de que pudessem enfrentar e vencer a avalanche da Síndrome de Lúcifer.

 

A IGREJA PRECISA SE FUNDAMENTAR NA HERANÇA SANTA DA FÉ

Judas começa dizendo como é que a Igreja deveria enfrentar a situação: "Edificando-vos na vossa fé santíssima." (Verso 20.]

O único muro de arrimo a ser edificado contra a Síndrome de Lúcifer é aquele que se estriba "na fé santíssima".

Na construção da frase de Judas percebe-se que a fé tem perspectivas nas quais a Igreja deveria crescer.

 

O CONTEÚDO DA FÉ

Diz-se que era preciso que a Igreja se edificasse na fé. No entanto, nada nos fica claro a menos que perguntemos: que fé é essa?

No Novo Testamento a fé aparece em alguns níveis e perspectivas diferentes.

1. A fé como confiança: com esse sentido, a palavra fé aparece muitas vezes, especialmente nos evangelhos e nos textos relacionados à salvação (Mt 8.10; 9.2; 15.28; 17.20; Mc 9.24; Rm 1.17; 2 Co 5.7).

2. A fé como sistema de verdades: nessa perspectiva a palavra é usada especialmente nas cartas de Paulo, ainda que o uso não se restrinja a elas (At 6.7; 8.13; Rm 1,5; 2 Co 13.5; Gl 1.23; Fp 1.27; Cl 1.23; 1 Ts 3.5].

3. A fé como atitude de resistência frente à dor: em função desse sentido fala-se na perseverança, na fidelidade e na firmeza daqueles que não desistem do cristianismo mesmo frente à tribulação, à perseguição e às privações (1 Co 16.13; 1 Tm 3.13; 6.12; Hb 11.33-38).

4. A fé como comportamento coerente com o discurso cristão: nesse rumo há os textos que falam da fé no nível da congruência entre o que se sabe ser a verdade e a vida que se leva; é a integração entre ortodoxia e ortopraxia, isto é, a correção dos erros (Gl 6.10; Ef 1.15; 1 Ts 1.3; 1 Tm 1.5; 1.19; 4.12; 5.8).

Pois bem, esse é o conteúdo da fé com a qual se vence a Síndrome de Lúcifer.

 

A NATUREZA DA FÉ

Judas diz que se trata da "fé santíssima". Com isso ele está-nos ensinando que essa fé é totalmente diferente, inteiramente colocada à parte de todas as demais noções e práticas de "fé". A fé cristã é santíssima porque ela é diferente — tanto no conteúdo teológico quanto nos seus postulados — de todas as outras expressões de fé religiosa.

A "fé é santíssima" porque ela é sem igual no seu bojo, bem como na transformação que opera. A verdadeira pregação cristã deve fazer nascer a fé santíssima que opera profundas alterações de valores existenciais e de vivências morais nos seus ouvintes.

 

A VIVÊNCIA DA FÉ

Se a fé cristã tem um conteúdo definido e se possui também uma natureza inimitável, especialmente nos resultados que produz, no entanto ela só pode ser vivenciada em plenitude de saúde no espaço das relações fraternais e comunitárias. Por isso Judas usa pronomes pessoais nas suas formas plurais: "vós e vossos". Ele diz:

 

"Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima..."

 

A fé foi entregue uma vez por todas aos santos, não a um santo.

Dessa forma tem-se um excelente critério em função do qual se pode avaliar a saúde da fé de quem quer que seja. Isso porque todo exclusivismo individualista e separatista é patológico e contaminador. O exclusivismo sempre atinge de maneira profunda o próprio homem que o vive, mais do que aqueles dos quais se separa em razão do seu intento individualista.

No Novo Testamento, todas as noções da fé são comunitárias e todas as figuras relacionadas à sua vivência são plurais, coletivas, orgânicas e sociais:

O corpo de Cristo (1 Co 12.12)

A oliveira da História (Rm 11.17-24)

O edifício de Deus (1 Co 3.10; 1 Pe 2.4,5)

A nação santa (1 Pe 2.9)

O sacerdócio real (1 Pe 2.5,9)

As pedras vivas (1 Pe 2.5a)

A família da fé (Gl 6.10; Ef 2.19; 3.15)

A fé que vence o mundo é aquela que afirma que Jesus Cristo é o Filho de Deus, que se manifestou num corpo concreto na História, a fim de destruir as obras do diabo (1 Jo 5.5; 4.2-4). Porém essa fé não é de um, mas de muitos, e deve ser vivida no espaço das relações humanas na comunidade dos discípulos, a Igreja.

Pessoalmente questiono todas as manifestações da fé que fogem da vida eclesiástica ou que negam a importância imprescindível de se viver os mandamentos da mutualidade. Judas usa um mandamento de mutualidade, de exortação e admoestação que só é possível em meio aos vínculos comunitários.

A fé cristã tem, portanto, conteúdo teológico, natureza santa e espaço vivencial: a Igreja e a sociedade humana.

 

A IGREJA DEVE ALERTAR-SE ACERCA DA NECESSIDADE DE LUTAR EM ORAÇÃO

O modo como Judas afirma isso é o seguinte: "Orando no Espírito Santo."

A prática da oração é um referencial essencial da saúde para qualquer vida espiritual. Além disso, o enfrentamento da batalha contra os dissimuladores não se vence com conversa, nem com discussão, nem com expurgos, mas com oração e intercessão.

Vivemos um tempo no qual a oração perdeu seu sentido para muita gente dentro da Igreja.

Somos uma igreja que não ora, ou que ora muito pouco.

Há algumas comunidades cristãs que oram sistematicamente, porém sem objetividade e fé na eficácia espiritual da oração. A maioria das pessoas que conheço ora, sem orar. Isso porque não crêem de fato que suas preces sejam ouvidas. Há uma espécie de deísmo emocional no meio cristão; ou seja, uma atitude diante da oração equivalente à convicção de que Deus criou o universo e se ausentou de vez dele após havê-lo acabado.

Especialmente nas confissões de fé atingidas pela teologia liberal estirpou-se o valor e a relevância da oração.

Há cristãos "avançados" que negligenciaram a oração por acharem-na muito abstrata e inconseqüente. Em função da redescoberta da teologia da imanência, da proximidade da graça divina — após anos de excessiva transcendência e distanciamento — caiu-se num outro extremo: aquele que afirma que a única oração que interessa a Deus é aquela que o corpo faz quando serve o próximo; que o único gesto de joelhos dobrados que agrada a Deus é aquele que se realiza no ato da genuflexão para ajudar o próximo caído a levantar-se; e que o único encontro de mãos súplices que agrada a Deus é aquele que resulta do encontro das mãos de duas pessoas numa passeata de protesto contra o abuso que é infligido sobre a existência humana.

A oração é a guerrilha do Espírito.

A oração ê a subversão do Reino de Deus.

A oração é uma conspiração do homem com Deus.

A oração ê a estratégia do General da Vida.

A oração é um acerto de parceria com o Mais Valente.

A oração é a lícita desigualdade na hora de medir forças com o inimigo.

A oração é a artilharia do céu na luta com o inferno.

A oração é o melhor argumento do crente diante de Deus.

A oração deve ser a chave que abre a porta do dia e a tranca que fecha a porta da noite.

A oração deve ser o que vem antes, durante e no fim da vida.

Judas nos diz que nossa oração deve ser no "Espírito Santo". O que vem a ser este "orar no Espírito"? Michael Green nos diz:

 

"Alguns sugerem que orar no Espírito Santo designa a oração em línguas." Se for assim isso é sugerido de modo muito obscuro. O homem que tem o Espírito de Deus dentro dele (ou seja, todo cristão, Rm 8.9), o homem que é dirigido pelo Espírito Santo nas suas orações como em tudo o mais (Gl 5.18), certamente orará no Espírito. É ele que pronuncia dentro de nós o modo distintivo cristão de chamar Deus de Aba ou Pai (Rm 8.15)."

 

Pessoalmente creio que se "batêssemos menos boca", se agredíssemos menos aqueles com os quais não concordamos, e orássemos mais no Espírito, de duas, uma coisa aconteceria: ou os oponentes da fé se converteriam ou se manifestariam de modo tão óbvio como ridículos que deixariam de ser um perigo para quem quer que fosse.

 

A IGREJA DEVE DEIXAR-SE SEDUZIR SOMENTE PELO AMOR DE DEUS A FIM DE NÃO SER INFIEL

Agora Judas diz: "Guardai-vos no amor de Deus." É interessante observar em que perspectivas esse tema do amor de Deus aparece no contexto dessa carta do "irmão do Senhor".

Foi justamente a falta de amor a Deus o que deflagrou a Síndrome de Lúcifer nesses dissimuladores. Eles amaram tanto a si mesmos que se esqueceram de Deus e do seu amor. Essa reflexão sobre o amor de Deus tem duas implicações:

 

1. É possível virar as costas ao amor de Deus. A própria epístola de Judas já atesta esse fato. Os dissimuladores foram objeto do amor de Deus, como de resto tudo e todos os que dele se afastaram arrogantemente. Não teria Lúcifer sido objeto do amor de Deus? Acaso Deus já criou qualquer coisa ou pessoa que não tenha sido objeto do amor criador? É claro que não. Todavia, a história inteira das criaturas inteligentes do Cosmos nos mostra que é possível, de fato, que alguém rejeite o amor divino. E essa realidade torna o culpado mais culpado ainda.

2. O amor de Deus deve sempre equivaler a amor a Deus. É particularmente interessante que no verso 1 Judas tenha dito que aqueles aos quais ele estava escrevendo tinham sido objeto do amor de Deus que chama os homens. Afinal eles eram "chamados e amados" (verso 1). No entanto, esse amor divino pelo ser humano deve ser correspondido. Jesus mesmo nos disse:

 

"Se guardardes os meus mandamentos permanecereis no meu amor." (Jo 15.9.)

 

O apóstolo João bidimensiona nossa relação com o amor de Deus quando diz:

 

"Nisto conhecemos o amor, em que deu a sua vida por nós; e devemos dar a nossa vida pelos irmãos." (1 Jo 3.16).

 

Estar "guardado no amor de Deus" é o mesmo que permanecer em obediência aos mandamentos de Deus revelados em sua Palavra. E quando estamos aferrados ao nosso compromisso de amor para com Deus — que nada mais é senão uma resposta decorrente da nossa percepção do amor de Deus revelado no Homem Jesus — então cumpre-se em nós a poesia realista e inspirada de Paulo:

"Em tudo isto temos a vitória, por meio daquele que nos amou! Porque eu estou bem certo de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte nem a vida; nem os anjos nem outros governos ou poderes celestiais; nem o presente nem o futuro; nem o mundo que está em cima de nós, nem o que está embaixo. Em todo o universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Jesus Cristo nosso Senhor." (Rm 8.37-39 — BLH.)

Guardai-vos no amor de Deus!

 

A IGREJA DEVE AGARRAR-SE À MISERICÓRDIA DE DEUS A FIM DE QUE O PASSADO NÃO SEJA PERDIDO E O FUTURO NÃO SEJA ARRUINADO.

A esperança é um elemento essencial em toda e qualquer vida cristã que seja sadia. No entanto, essa esperança deve ser bidimensional. Ela tem que ter relação com o aqui e agora, mas também tem que ter a ver com o ali e além. Por isso Judas afirma a esperança integral como sendo imprescindível na conservação e preservação da alma, a fim de que o coração não perca o rumo certo da vida e a atitude com a qual se tem que enfrentar o presente e aguardar o futuro: "Esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna."

Primeiramente Judas diz que a esperança cristã se baseia na "misericórdia do nosso Senhor Jesus Cristo". Ora, as suas misericórdias não têm fim; renovam-se a cada manhã (Lm 3.22). O fato de termos esperança não é meramente existencial e resultante de uma irracional e infundada atitude de esperança. Ao contrário, nossa esperança se baseia no caráter de Deus, na sua fidelidade, no seu compromisso conosco, com a sociedade humana e com a História. Nossa esperança se calça no fato de que se estamos vivos e "em pé" é por causa da terna graça do nosso Deus. Nossa esperança se apega à certeza que temos de que somos aceitos por Deus como somos, a fim de que, paulatinamente — enquanto crescemos no temor do Senhor — caminhemos para ser como ele deseja que sejamos.

O raciocínio do cristão esperançoso é o seguinte: "Se Deus é um Deus solidário e misericordioso, como sei que ele é, então posso crer que ele jamais me deixará sozinho na minha viagem da vida, E sei que chegarei aonde preciso, porque ele me sustentará em suas mãos."

Deus não sabe ser Deus, em relação aos que nele confiam, se não for um Deus misericordioso.

Em segundo lugar, Judas diz que a esperança cristã equilibra o presente e o futuro "esperando... para a vida eterna". Ou seja, a esperança cristã começa aqui e agora ("esperando", hoje), mas não se prende ao tempo e não se resume à história presente. A genuína esperança cristã aponta para a eternidade: "para a vida eterna". Atualmente observamos uma preferência por posições extremas no que se relaciona a essa questão. Há daqueles que são apenas seres da eternidade, pessoas para as quais tudo o que importa é a salvação da alma, a vida eterna. Tais pessoas — comumente como via de conseqüência — alienam-se do mundo presente, do cotidiano da vida, das tramas da existência, da dor do próximo, das questões políticas, das aflições sociais, das perplexidades coletivas. Por outro lado há daqueles que — geralmente por resistência aos alienados — entregam-se à idéia de que a esperança cristã é apenas a turbina existencial que nos move na direção de realizarmos parcialmente as grandes utopias humanas na História. Nessa perspectiva a esperança é tão somente um "dado existencial" necessário ao agir revolucionário. Para essas pessoas a vida eterna é banalizante e o discurso sobre sua existência é sempre considerado "alienante".

A Igreja só consegue vencer os dissimuladores quando se agarra à misericórdia de Deus com esperança, a fim de não perder o passado de vida cristã e não arruinar o futuro.

É imprescindível que se estabeleça esse equilíbrio na percepção da esperança cristã. Isso porque aqueles que só se preocupam com a eternidade acabam-se tornando vítimas das complexidades históricas da vida temporal; e aqueles que só se interessam pela vida presente tornam-se sempre presas da eternidade. Negar o mundo presente é pecar contra o Criador. Negar a eternidade é menosprezar o árduo trabalho do Redentor.

Quem consegue viver esse projeto de equilíbrio cristão, tanto se mantém livre de ser presa dos que dissimulam um cristianismo sem Cristo e salvação, como também tornam-se agentes de preservação da saúde espiritual de outros cristãos.

 

A IGREJA DEVE SER COMPASSIVA COM OS IRMÃOS QUE ESTÃO SENDO ILUDIDOS PELOS DISSIMULADORES

Em toda a história da Igreja houve mais hereges do que precisava ter havido. Digo isso porque há daqueles que se tornam hereges por opção de liberdade teológica e há daqueles que se tornam hereges porque não foram tratados com amor no início de suas dúvidas. Ao contrário, muitas vezes a Igreja trata de modo intolerante e rigoroso aqueles que estão claudicando na fé.

Judas, no entanto, aconselha uma atitude diferente daquela que muitas vezes os "fóruns eclesiásticos" têm tido com aqueles que estão começando a pensar fora do padrão:

 

"E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida — salvai-os arrebatando-os do fogo." (Versos 22 e 23a.)

 

Compaixão é o que Judas sugere!

Compaixão é preciso. Se não fosse por nada deveria ser pelo menos pelo que Rubem Alves diz com extrema propriedade:

 

"Não nos esqueçamos... que a palavra "herege", bem como a palavra "ortodoxo", são palavras usadas por alguém. É evidente que os hereges não se definiram como hereges. Heresia é uma palavra que é pronunciada pelos ortodoxos. Aqueles que têm o poder para se definir como ortodoxos e para definir outros como hereges, são, evidentemente, aqueles que são mais fortes: os que podem prender, amedrontar, expulsar. Em outras palavras, aqueles que têm o poder para usar o mundo constituído pela linguagem como instrumento de poder."

Se houvesse amor, tolerância, paciência e diálogo, conseguiríamos reduzir significativamente o número de hereges; ou porque a própria Igreja reconheceria que, em certos casos, aqueles aos quais ela julgava heréticos, eram, de fato, profetas; ou porque se concluiria que aqueles que pensam diferente são aqueles que trazem à luz novos temas para debate; ou porque se concluiria que aqueles que estão na dúvida querem crer na verdade, não na mentira, e o problema é apenas que as coisas para eles não estão tão claras assim. Enfim, com conversa e paciência "muitas heresias" são resolvidas. Porém, com radicalismo, mesmo aqueles que podem ser "arrebatados do fogo" acabam seguindo no caminho da dúvida, por terem sido maltratados. Nesse caso, quem é herege é a Igreja. Herege porque violou o maior dogma da fé, que é o amor a Deus e aos seres humanos (1 Jo 3.10,14; 4.8). Para um herege novo, melhor que um tribunal eclesiástico ou uma reunião de exame da fé, é um cafezinho numa roda de amigos interessados em ajudá-lo e com coragem de confrontá-lo em amor. E na hora dessa confrontação, amor e energia devem andar juntos. Foi Calvino quem disse: "Quando há perigo de incêndio, não hesitamos em arrebatar com violência aquele a quem desejamos salvar; pois não seria suficiente chamar com um sinal de dedo, nem bondosamente estender a mão." Porém essa afirmação de Calvino se realiza mediante o amor que quer salvar os que estão na dúvida.

Se tivéssemos tido amor e energia, algumas das melhores mentes do protestantismo brasileiro certamente não estariam fora daquilo a que chamamos de igreja evangélica. Com amor se acolhe a pessoa e com energia se enfrenta a idéia.

 

A IGREJA PRECISA MANTER-SE ENTRE A COMPAIXÃO E A SANTIDADE, ENTRE A INDULGÊNCIA E A DISCIPLINA, ENTRE O PECADO E O PECADOR

Agora Judas oferece aos cristãos e à Igreja dos seus sonhos a última base sobre a qual se pode erigir a defesa do indivíduo e da comunidade contra a infiltração dos dissimuladores, aqueles que se deixaram possuir pela Síndrome de Lúcifer. No entanto, para surpresa nossa, a recomendação do pastor-profeta Judas foi diferente daquela que faria qualquer pastor zeloso que eu conheça. Ele diz: "Quanto a outros (não os que estão na dúvid

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Presidente de honra da ieaderp

Antonio Silva Santana nasceu em 1932 na cidade de Baixa da Palmeira (BA). Iniciou seus trabalhos na obra do Senhor Jesus ainda jovem, foi separado para o santo ministério em 1970 e auxiliou diversos pastores, até ser convocado a assumir a Assembléia de Deus na cidade de Franca (SP). Anos depois, foi convocado para presidir a IEADERP. Em 1994, iniciou o trabalho de construção de um grande templo, localizado na Via Norte. Em 2014 ele completará 30 anos de ministério. O evento de ação de graças aconteceu nos dias 11 e 12 de Janeiro de 2014 - no Grande Templo da IEADERP.

Para contato com o pastor presidente o email: comunicacoes.ieaderp@gmail.com ou pelo telefone 16 3636-9591 (Ribeirão Preto).

Pastor Antonio Silva Santana e irmã Lourdes Santana 

Pastor Presidente.Jairo Santana

Palavra do Pastor Presidente ESTAMOS NA HORA FINAL.

 

A hora do esforço maior!

O Apóstolo João adverte: “Filhinhos já é a ultima hora”( I João 2 : 18)

O gelo da incredulidade tem apagado a chama de muitos corações.

Para nós é a última hora, por isso inimigo de nossas almas tem aumentado a sua semeadura, obscurecendo a obra de Deus e arrancando os últimos grãos de mostarda dos corações fiéis. Através de sutilezas, ele desvia a atenção dos crentes para o materialismo e destrói o vinculo da perfeição que procede do verdadeiro temor de Deus – principio de toda a sabedoria (Pv. 9:10). Tomemos uma decisão agora, antes que seja tarde demais, não basta termos uma visão das necessidades espirituais do mundo e continuarmos de braços cruzados, apenas sentir-se superficialmente comovido, o que nada resolve. É necessário que nos levantar, entrar em ação e fazer alguma coisa.

Paulo, o grande missionário, quando teve a visão do moço da Macedônia, não se esquivou, nem apresentou desculpas, mas deixou tudo e imediatamente partiu. Que o mesmo aconteça conosco! Que os nossos olhos contemplem os milhões sentados em densas trevas, esperando por alguém, por uma mão estendida para conduzi-los a Cristo, pois se aproxima o grande dia da volta do Senhor Jesus e muita coisa ainda há para ser feita. Precisamos reconhecer que ainda há muito que se fazer em prol da evangelização. O Mundo é um campo vastíssimo, muitas igrejas estão perdendo o seu vigor espiritual se envolvendo no luxo, na política; num evangelho social. Oremos irmãos, para que um verdadeiro avivamento venha abrasar os corações, assim teremos certeza que haverá semeadores em número suficiente para esta hora final.

Resta-nos pouco tempo.

Cristo convoca a todos os crentes – fiéis soldados para a obra do esforço maior. Entremos em ação, pois uma responsabilidade sem limites recai sobre os ombros dos legítimos servos de Deus.

“Livra os que estão sendo levados para a morte e salva os que já estão cambaleantes” Prov. 24: 11.

Nós somos os legítimos responsáveis por esta geração. Qual será a nossa atitude? Permaneceremos surdos ao gemido de milhões ao nosso redor que clamam por salvação?

Façamos nossas as palavras do Apostolo Paulo: “Porque se anuncio o Evangelho não tenho de que me envergonhar, pois me é imposta essa obrigação e ai de mim se não pregar o Evangelho” (ICo. 9:16)Urge uma ação total e poderosa da Igreja do Senhor no Brasil para a evangelização de todos as gentes. Os trigais estão maduros.

Que assim Deus nos ajude! Amém.

Pastor.Jairo Santana 

Presidente da Igreja Evangelica Assembléia de Deus  Missão Ministerio de Ribeirão Preto s/p

IEADERP

Poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos

os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição

me encoraja a seguir em frente pela vida...mas é delicioso que eu saiba

e sinta que eu os adoro, embora não declare e os procure sempre...

 

Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu Seu filho unigênito,

para que todo aquele que nee crê não pereça, mas tenha a vida eterna.Jo 3.16,

Os Fundadores das Assembleia de Deus No Brasil os Misionário Suecos Daniel Berg e Gunnar vingren

ESTA ERA A PREGAÇÃO DOS MISSIONÁRIOS ,Jesus Salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará!

"Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém do Pará, em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da Humanidade e a atualidade do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais.


Em 18 de junho de 1911, os missionários suecos e mais dezenove irmãos, oriundos da Igreja Batista de Belém, fundaram a Missão de Fé Apostólica, que mais tarde, em 1918, ficou conhecida como Assembléia de Deus".

“No dia 5 de novembro de 1910, os missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren deixaram Nova Yorque abordo do navio "CleMent" com destino à Belém do Pará. No início do século XX, apesar da presença de imigrantes alemães e suíços de origem protestante e do valoroso trabalho de missionários de igrejas evangélicas tradicionais, nosso país era quase que totalmente católico [...] Disso tudo surgiu a necessidade de que o trabalho fosse organizado como igreja, o que se deu a 18 de junho de 1911, quando por deliberação unânime, foi fundada a Assembléia de Deus no Brasil, tendo em Daniel Berg e Gunnar Vingren os primeiros orientadores [...] Em 11 de Janeiro de 1918 a denominação foi registrada oficialmente como pessoa jurídica. Com o nome de Assembléia de Deus.”

 

em  6 de Março de 1946 nasce o primero circulo de oração na casa de irmã Albertina no Recife .

 

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

2 Coríntios 5:17

VOCÊ AINDA PODE ESCOLHER, CEU OU INFERNO?EXISTEM DUAS PORTAS,UMA DELAS ENTRAREMOS 

SEREMOS BEM RECEPCIONADOS,POREM A OUTRA SEREMOS EMPURRADOS E OBRIGADO A ENTRAR...

VEJA BEM,DUAS PORTAS E UMA SÓ ESCOLHA...E VC JÁ FEZ A SUA ???????

 

 A HISTÓRIA DE LÚCIFER

Conferência por Rodrigo Romo.
Hotel Sheraton, Lisboa, 25 de Fevereiro de 2005
(Os comentários entre parênteses, são de Vitorino de Sousa, que fez a transcrição e a adaptação do que foi dito)
Boa noite. Obrigado pela presença.
Bom, o tema para hoje é um tanto ou quanto crítico e problemático, pois aborda aspectos religiosos pesados:
como é que Lúcifer penetra na estrutura religiosa terrestre há mais de 450 000 anos? Como é que, ao
longo da história da Humanidade, vários semideuses (extraterrestres de várias civilizações galácticas) - os
chamados “anjos caídos” - foram confundidos com Lúcifer que, por sua vez, foi confundido com Satã ou a seita
de Baal, dos Sumerianos?... A Ordem do Dragão Negro surgiu na região central de Órion, na estela Rigel. Esta
estrela representa o berço das raças reptilianas, os Dracos, formatados a partir de um propósito essencial:
sobrevivência biológica, mental, e emocional nas piores condições geológicas e ambientas de existência.
Vejamos desde o início:
O Co-criador do nosso universo local, Nebadon, é Micah (Sananda/Jesus). A Astronomia afirma que a nossa
galáxia (Via Láctea) está localizada no chamado quadrante das 21 galáxias, que é considerado uma zona de
livre arbítrio pelo Comando Estelar. Neste quadrante existe uma proposta evolutiva multi-racial e multinacional
(há outras) onde todos os Filhos viventes têm o direito de aprender a ser co-criadores com Deus. Neste sentido,
as Mónadas Superiores de Escala Maior, que dão origem ao nosso Eu Superior, manifestam-se através de um
processo de encarnação, por via da alma. Daí surge a fragmentação de almas e o primeiro arquétipo da “alma
gémea”… que passamos a vida a procurar e nunca encontramos.1 Então, neste quadrante das 21 galáxias –
regido por Sananda/Jesus - todos os seres cósmicos das Hierarquias dos Arcanjos, Serafins, Querubins, Elohins,
etc., manifestaram o propósito de criar, não um, mas vários protótipos existenciais. O nome de Sananda começou
a tornar-se conhecido, substituindo a energia de Jesus, porque sempre que as pessoas se lembravam de
Jesus Cristo, lembravam-se de Jesus crucificado. Por isso, foi necessário mudar esse conceito para uma visão
de uma entidade alegre e carinhosa. Mas é o mesmo ser.
Segundo os escritos de recebidos por canalização, Nebadon tem cerca de 200 biliões de anos. Mas, como tal
é possível se a Astrofísica afirma que o nosso Universo tem somente cerca de 15 a 22 biliões de anos? Esse
valor está correcto mas diz respeito à manifestação física, palpável, que os cientistas registam através de
técnicas desse próprio plano físico, mas que não conseguem captar os outros cerca 90% da matéria do Universo.
Qual é o maior enigma actual da Astrofísica? É que os mais de 100 biliões de galáxias já detectadas pelo
telescópio espacial Houble representam apenas de 8 a 12% da massa total do Universo. Onde está o resto?
Trata-se de uma energia invisível, que está além do plano físico. É aqui que surge a Teoria Quântica das
realidades paralelas. Desta forma, passa a ser compreensível a informação, recebida por canalização, de que o
nosso Universo tem cerca de 200 biliões de anos, porque estamos a lidar com uma idade não relacionada com a
fisicalidade que nós percepcionamos, mas sim com os outros planos paralelos transdimensionais… que é,
precisamente, onde actua Shtareer, que me foi fornecendo essas datas.
Mas, afinal, como chegamos a Lúcifer?
Quando essas 21 galáxias foram estruturadas, cada uma delas recebeu uma Hierarquia Administrativa que
faria a gerência e a produtividade, ao nível da qualificação e da quantidade das almas a serem distribuídas pelo
Processo Evolutivo. Os famosos Arcanjos foram distribuídos para fazerem a vistoria geral de cada galáxia, trabalhando
com pequenas constelações onde iria ser colocado o Projecto de Vida. A responsabilidade pela zona
chamada “Braço de Órion” ou “Constelação de Órion” foi atribuída a Lúcifer, o 37º Arcanjo “abaixo” de Deus
(Micah). Diz-se, inclusive, que é o Arcanjo mais célebre da Criação. A sua função era, pois, administrar e reger
os processos evolutivos de todas as raças pertencentes ao braço espiral de Órion, ao qual nós pertencemos.
Anágora é uma galáxia vizinha da nossa Via Láctea, situada a cerca de 3255 milhões de anos-luz, mas tem
uma regência diferente. Quando surgiu a frase cósmica “Crescei e multiplicai-vos”, ela foi aplicada a todas as
partes do Universo, sem excepção. Então, todos os Seres das Ordens Espirituais começaram a procriar. O Ser
1 - Veja o texto de Shtareer “Complemento Divino” em www.velatropa.com, botão “Sirva-se”, ligação para ”Yasmin”.
que equivale a Jesus (Micah/Sananda) em Anágora chama-se Anhotak. É um ser da Ordem de Lanonadeck que
habita a 15ª dimensão de consciência.2 Também ele, evidentemente, respeitou a instrução do Pai: “Crescei e
multiplicai-vos”, e começou a multiplicar-se naquela galáxia, que escolhera como o seu Centro de Procriação.
Mas descobriu uma coisa fantástica, extremamente interessante e muito profunda: ele podia “alimentar-se” das
emoções e das percepções dos seus Filhos. Anhotak tinha descoberto uma fonte inesgotável de “alimento”,
êxtase e autocrescimento. Porta nto, esta era uma forma magnífica (e diferente!) de co-criar, crescer e evoluir.
E, no início, os seus filhos sempre acabavam por regressar a ele, com todo o conhecimento adquirido através
das experiências vividas ao longo do seu desenvolvimento, já que a frase real não é “Crescei e multiplicai-vos”,
mas “Crescei, multiplicai-vos e regressai a mim”. Mas o Arcanjo Anhotak passou a “esquecer-se” desta última
parte da frase e deixou de permitir que os seus Filhos voltassem para a Casa do Pai.
Esta é a grande diferença que separa Anhotak (galáxia Anágora) de Sananda (galáxia Via Láctea).
Porquê?... Micah foi bem claro quando deu este comando a todos os seus Arcanjos: “Crescei, multiplicai-vos
e regressai a mim para que, juntos, cheguemos ao Pai Maior. Por conseguinte, os Co-criadores que acatam a
Frequência Crística permitem que os seus Filhos cresçam, despertem a sua consciência, ascendam, se fundam à
Fonte do EU SOU e se somem na Consciência Crística/Mahatma/Búdica universal para que, juntos, façam a
transcendência cósmica para as Esferas Maiores.
Essa é a chave. Mas Anhotak descobriu que isso podia ficar para mais tarde! Então, começou a arrebanhar
raças e raças, limitando-as até à 7ª ou 8ª dimensão de consciência, impedindo-as de ascender. Com isto, criou
uma sociedade altamente racional, com baixa intuição para que as diversas raças não pudessem “chegar” à
espiritualidade, ficando assim presas na famosa Matriz de Controlo. Portanto, a Matriz de Controlo não é da
Terra, vem de fora, é cósmica e tem milhares de anos! Então, os Seres que estão ao serviço da proposta de
vida da Anhotak (não reintegração na Consciência Crística), acreditam e actuam com base naquilo que, para
eles, é real. Embora esses irmãozinhos actuem de uma forma que, para nós, é indevida, estão a
comportar-se de acordo com o que acreditam ser a verdade, e crendo que somos nós que estamos
errados. Quando nós conseguimos compreender essa forma evolutiva, torna-se mais fácil aceitar o
comportamento de um ser não Confederado (não filiado na Confederação Intergaláctica).
Então, aquela passagem bíblica em que o “diabo” tenta Jesus, não tem o objectivo de o tirar do caminho; é
uma tentativa de provar que a verdade do outro (Anhotak) é superior à de Jesus. É um confronto ideológico e
político intergaláctico! Portanto, a galáxia Anágora tornou-se o centro administrativo e jurídico existencial
dessas raças, em grande parte reptilianas e insectóides. Porquê?...
Quando um planeta qualquer passa pelo processo de adaptação geológica, quais são as primeiras formas de
vida que vão suportar as intempéries das alterações geológicas? Os insectos e depois os répteis! Por isso, essas
duas formas biológicas de vida foram escolhidas propositadamente para criarem os Impérios das super-raças e
das superpotências. Os reptilianos e os insectóides não têm sentimentos, pois isso não faz parte da sua
matriz genética original. Têm, contudo, um enorme poder intelectual, uma mentalidade racional 1000 vezes
superior a um Humano. O QI de um reptiliano de nível inferior anda pelos 600 ou 700. Não tem, por isso,
comparação com o nosso (que dificilmente chega aos 100!). Um reptiliano de nível superior chega a um QI de
2600! Mas eles não têm emoções. Então, qual é a grande dificuldade de um reptiliano?... Sentir! Eles são
regidos (geneticamente) por processos lógicos (equivalentes ao hemisfério esquerdo humano).
Notem: um reptiliano não é um assassino, não é um ser malvado; apenas é regido por um comportamento e
racionalização diferentes. Aí é que está o problema (do preconceito dos Humanos em relação aos “maus”). Os
valores éticos e morais de um reptiliano não são iguais aos nossos… e olha que nós não somos nenhum modelo
de ética e comportamento! Então, temos de ter cuidado, porque a nossa ética é muito questionável.
Certa vez, no Brasil, tive contacto com uma cidade intraterrena de Zetas e Grays. Quando me projectei para
conversar com eles e tentei questionar o seu comportamento, eles disseram: “Quem são vocês para questionarem
o nosso comportamento? Vocês matam por dinheiro. São capazes de matar a própria mãe por dinheiro;
por egocentrismo destroem o planeta que vos dá o alimento. Na nossa sociedade, nós não matamos;
respeitamos a vida. Para nós, vocês (Humanos) representam um vírus letal, que está a destruir o próprio planeta
que vos alimenta.” Se reflectirmos sobre o que eles disseram, verificamos ser verdade: a nossa sociedade
está a destruir a Mãe Terra. Matamo-nos por bens materiais, não respeitamos a vida de nada nem de ninguém.
Por isso, estamos nesta situação mundial, que continuará enquanto a nossa consciência não foi despertada e
realinhada. A posição deles é bem interessante, apesar de serem considerados “não confederados”. Mas é só
porque a sua ética é totalmente diferente do conceito crístico - o regresso à Luz.
2 - A Ordem de Lanonadek é uma Ordem de Co -criadores Cósmicos extraterrestres com o poder de co-criar a nível genético.
São os antigos deuses de que falam todas as Escrit uras, incluindo a Bíblia.
Então, há mais ou menos 16.7 biliões de anos, na nossa Via Láctea, Lúcifer, juntamente com uma regência
de seres da Ordem Lanonadek, dá início ao projecto de plantar vida num universo “astral”, de 4D a 6D, que,
com o tempo e a instabilidade magnética da Via Láctea, viria a cristalizar-se nos níveis mais densos de 1D a 3D.
Isto, é claro, não aconteceu de um dia para o outro, demorou alguns milhões de anos.
As primeiras formas de vida a cristalizarem-se no nosso “Braço de Órion” – o nome correcto é “Constelação
de Satânia”, donde derivou o nome de Satã, que entra na história mais tarde - foram as formas marinhas, os
insectos e os répteis. A forma reptiliana, surgida em Órion com cerca de 713 espécies distintas, começa a cristalizar-
se fisicamente – como nós entendemos este conceito – há cerca de 14.3 biliões de anos. O centro desta
manifesta ção ocorre nas estrelas Shaula, Gareb, Spica e em Antares, que é a estrela mais brilhante da
constelação de Escorpião. Também temos outras formações na constelação de Draco, em Rigel – que foi o ponto
mais importante onde se formou o grande império de Órion. Basicamente, o formato reptiliano e insectóide
existe em quase toda a Via Láctea, por uma questão natural de sobrevivência.
O arquétipo adâmico – como nós entendemos o Adão humano – começou a chegar ao nosso quadrante da
Via Láctea, a nível telúrico, há cerca de 9.8 biliões de anos. A sua cristalização física (3D) só viria a ocorrer há
7.4 biliões de anos numa estrela da constelação de Lira. Esse sistema estelar, muito próximo da estrela Vega, a
26 anos-luz da Terra, foi escolhido para manifestar a primeira experiência genética mista, entre Humanos e
Reptilianos, para formar o famoso Draco, com cerca de 50% do padrão genético reptiliano e 50% do padrão
genético adâmico, Humano.
Até aqui, o plano (coordenado pelo Arcanjo Lúcifer) correu muito bem. Só que, no decorrer do processo,
Lúcifer, solicitou ajuda para a administração do seu trabalho co-criativo nos vários sistemas estelares (do seu
“Braço de Órion” ou “Constelação de Satânia”). Um dos candidatos a essa tarefa foi aquele que conhecemos
como Satã, um Lanonadek de segunda ordem da galáxia de Anágora, filho directo de Anhotak. Lúcifer conhecia
Anhotak e sabia que esse Arcanjo tinha uma proposta de vida distinta. Mas, como havia um propósito
semelhante para o grupo das 21 galáxias, achou que não havia inconveniente em chamar Satã.
Quem esteve contra esta “requisição”? O Arcanjo Gabriel. Ele foi o primeiro a perceber que aquilo iria dar
alguns “probleminhas”! Mas ninguém lhe deu atenção porque o Plano Maior previa que, no futuro, por maiores
que fossem os problemas, tudo acabaria por se resolver. Desta forma, cosmicamente, foi permitido que Satã
viesse (da galáxia de Anágora para a Via Láctea), co-criar ao serviço de Lúcifer. Mas… quem “assinaria” tudo
o que fosse feito?... Lúcifer!... Qualquer “borrada” feita abaixo dele, seria da sua responsabilidade!
Então, o que é que fez Satã?
Ele vinha de uma experiência de co-criação na qual inseria geneticamente, nas suas criações, entre 30 a
50% de negatividade. Desta forma, Anhotak, que se alimentava do campo energético emocional dos
seus filhos, criava as condições para que, em Anágora, eles fossem altamente competitivos, se entregassem
ao confronto, à competição e à sobrevivência. Lúcifer não valorizou esse “pequeno” aspecto e deu carta branca
a Satã… que começou a inserir, nos Filhos de Vega (os Dracos, a mistura entre Humanos e Reptilianos) uma
composição genética de competição e de confronto, na ordem de quase 60% de negatividade, dando origem a
uma sociedade altamente competitiva e guerreira.
Assim foi colocada a primeira semente de guerra no nosso sector da galáxia.
Todavia, não é em Vega, mas em Rigel que surge o Grande Império de Órion, através da Ordem
Draconiana, com um índice de negatividade mais baixo, mas também pela mão de Satã. Quando Lúcifer se
apercebe do que estava a acontecer, reconhece um aspecto interessante nessa proposta evolutiva: qualquer
alma que encarnasse naquelas raças, iria experimentar, ao máximo possível, o seu potencial de
co-criação… para o bem ou para o mal (o “célebre” livre arbítrio!). Naquela época, Lúcifer criara, por
decreto, no quadrante de Órion, a reencarnação obrigatória dentro das diversas raças, o que significava que a
alma aprenderia pelo sofrimento ou não, conforme as suas escolhas. Perfeito! Este processo cármico iria
garantir a evolução de todos (sem perder de vista a reintegração crística).
Acontece, porém, que, com o passar do tempo, Satã aliciou para junto de si muitos Seres ligados à Luz, que
começaram a gostar da história de criar uma condição evolutiva onde ninguém mais ascencionasse (não
reintegração crística), ficando presos até à 7D, doando o ectoplasma produzido no medo, na raiva, no
confronto, no sofrimento e na ilusão (onde muitos dos actuais Humanos ainda se encontram!). Então, em
termos telúr icos, os famosos “vampiros” absorvem o ectoplasma gerado pelas nossas emoções
negativas. Foi em decorrência deste processo que começou a surgir um Império que era uma cópia fiel de
Anágora, regida pelo Arcanjo Anhotak.
Foi aí que a coisa saiu do controlo e que começou o grande problema de Lúcifer, pois fora condescendente e
conivente com uma situação que devia ter controlado. Mas ele apostara na ideia de que aquele projecto
permitiria uma via evolutiva muito mais refinada do que o padrão existente nas outras galáxias e
dos outros universos. O mais interessante é que esta situação era do conhecimento do Conselho (Superior)
Melchizedek e do Conselho Voronandek! Por conseguinte, quando as pessoas tentam “crucificar” Lúcifer, há
muito mais “gente” lá em cima que aceitou o desafio. Essa é a questão!
No nosso quadrante, começam então a formar-se raças com alto poder competitivo… como a nossa sociedade
terrestre ainda o demonstra. Assim, no decorrer dos processos evolutivos, surge a poderosa força astronáutica
desse Império, e começam os problemas. O que aconteceu com a colonização europeia nas Américas (e
noutras artes do mundo) é uma réplica do que aconteceu no cosmos: começaram os grandes confrontos
estelares… que foram descritos, por George Lucas, nos filmes da série Guerra das Estrelas. A Ordem de Jedi e a
Ordem dos Sith são, respectivamente, a Ordem dos Cavaleiros de Metraton – conhecidos como os Cavaleiros de
Maytreia – e os Cavaleiros da Ordem do Dragão Negro. Essas pessoas com poderes extrafísicos, que
dominavam o poder encarnacional, existiam e formavam esses impérios. Então, no decorrer de milhares e
milhares de anos, muitos impérios surgiram e decaíram, muitas guerras foram travadas, muitas destruições
planetárias de nível apocalíptico, ocorreram.
Entretanto, segundo o decreto de Lúcifer, as almas continuavam obrigadas a encarnar sistematicamente nas
diversas raças, para poderem evoluir.
Então, o Arcanjo Miguel, apoiado pelas Hierarquias das Fraternidades Cósmicas, começa a inserir o Projecto
Avatárico em cada uma dessas raças: Seres ascencionados da Hierarquia Superior, predispunham-se a encarnar
dentro de certas Raças com o objectivo de despertar a Consciência Crística. Lúcifer apoia o projecto de
Miguel e “convida” vários dos seus comandados para começarem a inserir, nessas raças, Avatares da Ordem
Lanonadek com o intuito de despertarem a consciência dos seres através da via da religião.
Lúcifer é uma entidade de nível vibracional de 16 a 18D, que nunca encarnou em nenhum planeta e sempre
orbitou como um Arcanjo. A questão é que cada planeta de Satânia, criado pela Ordem Reptiliana,
tinha um deus chamado Lúcifer ou Baal. É assim que o nome deste Arcanjo começa a surgir como cocriador
local, porque ele era a instância máxima do quadrante!
Um parêntese para dizer o seguinte:
1) A Hierarquia Arcangélica trabalha o aspecto espiritual da evolução.
2) A Hierarquia dos Elohins trabalha com a estabilidade atómico/molecular dos corpos, inclusive o físico.
3) A Ordem Lanonadek (Lúcifer) é a responsável pela fixação dos padrões de ADN, que cristalizarão a forma
de vida material. São os geneticistas, por assim dizer.
Então, como geneticista, o papel de Lúcifer era co-criar. Portanto, era ele que “assinava” a documentação
relacionada com esses projectos. É considerado o Deus Criador em muitos planetas do nosso quadrante,
porque, na consciência desses seres, Lúcifer era o autor dos seus moldes biológicos. Por isso, em muitas das
nossas religiões antigas - Atlântida, Lemúria, Suméria, etc. - se fala de Baal e Lúcifer. Para toda essa gente ele
era o co-criador racial, era a Regência Máxima.
Mas vejamos outros aspectos:
À medida que cada planeta foi evoluindo e envolve ndo-se com a proposta energética de Lúcifer, a população
começou a criar um holograma dessa entidade na sua consciência e na do planeta. Da mesma forma que nós
temos um holograma de Jesus crucificado, de St. Germain e tantos outros seres que conhecemos ou de quem
“ouvimos falar” - criado pelas nossas formas-pensamento, que projectam uma energia (capaz de formar uma
“imagem” na consciência) - também os povos desses planetas criaram um holograma de Lúcifer de acordo
com a suas crenças. Isto originou um holograma multidimensional da consciência de Lúcifer, fragmentada na
cultura religiosa de cada um desses povos.
É aqui que começa o grande problema. Porquê?
Porque, muito tempo depois, a guerra (como consequência do alto índice de negatividade dos padrões
genéticos) chegou ao ponto culminante de destruir 7 ou 8 estrelas, com seus respectivos planetas e populações
– uma chacina absurda. É então que, pela primeira vez na história conhecida das nossas civilizações estelares, a
Confederação Intergaláctica intervém, através de Shtareer, de Miguel e outras Hierarquias Superiores,
impedindo o confronto físico e pondo finalmente ordem na situação.
Neste contexto, o que é que foi determinado?
Todos os seres que tinham violado a primeira lei “Não matarás”, a segunda lei “Ama o próximo como a ti
mesmo”, e a terceira lei “Respeita o livre arbítrio do próximo”, foram encerrados numa grande Barreira de
Frequência (véu) e chamados às suas responsabilidades reiniciando o seu ciclo de reencarnações em 37 planetas
de exílio (entre eles a Terra). Trata-se de um exílio temporário para, partindo de um novo ADN
contendo a herança hereditária de todos os grandes impérios (que se guerreavam entre si), acabar de
vez com a competitividade. É assim que o ADN dos Humanos terrestres possui uma carga hereditária das 22
Raças Cósmicas que se odiavam entre si, por motivos religiosos, políticos, etc. Portanto, como a nossa alma,
durante muitas encarnações, encarnou na Raça Reptiliana - que não podia ver a Raça Humana - foi obrigada a
encarnar também como Humana. Ou seja, para acabar de vez com a percepção psicológica, vivida no passado,
da competitividade de uma Raça em relação a outra, a alma teve de encarnar aqui, guardando a herança
hereditária de todas as raças que achava serem suas inimigas.
Este foi o Grande Plano… que Lúcifer também apoiou.
A verdade é que, no princípio, não se sabia até que ponto uma alma, com o ADN manipulado negativamente,
poderia levar a sua maldade. Naquele momento da História Galáctica não se conhecia o limite da maldade.
Aliás, nem se sabia que a maldade era ilimitada. Por conseguinte, o problema existia porque Lúcifer apostou
num projecto sem estar precavido, sem estar devidamente apoiado, até juridicamente. Lúcifer não sabia o
que poderia acontecer. Era uma incógnita. Quando ele se dirigia ao Pai e lhe perguntava: “O que é que vai
acontecer?”… Micah não respondia! Não respondia porque nunca tinha estado aqui em baixo. Micah partia do
princípio que uma alma divina provinha de Deus. Por mais que descesse até aqui para brincar à “dualidade”,
sendo umas vezes boazinha e outras vezes mazinha, manter-se-ia num parâmetro de equilíbrio. Portanto, o
desequilíbrio criado artificialmente, por via genética, por Satã e seus Irmãos, jamais cabia na cabeça de Sananda.
Isso era algo impossível. Desta forma, Lúcifer nunca obtinha uma resposta do Comando Superior acerca do
que eles achavam do projecto. É essa falta de comunicação que Lúcifer expõe nos seus escritos.
O opositor do projecto foi Gabriel, pois, a longo prazo, apercebera-se de que a coisa não ir ser tão fácil
quanto se imaginava. Mas Lúcifer julgou que bastaria colocar uma Barreira de Frequência para limitar o
processo. Ninguém imaginava que a coisa chegasse onde chegou e que as nossas limitações genéticas criariam
uma “bomba atómica” emocional.
Imaginem todos nós, trancados aqui (nesta sala) a pão e água; não tardaria a atingirmos o desespero. Foi o
que aconteceu no cosmos!
É por isso que cada um de nós está a passar por esse processo, vivendo em sociedades altamente racionais
e evoluídas tecnologicamente (mas com baixo índice de espiritualidade). Desenvolvemos a percepção emocional
e racional, e aprendemos a respeitar aquilo que temos como certo. Portanto, tudo foi manipulado de uma
forma totalmente indevida pelas hostes intermediárias… cujos membros acabaram também por cair na dualidade
(tendo de passar a encarnar), por terem seguido projecto de Anhotak, totalmente desarmónico em relação
ao projecto original do Arcanjo Miguel.
Por conseguinte, havia uma segregação energética: as Hierarquias de Luz Crísticas orbitavam lá em cima e
as outras orbitavam aqui em baixo. Estas, porém, não eram más; não se tratava de seres malvados; apenas
tinham propostas diferentes. Cada Raça, do seu ponto de vista, achava-se na razão do que pregava.
Porém, muito frequentemente usavam a guerra como forma de comunicarem os seus valores.
Foi essa forma de agir que saiu do controlo.
Quando começou o exílio nos 37 planetas, quem é que pagou a conta?... Lúcifer, pois fora ele que assinara
o projecto!
Aqui na Terra, com a manipulação religiosa, consideramos Lúcifer como um grande Anjo Caído. Mas quem
era o seu colaborador directo?... Satã, que fora chamado para a Terra, que estava perto de Rigel (700 anos-luz
aproximadamente) onde tinham ocorrido os maiores confrontos bélicos. Aliás, Satã já tinha desenvolvido alguns
projectos, como Maldek3 e Niburú, que também não tinham dado um resultado muito harmónico. Então, devido
ao aprisionamento terrestre dos seres das 22 raças, as religiões por eles formadas são baseadas em Baal e em
Marduk, os nomes herméticos de Lúcifer.
É em face destas situações culturais e religiosas que começam a surgir os seres da Ordem Crística (como
Miguel postulara para acabar com a situação satânica). Sanat Kumara, por exemplo, vindo de Vénus há 18.6
milhões de anos, funda na Terra a famosa Fraternidade Azul de Vénus, que acabaria por se tornar na Fraternidade
Branca da Terra. Com a chegada dessa Entidade, a Terra inicia um processo de evolução através do Cristo,
confrontando a evolução pela dor e pela terminologia dos Filhos de Satã. Nasce assim uma nova etapa
evolutiva da Terra, onde começa surgir a imagem negativa de Lúcifer como um Anjo Caído. A Humanidade,
através de rituais de oferendas de magia negra, cria um arquétipo de um falso Lúcifer de 6D, porque
a maior parte dos seres espaciais, caídos ou renegados, eram de 5D e 6D. Surge então o holograma do
Lúcifer terrestre de 6D, porque na verdade, ele nunca esteve aqui (3D). Quem esteve aprisionado aqui foi
Satã. E nós confundimos os dois!
Desta forma, no plano astral e no Umbral, começa a surgir um holograma do “diabo”, formatado por nós
através da magia negra, ao qual, erradamente, demos o nome de Lúcifer e outros nomes, que se referem a
3 - Planeta que orbitava entre Marte e Júpiter. Foi destruído numa guerra nuclear. Actualmente é o conhecido “Cinturão de
Asteróides” do nosso sistema Solar.
antigos Comandantes Estelares extraterrestres aprisionados na Terra para passarem pelo processo evolutivo
encarnacional, mesmo no Umbral, a fim de corrigirem o desvio infligido sobre a Humanidade através da manipulação
genética. Assim se formatam os Tronos do Umbral – a que a tradição religiosa chama “inferno”. Foi
neste processo que separámos o Céu da Terra, à superfície ou no subsolo. Por isso, muitas pessoas se
assustam quando ouvem falar dos intraterrenos, porque acham que qualquer ser intraterreno é um ser negativo.
Mas isso não existe.4
Então, o que é que surge desta situação?
Há mais de 450.000 anos começam a formar-se Impérios Umbralinos, digamos assim. O Umbral da Terra e
dos outros 36 planetas, têm sete dimensões para baixo, cada uma delas subdividida em 7 frequências, o que
totaliza 49 níveis de Umbral ou 49 “infernos”, cada um deles com uma regência específica. Foi por estes diversos
níveis que estes seres negativados se subdividiram. Desta forma, os Tronos dos Potentados da Luz controlam
a nossa evolução e os Tronos Negativados do Umbral controlam a evolução umbralina. E nós estamos no
meio! Portanto, nós subimos ou descemos consoante as nossas escolhas e manifestações. Podemos assim
explicar as Religiões, o Ocultismo, o Espiritismo, tal como os Comandos Estelares e a verdadeira origem de
Lúcifer dentro de todo este contexto.
Como se disse, o Arcanjo Lúcifer nunca esteve na Terra, encarnado ou aprisionado; esteve supervisionando.
Num encontro que tivemos extrafisicamente, ele deu-me a entender que foi leviano, foi um Pai que não soube
colocar o Filho no seu verdadeiro lugar. Foi libertino ao passar a mão na cabeça do Filho (Satã) sem saber o
que esse Filho andava a congeminar. Portanto, a grande falha de Lúcifer foi ter sido totalmente conveniente
e não se ter preocupado detalhadamente com o processo. Essa foi a grande falha dele. Mas o
“diabo” – como lhe chamavam – já se retratou perante Sananda/Jesus e começou a trabalhar em prol no
grande Resgate Cósmico da Terra.5
Na verdade, o que é que aconteceu a nível do Grande Jogo Cósmico?
Quando ocorreu o clímax do Grande Confronto Cósmico e o Arcanjo Miguel interveio, com a sua frota, por
conta própria sem pedir ordem a ninguém, o Chefe (Micah/Sananda/Jesus) foi chamado, pois tinha acontecido
algo inédito: um Arcanjo tinha intervido no processo evolutivo da galáxia! É aí que o “Velho” resolve tirar os
óculos, largar a bengala e dizer: O que é que está a acontecer? (Risos). Foi naquele momento que Micah se
apercebeu da magnitude do que significava ter aberto um espaço chamado Universo de Livre Arbítrio.
Naquela época, Shtareer, que estava no seu Universo, chamado Shinkara, veio trazer a Micah o arquétipo
co-criacional de Shinkara, que também era um padrão de dualidade. Só que, para manter o projecto estruturado,
esse padrão de dualidade, sob o comando de Shtareer, fora controlado e permitira, no máximo, 15 a 22%
de negatividade e competitividade no ADN daqueles seres. Quando Shtareer soube que Satã e Lúcifer estavam
a trabalhar com taxas muito superiores, apercebeu-se que a coisa daria problemas. Veio então falar com Micah.
Na verdade, Micah nunca acreditou na maldade de ninguém. Ele não conseguia conceber que um Filho Cósmico
chegasse ao ponto de arquitectar uma destruição em massa. Do ponto de vista de um Ser Cósmico
daquela grandeza, tal coisa não tem nexo, não faz sentido, não pode existir. É como virem dizer a alguém que
o filho é assassino. “Não pode ser! Eu viu-o nascer! Como pode ser um assassino?”… Jesus, naquele plano, não
conseguia conceber que um Filho dele chegasse a tal ponto. Quando ocorre a Grande Intervenção de Miguel e
outros Seres, gera-se um grande problema porque Micah, não convencido da dualidade, disse: “Eu vou descer e
experimentar fisicamente cada um desses (37) mundos, para saber o que é essa dualidade de que vocês tanto
falam”. Aí, quem teve um ataque cardíaco – se assim se pode dizer – foi Gabriel e Metraton, porque, nunca na
História Cósmica, um co-criador desse gabarito tinha descido para um nível de 3D, usando um corpo biológico
humano! Não havia registos disso. Mas Micah disse que ia quebrar a regra porque, antes de criar qualquer
sentença, queria entender os seus Filhos. Então, foi criado um Projecto Avatárico em cada um desses mundos.
Foi assim que Sananda desceu em cada um dos 37 planetas; não só na Terra.
O factor inédito deste processo foi que os seres renegados, Anhotak, Satã e seus acólitos, jamais
acreditavam que o próprio Pai viesse ao nível físico. Naquela passagem bíblica em que Satã vai ao deserto
tentar Jesus, Satã não tinha ideia de quem era aquele ser. Ele supôs que era um Filho da Alta Hierarquia, mas
nunca imaginou que fosse o próprio Criador. Então, o encontro de Satã com Sananda, já com a Consciência
Crística acoplada (depois do baptismo), significou a quebra de todos os seus paradigmas.
Tal como nós, Jesus viveu na carne os grandes problemas da dualidade, dos quais reclamamos. Mas os
Seres Ascensionados têm dificuldade em entender os nossos problemas materiais, porque vibram em outra
4 - Veja no final deste texto o que diz Kryon sobre este mesmo assunto,
5 - Vejam-se, pelo menos, as suas canalizações no botão “Sirva-se” de www.velatropa.com, ligação para “Lúcifer”.
oitava de energia. Era o que acontecia com Micah até Jesus os experimentar, ao vivo. Como também esteve
nos outros 36 planetas, conseguiu entender o que se passava.
Foi aí que Micah criou o conceito da Operação Resgate: todas as almas passariam, a nível cósmico, pela
divisão do trigo do joio, sem excepção. A Operação Resgate não seria uma operação fís ica de resgate, mas
sim uma libertação energética através da consciência de cada um. Nós vamos elevarmo-nos através da
consciência porque Jesus verificou que eram típicos os ciclos de decadência consciencial (como ocorrera na
Atlântida e na Lemúria). E porquê?... Porque, quando os Comandos Estelares evacuavam o planeta, voltavam a
colocar as pessoas aqui, uns tempos depois… sem terem aprendido nada. Por isso, o projecto foi alterado e
vamos ter de despertar a consciência a partir dos próprios processos internos. Por essa razão, na Convergência
Harmónica, foi declarado que a Terra não seria aniquilada numa 3ª Guerra Mundial ou num cataclismo, como
nós acreditávamos que iria acontecer. Por isso, as profecias chegam até 1985 ou 86 e depois não se concretizaram.
Se considerarmos as profecias de Edgar Cayce, a Califórnia era para ter afundado em 1985. Mas não ocorreu.
Depois passou para 87, e também não afundou… Voltaram a adiar para 2002, mas ainda está lá, porque o
Projecto da Terra foi mudado através da interferência divina do Pai, no caso Micah/Sananda/Jesus. Assim,
todos os arquétipos cósmicos dos Arcanjos, Elohins, Serafins, etc., começaram a actuar na reconstrução da
malha electromagnética da Terra para recuperar a nossa verdadeira consciência.
Foi aí que eu me deparei com o holograma de Lúcifer de 6D que, até há um ano e meio atrás, não sabia que
existia. Eu conheço o Lúcifer original, mas não o do holograma de 6D formatado por nós, pois sempre me
projecto acima de 8D. Então, apercebi-me que somos nós que criamos os hologramas, através dos rituais
religiosos das nossas fés, no plano astral e telúrico. Foi assim que criámos o diabo, que nunca existiu! Criámos
um holograma com chifres, rabo e um tridente na mão… mas esquecemo-nos de que o tridente é um ceptro de
poder representa tivo da Trindade - o Pai/Mãe, o Filho e o Espírito Santo - e não uma ferramenta do diabo. É o
símbolo de Neptuno, o Senhor dos Mares. Mas, para nós, simboliza o quê?... O garfinho para espetar no nosso
traseiro! (risos). Então, foi através das crenças religiosas que criámos diversas correlações de Lúcifer e tantas
outras divindades que, para nós, representam o demónio.
Na verdade, originalmente, esses demónios eram o quê?... Seres do espaço que não respeitavam as três leis
máximas. Isso, porém, não significa que sejam demónios; significa que têm uma consciência e uma
conduta ética questionável. O problema não são eles, somos nós que, com o nosso fanatismo, criámos
aquelas frequências intermediárias negativas. Então, quando, depois de desencarnar, nos manifestamos através
do processo mediúnico, começamos a lutar, a ofender, a exigir sangue, a pedir bebida, fumo, etc. Ou seja,
criamos um holograma e, quando desencarnamos, encorporamo-lo e ficamos presos a ele. Então, enquanto a
nossa consciência não despertar, estamos presos e, consequentemente, vibramos naquela energia. Assim,
quando nos manifestamos mediunicamente, demonstramos aquilo que acreditamos ser real.
Esse é o grande problema das Escolas de Magia, da Umbanda e do Candomblé e suas correspondências no
mundo inteiro, porque não trabalham no conceito crístico da luz, mas no conceito do dinheiro. Cada um chega
lá e paga para que eles dêem um jeito na sua vida, usando, de forma indevida, as entidades ditas demoníacas,
para aprisionarem as pessoas nessa linha de trabalho. A questão é que, infelizmente, muitas dessas pessoas
alimentam conceitos religiosos e apreciam posturas de intercâmbio com esses “demónios” do outro plano.
E aqui voltamos a falar da energia de Lúcifer.
O que significa “Lúcifer”?... Luz, aquele que é feito de luz!... Então, Lúcifer jamais foi um Anjo Caído. Cometeu
os seus erros, concordo, mas não com a intenção destrutiva que as pessoas imaginam. Satã também cometeu
erros?... Cometeu. Mas porque foi ensinado no contexto de um padrão evolutivo distinto.
Querem ver um paralelo com os Humanos?... Imaginemos uma criança que, desde pequena, frequenta a
Academia Militar. Ela vai ser ensinada a obedecer e a seguir ordens; senão obedecer, castigo! Cresce sob este
parâmetro: “O superior mandou, eu cumpro.” Foi o que aconteceu com Satã, que foi criado num ambiente
ditatorial. Aquilo que fazia e divulgava era a realidade dele. A maldade primordial não partiu dele; partiu de
uma série de situações que Anhotak criou (em Anágora). As pessoas perguntam: “Então, Anhotak é o diabo?”…
Digamos que ele foi o pivot da situação, gerada há biliões de anos atrás. Talvez nem ele conhecesse a
envergadura do que estava a acontecer e do que daí resultaria. Então, quando foi criado o processo
reencarnacional, nós passámos, a nível cósmico, a experimentar várias raças, vários processos evolutivos para
entendermos o que fora feito em cada ciclo. Nós temos lembrança plena desse processo reencarnacional
extraterreno, das encarnações em várias raças.
Bom, então, quando é que eu conheci esse famoso Lúcifer de 6D (holograma)?
Certa vez, fui chamado para fazer um trabalho no deserto chileno, mais propriamente no Vale da Lua - a
cratera de um vulcão extinto, a 2100 metros de altitude - devido aos sacrifícios feitos ali no tempo anterior à
chegada dos Espanhóis. Quando as naves começam a aterrar (para colaborar no trabalho), defrontei-me com o
holograma 6D de Lúcifer. Como estava sintonizado com Shtareer foi possível fazer o que tinha de ser feito. De
facto, no passado, tinham usado o holograma de Lúcifer para os rituais de magia. Então, para poder libertar
essas almas, a nível umbralino, eu tinha de fazer a libertação e a reinversão de um dos 7 fractais de Lúcifer.
Esse fractal foi aprisionado e entregue a Shtareer e Miguel, tendo sido feita a sua despolarização e a libertação
do elemental que fora usado para o criar.
E o que era aquele holograma?... Era o que nós tínhamos usado no passado para os trabalhos de magia
negra! Cada oferenda, cada matança feita em nome de Lúcifer e de Satã, criava um holograma energético
maligno, aprisiona ndo todas as entidades que tinham morrido em nome daquilo. Então, para poder
libertar esses seres, eu tinha de fazer a despolarização daquele arquétipo. Apesar de ter utilizado o meu corpo
físico, quem fez o trabalho foi Shtareer, Miguel e o Shiva. Foi interessante porque verifiquei que aquele
arquétipo representava as energias de ódio, raiva e poder do holograma terrestre do “diabo”. Mas um holograma
só tem o poder que você lhe der, por ter medo. Quando você sai da frequência do medo,
aquilo não tem como interagir consigo, porque não passa de uma ilusão. É como se você olhasse para
uma grande caricatura do diabo e ficasse com medo. Mas, se souber que se trata de uma caricatura sem
qualquer realidade, a coisa não tem como interagir com a tua energia. As pessoas que lidam com essas
energias negativas interagem com um diabo aparente; é o seu “diabo interno” que entra naquela sintonia.
Nesse trabalho, apesar de todos os boicotes que tivemos de enfrentar para nos impedir de chegar ao local,
libertámos 15.700 almas que estavam dentro daquele vulcão extinto.
Resumindo: através das nossas crenças religiosas, nós fomentámos teluricamente hologramas que passaram
a alimentar-se dessas energias. É aí que entram quase todas as linhas ritualistas de magia negra. No passado,
fomos obrigados a passar por rituais satânicos. Não deve ter sido nada agradável; daí o nosso medo
subconsciente dos nomes de Satã e de Lúcifer. Ou seja, durante o processo histórico extraterrestre e terrestre,
nós vivemos etapas onde as ditaduras religiosas criaram impérios pelo medo e pelo poder. E nós, obviamente,
adquirimos experiências nada agradáveis. Daí as fobias e traumas em relação a várias divindades religiosas. É
aí que ainda existe o nosso diabo interno. Ou seja, as experiências mal sucedidas geraram um arquétipo do
diabo, ao qual a Igreja chama Lúcifer e Satã. E nós aceitámos esse dogma! Então, o problema não é Lúcifer
ou Satã; é a nossa informação acerca de quem é o diabo na nossa vida. O que é que isso representa
na nossa existência? O facto é que, no nosso processo encarnacional, todos nós já tivemos um pé no Umbral!
Como funciona o Umbral?... É bem simples, e é importante saber:
O Universo é regido por vibrações e frequências. Quando nós estamos para desencarnar, o nível de
frequência em que nos encontramos determina exactamente o lugar onde vamos parar depois da
passagem. Se desencarnamos com ódio, raiva e rancor, em relação a uma situação ou a uma pessoa, cria-se
um holograma que se cristaliza do outro lado. Ficamos presos aqui e do outro lado, e entramos para o reino
umbralino, que tem vários níveis distintos de energia. Ao contrário, quando, ao desencarnar, nos entregamos a
Deus e passamos de alma lavada, porque resolvemos tudo o que havia para rever durante a vida, ou seja,
estamos tranquilos, vamos para um padrão mais elevado. Então, quando a pessoa está altamente negativada e
numa situação pesada, passa para outro lado num nível muito baixo, e vai ser servido por entidades da mesma
frequência, que o vêem como “carne nova”. Essa pessoa passa a ser escravo do “bando” já existente nessa
frequência, que é regido por uma entidade negativada.
Então, esses seres umbralinos acreditam piamente que Lúcifer e Satã são o mesmo ser, que é o diabo! De
facto, o holograma de Lúcifer, de Satã ou de qualquer um desses seres, existe realmente mas é alimentado por
nós. Assim, quando alguém trabalha com o lado negro da Força, na magia negra, para prejudicar os outros,
está alimentando seres que vibram naquela energia, que querem alimento, aquele sangue, aquele cadáver para
fazerem o que lhes foi pedido.
Temos, portanto, os dois lados; o lado luminoso e o lado demoníaco, que, infelizmente, a maior parte de nós
usou nas religiões do passado. Lembrem-se de que chegámos a oferecer a vida de crianças para aplacar a ira
de Deus. Então, cultural e religiosamente, todos nós fizemos matanças, porque tal era permitido pelas estruturas
religiosas. Todos nós desenvolvemos esse lado obscuro devido à cultura religiosa. Também isso temos de
resgatar na nossa consciência planetária que, basicamente, é o respeito pela vida, o respeito pelo próximo.
Foi essa falta de respeito que desencadeou a grandes guerras estelares. (Apontando para cima) Isso
também é para vocês! Cada vez que desrespeitamos a vida, criamos um carma.
O nosso passado encontra-se com o nosso presente, e a Terra está passando por um salto quântico estelar.
Kryon diz que, através do Implante Neutralizador, temos de nos libertar do passado, da raiva, da culpa, do
medo. Só que, muitas vezes, o medo provém de experiências extrafísicas de confrontos passados, algo que
está armazenado na memória quântica celular. Assim, eu preciso de entender que, no meu passado, por exemplo,
devido a uma crença religiosa ou racial, eu achava que tinha de matar todos os Dracos porque eles não
prestavam. Ainda hoje, na nossa sociedade terrestre, estamos em guerra por causa de disputas religiosas,
sociais, económicas e militares. As pessoas ainda se agridem por cauda de equipas de futebol! Então, o despertar
de consciência diz que temos de perdoar. Mas perdoar a quem?... A nós mesmos! E o que é que eu tenho
de perdoar a mim mesmo?... Os meus medos, derivados das experiências mal sucedidas do passado.
Escrevi muito sobre Lúcifer para que pudéssemos entender a origem da mentira que foi formatada pelas
instituições religiosas sobre ele, sobre Satã e sobre a nossa própria participação nessas situações, quando
praticávamos magia negra porque a religião permitia. Libertar o passado é simplesmente entender que
vivemos um holograma instituciona lizado pelas religiões da época. Mas eu liberto-me quando percebo
que esse passado só tem força quando eu o potencializo.
Os Comandos Estelares, os Irmãos do Espaço - Sirianos, Pleiadianos, Canopeanos, Marcianos, Maldekianos,
Rigelianos, Veganianos, etc. – todos eles cometeram o mesmo erro: egocentrismo, disputas de poder!... E
todos eles estão cobrando o carma, aqui na Terra. Porque é que vocês acham que uma esquadra gigantesca de
Sirianos, Pleiadianos, Arcturianos, etc. está ajudando a Humanidade?... Será porque são bonzinhos?... Não!...
Eles estão aqui aguardando o nosso regresso, a aprendizagem que temos para lhes entregar, fruto das nossas
experiências na Terra. A maior parte dos Irmãos do Espaço, que trabalham connosco na Terra, estão aprendendo
através de nós. Como?... Por telemetria sensorial. Imaginemos uma pessoa que seja Pleiadiana. Essa
pessoa tem o Comando Pleiadiano acoplado a ela teluricamente, monitorando-a 24 horas por dia. Assim, tudo o
que ela experimenta, passa para eles a nível sensorial. Conclusão: todo o Grupo Pleiadiano vai compreender o
processo de vida da Terra. Então, eles esperam que essa pessoa saia da Terra e volte para as Plêiades com as
experiências que aqui viveu.
Quinto medo – O medo do lado obscuro
Excerto do capítulo 12 (OS Nove Medos) do Livro 9 de Kryon – O Novo Começo.
Agora, vamos abordar aquilo a que se chama «o medo do obscuro». Aqui têm uma informação que sabem
intuitivamente: essa coisa de «lado obscuro», pura e simplesmente não existe!
Através de toda a história da Humanidade, em todas as culturas, os Humanos relacionaram a energia da
escuridão com outra entidade, outro poder, que, por desejar ascender, tudo faz por agarrá-los e derrubá-los.
Ao longo da vossa infância, tiveram medo dos «monstros» e outras entidades que estavam ali para vos
«agarrar»6 Há quem vos tente impingir a ideia de que, quem não pensa de certa forma, será capturado por
entidades obscuras ou corre o sério risco de ser «possuído». Isto não é verdade, nem nunca foi! São os
Humanos que criam o seu lado obscuro, pois têm o poder da luz, tal como têm o poder da escur idão.
Permitam-me ser mais específico, pois alguns perguntaram: «Kryon, é possível que seres humanos tenham
uma vibração tão baixa que lhes permita criar obscuridade noutra pessoa?»
A resposta é. Claro que é possível! Um exemplo: o que é que acontece quando tentam encontrar o caminho
para um certo local de uma casa quase às escuras? De repente, a pequena luz que facilitava a deslocação...
desaparece.... e logo vocês ficam congelados! Agora, vejam: O que ocorre se o «caminho» que tentam encontrar
é a vossa linha de vida? Começam logo a sentir medo, ficam sem se poderem mexer! Sem luz, de repente,
começam a perguntar-se que «outra coisa» poderá estar ali... desatam a ouvir coisas... enfim, o medo começa
a possuí-los. Mas, afinal, o que é que aconteceu? Bom, a luz, simplesmente, apagou-se; vocês, porém, criaram
as condições para que o medo surgisse e fizesse o seu trabalho.
Há Humanos do «outro lado» capazes de vos enviar escuridão? Sim, há... e sempre houve quem estivesse em
condições de fazer isso.
Acaso não vos parece natural, meus caros, a capacidade de escolherem entre a escuridão e a luz? Acaso não
faz sentido que a consciência se veria limitada se só pudesse enviar luz? No entanto, eis aqui o que também
têm que saber – isso não vai continuar durante muito mais tempo! O exemplo que acabámos de dar pode ser
horripilante, a menos que quem está dentro na escuridão daquela casa, disponha de uma luz adicional.
Reparem, não há igualdade nos matizes de luz; cada um deles é uma energia em si mesmo. Podem manifestar
o matiz que desejarem, mas aquele que manifestarem tem a sua própria vibração.
Há muito tempo atrás, informámos que a luz é activa e que a escuridão é passiva. Os matizes possuem energias
vastamente diferentes Quando se encontram numa casa escura e abrem uma porta, não é a escuridão
que sai para o exterior; é a luz que entra! O que é que isto ensina em relação ao poder da luz?
Ensina que os matizes de nível vibratório mais elevado são mais activos e mais poderosos; ensina que é mais
6 - «Se não comes sopa toda vem aí o papão p’ra te levar, ouviste?», diz a mãe.
fácil e mais rápido gerar uma energia positiva. São precisos mais Humanos para criar uma baixa vibração
do que para criar uma outra mais elevada.
Considerem uma casa cheia de gente, totalmente às escuras. Se chegar um Trabalhador da Luz, toda a casa
se ilumina. Àqueles que têm medo do escuro, vou dizer o seguinte: têm medo, porque ainda não
compreenderam o vosso poder de se transformarem num Farol de Luz. Podem estar na situação mais obscura;
podem estar rodeados daqueles que – às dezenas e dezenas – tratam de vos envolver em escuridão, no
entanto, um só Ser Humano iluminado anulará toda a escuridão!
E vocês admiram-se por nós estarmos tão excitados? É que o matiz «normal» do planeta durante os últimos
anos, simplesmente, subiu de nível! Já que, na vossa forma de pensamento linear de 3D, adoram criar plataformas,
nós ajudaremos com o seguinte: colectivamente, este planeta decidiu elevar a energia cons iderada
«normal», para outro registo de vibração. É por isso que vocês se encontram aqui, presentemente
e a Rede está a ser ajustada.7 A diferença entre escuridão e luz, assim como o que está de permeio, recebeu
um incremento como nunca recebera. E, aqueles que continuam entretidos a criar obscuridade sentem cada
vez mais dificuldade em encontrar lugares sem luz. Compreendem isto? Qualquer entidade individual, que se
tenha manifestado através do véu, deu-vos esta informação: vocês, queridos Humanos, estão capacitados para
criarem qualquer tipo de vibração. Em tempos, quase tudo possuía um lado obscuro, tão escuro que os
segredos foram ocultados durante séculos. Acaso notaram, nos últimos tempos, alguma diferença no que toca a
conspirações e segredos? De facto, nada disso consegue manter-se escondido durante muito tempo! Pensam
que todas as revelações com que se deparam são apenas coincidências? Dado que os níveis mais elevados
estão a ser «abertos», segredos e conspirações deixaram de ter a «baixa vibração» para se agarrarem. Não
têm, porque vocês iluminam esses «terrenos» com a vossa luz! Isto ocorre na política, nos negócios... até ao
nível dos governantes dos países.8 Agora, o tema é: Responsabilidade. Acabou o tempo dos «escondidinhos
». O que isto vos diz sobre a luz e a escuridão? E sobre o equilíbrio no vossa planeta?
Este texto pode ser divulgado livremente
7 - Este ajuste terminou em Dezembro de 2002.
8 - Note-se o que está a acontecer em Portugal, de há uns meses para cá. A partir de 2002, houve, de facto, um aumento
extraordinário no que toca à emergência de toda a espécie de escândalos e situações obscuras - corrupção, pedofilia, redes
clandestinas de droga, prostituição, etc. Numa outra direcção – mas também inserida neste movimento do «trazer à luz», já
em Janeiro de 2003, a Loja Maçónica do Grande Oriente Lusitano abriu as suas portas completamente, imagine-se, e
apresentou-se ao povo português com um manifesto de «mobilização nacional» para ajudar na recuperação global do país.
De facto, espantoso. Ah!... lembrei-me agora! Senhores do Reiki e Karuna: Essa coisa de manter os símbolos secretos... tem
os dias contados!

 

 

 

 

Reflexição

Amigo é aquela pessoa com quem conversamos sem reservas,
independente da hora ele sabe oferecer o aconchego do seu coração sem pedir nada em troca, e quando ele precisa sabe que pode fazer o mesmo sem objeção, não importa o tempo que estejam distante fisicamente, amizade é irmã do amor e não tem cara, tem reciprocidade, afetividade, respeito, carinho, confiança e alegria.


Amigo é aquela pessoa que nos diz o que acha ser correto, mesmo não sendo o que gostaríamos de escutar, más sabe respeitar a decisão do outro sem censuras.

Amigo nos avisa do perigo quando não conseguimos enxergar, sem contrapor nas decisões tomadas.

Amigo sabe dar e receber o ombro amigo sem pré-requisitos, ele sabe ouvir, tanto quanto escutar...
Amigo naturalmente se comporta com aceitação mil e ameaça zero.


Não existe escola para formação de amigos,
eles por si já nascem aptos, por isto não impomos regras dentro de uma amizade,
elas se compatibilizam....

 

 

 

Portfolio

BANCO DE ORAÇÃO!

BANCO DE ORAÇÃO! Havia um certo homem na Bíblia que comoveu o coração do SENHOR.  Este homem foi Jabez e foi recompensado pelo  PODER DA ORAÇÃO. [Óh Senhor que me abenções] [Que alargues as minhas fronteiras] [Que seja comigo à tua mão] [E me preserves do mal] [De modo que não me...

CENTENÁRIO DAS ASSEMBLÉIA DEUS 1911 Á 2011

    TWITTER: www.twitter.com/adbrasil Jesus Salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará! "Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren, chegaram a Belém do Pará, em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar...

Deus está abrindo uma porta diante de você.

  Deus está abrindo uma porta diante de você. Porta aberta é sinal de boas-vindas, de cordialidade e de que você é aguardado. Jesus tem as chaves Assim diz o Senhor eu abro as portas conforme o Meu querer E as fecho também, Ninguém vai fechar o que Eu abrir, Ninguém vai abrir o que Eu...

Eu sei em quem tenho crido,

  Eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia. 2º Timóteo 1:12 'Eu, espero com alegria a volta de meu Jesus para me levar com ele ir morar no céu de Luz pois ele me prometeu lá no céu um galardão ali terei um novo nome e gozarei...

FOME NA ÁFRICA

???O QUE É MISSÕES??? MISSÕES É ARTE DE AMAR. AMAR como JESUS amou. ARTE de se ENTREGAR, SE ENTREGAR COMO JESUS SE ENTREGOU. MISSÕES É ENTRAR EM GUERRA pra FALAR DE PAZ. É CHORAR PRA TRAZER ALEGRIA, É MORRER PARA TRAZER A VIDA. É DEIXAR MARCAS POR ONDE PASSAR, É MUDAR A HISTÓRIA DO MUNDO... É...

Pois, misericórdia quero, e não sacrifício.” (Os 6.6).

  Pois, misericórdia quero, e não sacrifício.” (Os 6.6). Olhar para o outro e chorar com ele, entender seus valores, compreender sua dor, respeitar suas decisões por mais estranhas que pareçam...  Caminhar uma milha, carregar no colo quando necessário, ouvir seus lamentos, silenciar...

Estudo Bíblico

17-01-2016 15:13

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A PARÁBOLA DO SEMEADOR VAMOS ENTENDER. Assunto: Parábolas - Como já tenho escrito, é um enigma que somente o Espírito Santo poderá nos revelar.        Vamos estudar a Parábola do Semeador com uma nova visão. Nós como seres humanos, Deus nos trata...
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01-01-2016 15:01

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A Páscoa Cristã   Introdução Num contexto de mudanças tão rápidas e da banalização do cristianismo, eu particularmente creio que a celebração cristã que mais representa o significado do verdadeiro cristianismo é a páscoa cristã. Nela encontramos elementos que resumem o que verdadeiramente...
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A oração sem resposta!

A oração sem resposta! (Lucas 18:9) - E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: (Lucas 18:10) - Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. (Lucas 18:12) - Jejuo duas vezes na semana, e dou os...
01-01-2016 14:57

A Oração Que Funciona

A Oração Que Funciona "Esforçai-vos, e Ele fortalecerá o vosso coração vós todos os que esperais no Senhor." Salmo 31:24 "Senhor, filho de Davi, tem misericórdia de mim. Senhor, socorre-me. Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores." Disse, uma mulher...
01-01-2016 14:56

A nossa fé é suficiente

A nossa fé é suficiente E aconteceu que, num daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galiléia, e da Judéia, e de Jerusalém. E a virtude do Senhor estava com ele para curar. (Lucas...
01-01-2016 14:55

A Oferta Que Agrada ao Senhor

A Oferta Que Agrada ao Senhor        A Bíblia nos mostra que não podemos esconder nada diante dos olhos do Senhor e que nada fica oculto que não venha a ser revelado.   “Porque nada há encoberto que haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para...
01-01-2016 14:54

A Mente Carnal

A Mente Carnal "Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz" (Romanos 8:6). Uma das maiores ameaças ao bem-estar de qualquer igreja local é a mentalidade carnal que seus membros podem ter. A mente carnal é a "morte"; é...
01-01-2016 14:53

A Minha Graça Te Basta

A Minha Graça Te Basta "E disse-me (o Senhor): a minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas...

Foto utilizada com a permissão da Creative Commons SheldonPhotography  © 2010 Todos os direitos reservados.

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A inspiração divina é a espontaneidade de um coração generoso, que tem um objetivo precípuo: Ser uma bençâo. Todavia, uma vida por si só, pode ser isto e muito mais. Pois, o silêncio pode ser uma grande revelação, Bem como uma imagem ser um grande discurso. Você é a melhor criação de Deus!